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| Na cena, João Pequeno dando um banho em Robin Hood |
Quero dividir com vocês uma percepção que só o tempo pode oferecer enquanto assistia a um antigo filme. A obra em questão é "As Aventuras de Robin Hood", com um ator que meu pai gostava, Errol Flinn. Lembro de assistir com ele no sofá quando criança. Mas com a soma de conhecimento que tenho hoje, já adulto, me deu algumas novas percepções.
A mais interessante delas foi a da luta de Robin com João Pequeno em cima de uma ponte sobre um riacho. Curiosamente Robin perde a disputa, algo raro para acontecer a um herói. O mais raro ainda é que ambos saem do rio para se tornarem amigos leais. Aliás, considero João Pequeno um verdadeiro braço-direito de Robin.
Penso que o imaginário celta, do qual o mito com certeza se originou, vê herói com um pouco mais de humanidade, passível de cometer erros e ter fraquezas e ter a nobreza de reconhece-las. Nobreza também de João Pequeno, que não se aproveitou do fato para se tornar líder do grupo que se formava. Temos um exemplo diferente de liderança aqui, onde ela é provada constantemente e não vem exclusivamente da força bruta, mas também do reconhecimento de seus pares.
Tem certos inimigos que nos fazem melhorar, assim como as pedras afiam as espadas. Quando estiver em luta, lembrem-se disso!
Saúde, amizade, liberdade.
Sergio Thot


