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terça-feira, 10 de maio de 2011

NOTÍCIAS VERDES

Olá à tod@s.

Esta será uma postagem permanente sobre notícias de cunho ambiental relevantes. Espero que apreciem.


Bauru entra na luta contra as sacolinhas

Notícia dada pelo blog Bruxa do Leste, da ciberamiga Izaura Vecchi.


"E em Bauru, está na Câmara Municipal, um projeto de Lei onde PROÍBE o uso de sacolas plásticas por Supermercados na cidade. Coisas de um prefeito jovem, audacioso, ligado ao Meio Ambiente. Parabéns prefeito Rodrigo Agostinho!"

A questão é que não há mal sem bem nem bem sem mal, como já aprendi no mundo pagão. As sacolinhas não surgem do nada mas são produzidas por pessoas em fábricas. Com os pedidos sendo recusados, as fábricas fecham e as pessoas são dispensadas. É uma medida acertada de um lado e impopular do outro.

Lendo a respeito, acertadamente o prefeito de Bauru tentou evitar que o peso da lei baixasse sobre o assunto e trouxe a discussão para diversos órgãos ligados ao comércio e produção na cidade, segundo o jornal Fala Cidade (Leia AQUI)

"
A redução na produção das sacolinhas, causada por cancelamentos de pedidos de clientes supermercadistas, provocaram demissões nas fábricas do ramo. Na Polimáquinas, empresa de Bauru que faz o corte e solda das sacolinhas, houve recentemente a demissão de18 funcionários de um total de 146 empregados." Fonte Jornal da Cidade de Bauru.

Eco-asfalto - São Paulo (capital)

A prefeitura de São Paulo resolveu transformar os restos dos edifícios demolidos São Vito e Mercúrio, no centro da cidade, em "asfalto ecológico". As subprefeituras do Butantã, São Miguel Paulista e da Freguesia do Ó recebem a pavimentação especial que as unidades de Parelheiros e Ermelino Matarazzo já receberam.


Com investimento de cerca de R$ 2 milhões, a iniciativa contribui para minimizar o impacto ecológico que os restos da demolição podem produzir ao meio ambiente, quando não recebem destinação correta. O novo material será utilizado para asfaltar 19 mil m² de vias, em uma extensão de 2,6 km.

Os resíduos das construções serão utilizados em duas das camadas que compõem o pavimento. A sub-base do asfalto, formada por pequenos pedregulhos, será composta por restos de construções em geral. Sobre esta camada será acrescentada mais uma, composta por restos de fresagem de ruas que estão recebendo recapeamento. A economia será de até 40% em relação ao asfalto convencional.

As subprefeituras contempladas, segundo a assessoria de comunicação da prefeitura, foram definidas devido ao cronograma de pavimentação e características físicas para pavimentação.

Fonte: Terra


Ilhas Verdes - Guarulhos


Guarulhos ganha destaque em publicação internacional após um ano da aprovação da lei que regula o programa de combate ao aquecimento global Ilhas Verdes, criado em 2008. Inédito no Brasil e no mundo, o programa completará um ano em vigor como legislação municipal na próxima terça-feira (24).


A iniciativa consiste na redução das ilhas de calor urbanas por intermédio da proteção e recuperação das florestas e do plantio de milhares de árvores. A ação foi divulgada em revista da Unesco, veiculada na América Latina, na Espanha e no Chile. O artigo fala sobre a conservação da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo, ecossistema do qual Guarulhos faz parte, e mostra novas formas de integração entre as esferas públicas e privadas para a recuperação dos ecossistemas.


“A preservação das florestas urbanas está diretamente ligada à provisão dos recursos naturais e à regulação dos processos térmicos”, afirma Antonio Manoel dos Santos Oliveira, coordenador do Laboratório de Geoprocessamento do Mestrado em Análise Geoambiental da Universidade Guarulhos. “Entre os benefícios das florestas podemos citar o fornecimento de água, alimento, ervas medicinais e lenha, além do controle do clima, da purificação do ar e da absorção das águas das chuvas, que reduzem as erosões, deslizamentos e alagamentos”, declara Oliveira.


“A consolidação da lei municipal é uma forma inovadora de orientar a arborização não só por critérios aparentes, mas pelo excesso de calor”, disse o diretor-geral do Instituto Florestal, Rodrigo Victor.  “O reconhecimento internacional é importante, já que a ação é um dos maiores exemplos práticos de política pública que utiliza o serviço ambiental de regulação climática para aumentar o bem-estar da população”, garante Victor.


“O Ilhas Verdes se transformou em lei e agora se consolida como exemplo de experiência ambiental bem-sucedida no cenário mundial”, comemora Fábio Vieira, criador do programa e diretor da Secretaria de Meio Ambiente de Guarulhos.


Fonte: PMG


Link: Guarulhos Online





Imposto Verde - Guarulhos

"Com a aprovação da Lei Municipal nº 6.793/2010 (nova legislação do IPTU) pela Câmara Municipal, ocorreu uma ampliação de isenções em especial visando à proteção do Meio Ambiente – IPTU VERDE, com a concessão de desconto de até no máximo 20% no valor do IPTU anual devido pelo período de 5 anos - a partir de 2012 para o contribuinte que ingressar com o pedido durante este ano (2011) - para os imóveis edificados que adotem duas ou mais das medidas a seguir:
Telhado verde no antigo prédio do Banespa - SP
  • Sistema de captação da água de chuva;
  • Sistema de reuso de água;
  • Sistema de aquecimento hidráulico solar;
  • Sistema de aquecimento elétrico solar;
  • Construções com material sustentável;
  • Utilização de energia passiva;
  • Sistema de utilização de energia eólica;
  • Instalação de Telhado Verde;
  • Separação de resíduos sólidos.
"Além disso, há outros descontos ambientais que a Prefeitura irá conceder para imóveis edificados horizontais que possuírem em frente uma ou mais árvores. Para os imóveis edificados horizontais e para os condomínios horizontais ou verticais, que possuírem áreas de seu terreno efetivamente permeáveis, com cobertura vegetal."


sexta-feira, 16 de abril de 2010

NOSSO PAPEL




“As mudanças climáticas afetam de maneira direta as condições de vida e de trabalho das mulheres, particularmente por sua proximidade aos elementos de vida, como a agricultura, seu contato com a água e para poder cumprir com o ciclo de cuidado da vida que lhe foi transferido como responsabilidade prioritária”
Magdalena León

Responsáveis pela manutenção do lar enquanto os homens saem para caçar, sejam alces ou máquinas pesadas, fica a cargo das mulheres a sutil dança com os ciclos do mundo. Lembro de minha mãe olhando para o céu e dizendo para mim: leva guarda-chuva filho pois vai chover. Ou das panelas areadas brilhando ao sol, refletindo sua luz nas paredes da casa. De intuir a hora em que meu irmão caçula dormia e acordava antes mesmo dele o fazê-lo. E aqui falo apenas de uma família que reside no meio urbano. 



Há os ciclos das nuvens e dos astros para as pessoas que dependem dos frutos da terra, onde saber essas coisas é a diferença entre a fartura e a fome.

Penso o quanto nossa vida se distanciou dos ciclos quando inventamos a luz elétrica ou a água encanada no mundo ocidental. A gente aperta um botão e as coisas acontecem como mágica. Mas é um mistério bem explicado, calculado e com sérios custos. Cada vez que fazemos tais coisas imprimimos uma digital no mundo. Gostaria de falar diferente, que o aquecimento global não é de nossa responsabilidade. Que o que acontece com o gelo ártico, tão longe de nós, não tem nada a ver com a gente e que podemos levar nossa vida despreocupadamente. Mas não é bem assim.

E mesmo que assim o fosse, não explicaria ações nulas em nível local, como separação de material reciclável limpo para catadores de bairro, por exemplo. Ou, com o espaço adequado, uso de material orgânico na compostagem.





Culpa ou "responsa"?

Responsabilidade, lógico! A culpa pressupõe que somos crianças diante das coisas, que não temos controle sobre nossos atos e que agimos por impulsos incontroláveis. Inverdades.
Exceto em casos patológicos, somos sabedores de nossos atos a cada passo da Caminhada. Atribuir a outros nossas faltas, ou autojulgarmos incapazes de uma ação consciente é enganar a si e a os que lucram com esta insensatez!

Claro que não peço mortificações e sacrifícios no sentido de colocar em risco saúde ou bem-estar. Mas a separação entre o sadio e o supérfluo deve ser feita. Se não por questões ecológicas, ao menos pelas econômicas. E quando se mexe com o bolso as pessoas se movem, não? Rs!

Saúde, amizade, liberdade.


Sergio Thot

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

DA TRANSFORMAÇÃO





Existe na Física um conceito chamado entropia, usado na termodinâmica para explicar, por exemplo, porque os cubos de gelo derretem em sua coca-cola. Ou na eletroquímica, para explicar como a oxidação deixa o suco de laranja amargo com o tempo. A termodinâmica nos mostra o porquê tudo se deteriorar.



E para garantir nossa sobrevivência e/ou conforto, sempre lutamos com a tendência natural das coisas se desagregarem, enferrujarem, caírem, morrerem. É o trabalho dos mecânicos, faxineiros, jardineiros e da manutenção em geral. É um esforço contínuo manter este mundo funcionando.

Mas tudo caminha para o caos, guarde estas palavras.


O nascimento da Humanidade

Quando a consciência humana despontou no horizonte do mundo natural, questões urgentes precisavam ser resolvidas: como obter caça, pesca, frutos, abrigo, calor., segurança, cura Somos
socius por natureza e por imposição das circunstâncias, então percebemos que se trabalhamos juntos os resultados são melhores.

A tomada desta consciência de que juntos é melhor nos leva a criar coisas, nomeá-las e transmiti-las para outros de nós. Começamos assim a transformar o horizonte natural e modela-lo à nossa imagem e semelhança.

Com a combinação de conhecimento acumulado de tantas pessoas por mais tempo, mais habilidades, mão-de-obra e material natural, erguemos do solo e de tudo que está sobre ele todos os itens que precisamos para sobreviver e depois viver com algum conforto.

 E a inovação não para: os materiais ficam mais refinados; a linguagem verbal e não-verbal fica complexa e a transmissão deste conhecimento por via oral e sua manutenção na memória não mais suporta a carga de conteúdo acumulado. É preciso gravar na pedra, no barro, no papiro, no pale no disco rígido. Tudo isto culmina em ferramentas melhores e mais complexas, em vidas mais complexas e relações mais complexas. 10.000 anos depois temos nossa sociedade pós-pós-moderna.

Mas esquecemos de onde viemos, de onde tudo vem. Achamos que o mundo sempre existiu, que o ovo vem da geladeira e o leite do supermercado. A conexão com a terra foi perdida. A percepção da transformação foi perdida.

Não sem um custo para a Natureza.


Filhos de Sísifo

Eu seria muito ingrato se mal-dizesse todas as conquistas que a raça humana obteve e que permite uma vida de certos confortos a uma boa parcela da população, eu incluso. Mas também seria um inconsequente que este mesmo conforto, mesmo não chegando a toda a humanidade, ainda sim mina as reservas que a Mãe possui.

Depois de tanto tempo só sugando agora este ritmo ao qual esta parcela de privilegiados possui (nos quais incluo eu e você, que tem água tratada e encanada em casa), é preciso:

*garantir que os que não têm tenham acesso ao básico-do-básico. Se não por questões éticas, ao menos para evitar a guerra por água e energia.

*garantir a sobrevivência das áreas do planeta que ainda continuam silvestres, afim de garantir nossa própria pele.

Como podem ver, é um trabalho digno do próprio Sísifo! Não sou um fatalista e vejo no personagem mais do que seu final, vitimado pelo colérico Zeus. Astuto, não deixou que sua condição mortal interferisse em sua vida e usou da inteligência e astúcia para vencer as dificuldades. Sigamos seu exemplo!


Parteiros de Deus


Costumo assistir a muitos documentários no Discovery e em todos eu vejo o milagre da criação humana. Trabalhando na área de manutenção pesada aprendi a admirar o trabalho de outros profissionais deste e de outros países. Em todas as áreas. E vejo neles Hermes, Osiris, Hefestos, Dionisos, Ícaros... todos lutando contra a tendência natural que nos leva a estabilidade passiva.


Todos eles erguem da carne da Deusa um Deus-menino, cuja maturidade se concretiza na obra pronta, acabada. E que encontra seu fim como tudo nesta terra. E só agora aprendemos instintivamente que de carcaça de um Deus-morto pode surgir um Hórus, um Osíris renascido, assim como o sol que nasce toda a manhã ainda é o mesmo sol que se pôs na noite anterior.

Tudo tende ao Caos. A Ceifadora sempre pede seu preço, mas dos escombros e do Caos sempre fizemos o Novo. E sempre faremos enquanto a terra nos sustentar. Que o sacerdócio não se prenda somente ao círculo mágico, mas que este se estenda ao horizonte que é circular também. Que um Deus nasça todo dia dos frutos de nosso suor e que sejamos nós, além de seus sacerdotes e sacerdotisas, também parteiros.

Que Assim Seja!


S. Thot

segunda-feira, 13 de abril de 2009

DO CONHECIMENTO





"Com um grito de medo, Ícaro percebeu que a estrutura de suas asas se desfazia. Procurou esconder-se sob as nuvens, mas o sol tornara-se tão imenso que desmanchava as próprias nuvens."

A. S. Franchini e Carmen Seganfredo,
As 100 Melhores Histórias da Mitologia



Conhecimento, em linhas gerais, é informação com propósito. Acúmulo de dados não basta para para designar aquele que os acumulou uma pessoa de conhecimento. Para tanto, ela tem que dar a essas informações um sentido, um uso.

Vivemos hoje mergulhados na informação: conversas, livros, jornais, revistas, rádio, outdoors, cartazes, autofalantes, Ipods, telefones fixos e celulares, tevê, fax, e-mail, Orkut, blogs, sites, MSN, Twitter... Mas tudo isso bate em uma barreira, que é nosso entendimento do mundo. Dou um exemplo simples.

Não é raro, quando ando de ônibus, ver gente jogando lixo pela janela. Desde criança ouço a famosa frase "lugar de lixo é no lixo". No entanto, centenas de pessoas simplesmente fazem do lugar onde estão um aterro sanitário particular. Ainda na questão do lixo, apesar das caçambas de material reciclável disponíveis, no condomínio onde moro os moradores simplesmente não se ocupam de separar e depositar nos recipientes. Simplesmente misturam com o lixo comum, que fica do lado.

Afinal, o que há?


Emoção

Talvez, e falo como leigo no assunto, a informação não seja tudo. Talvez seja preciso um tempero para ela, um sal para que algo se desperte dentro do indivíduo, de modo que a informação se una a ele e torne-se conhecimento. Esse sal pode ser a emoção.

A informação é só um conjunto de palavras & imagens desconexas, mas é nossa participação, quando atuamos como sujeito na história, que elas ganham sentido para nós. Como no caso dos que jogam lixo no chão, ou não separa material reciclável do lixo comum, temos pessoas que não estão ligadas afetivamente com a questão ambiental. Não se sentem parte deste mundo, apesar de nele viver.

Seu mundo é um tanto pequeno, sua percepção das coisas é estreita. Ela olha o mundo e não vê, não sabe onde está nem para onde vai. Apenas segue, sonâmbula. Não basta dizer "ah, as pessoas tem que ter conhecimento", ou "é preciso dar cultura ao povo". Não é esta a questão. O fato é que as pessoas tem que USAR as ferramentas que tem.

Pode-se ler para elas, mostrar-lhes vídeos, fazer palestras e o escambau, mas se elas não sentem, será em vão.

Mesmo entre nós acontece algo semelhante. Temos pessoas que só recolhem fragmentos de informação ao seu bel-prazer, sem qualquer conexão ou senso de realidade. Como esta troca de informações captada do Yahoo! Respostas. Se fossem praticantes, a resposta seria outra.


Na vida

Acredito ainda que este conceito se estende a outras situações. Mesmo quando alertados sobre o perigo iminente, nós pagamos pra ver. Isto é o risco. Aposto e ganho que as pessoas que não separam seu lixo estão ocupadas demais para prestar atenção a estes "detalhes pequenos".

É claro que o mundo existe por meio de quem faz, de quem se arrisca. E não dá para prestar atenção em tudo, ou ficar no canto, encolhido de medo. É preciso parar a beira do penhasco e voar. Mas o risco deve ser calculado, para saber até aonde nossas asas de cera resistem.

Acordar do sonho para que a realidade não nos atropele.



terça-feira, 24 de março de 2009

DO TRABALHO




Você já refletiu sobre seu trabalho? Sobre aquilo que você faz, seja um produto ou serviço, e qual o seu impacto na sociedade?

Alguns trabalhos são muito ingratos. Não pela sua condição ou insalubridade, mas também pelo olhar social sobre eles.


Argos Panoptes

Argos Panoptes era um gigante de cem olhos, filho de uma geração anterior aos Deuses Olímpicos. Servo de Hera, foi incumbido certa vez de tomar conta de uma novilha preferida da Deusa. O que mal sabia ele é que este belo animal era uma princesa transformada por Zeus, que a desejava.

O Deus buscou-a pelo mundo até encontra-la metamorfoseada pela sua ciumenta esposa pastando calmamente e guardada pelo fiel gigante. Seu desejo não diminuiu com a visão de sua bela princesa transformada em animal. Mas era preciso passar por Argos que, quando dormia, podia manter cinqüenta olhos abertos.

Como ninguém se interpõe entre Zeus e seus objetivos, o gigante foi morto por Hermes. Quando sua cabeça rolou pelo chão, vitimado por um golpe certeiro de espada, todos os Deuses voltaram seus rostos, horrorizados pela visão aterradora de dezenas de olhos mortiços. Somente Hera se compadeceu dele, tirando-lhe os olhos e colocando-os na cauda de uma ave, batizada depois de pavão.

Certos empregos costumam ser muito ingratos com seus executores. 



Pirâmide

Em minha função na empresa que trabalho lido com pessoas de nível técnico ou superior, gente que trabalha não só com as mãos, mas também com o cérebro. Sinto entre essas pessoas e aquelas que não possuem tais conhecimentos uma separação. O trabalho não é só trabalho, mas a forma com a qual dizemos ao mundo hierarquizado qual o nosso valor na pirâmide. É tudo uma questão de cargo e/ou salário.

Por exemplo, o catador de lixo. Nestes tempos de aterros superlotados e campanhas de conscientização, o catador de lixo é um personagem desprezado não só enquanto profissional, mas também como ser humano, pois sobrevive daquilo que criamos e chamamos de lixo.

Mas ele não cata lixo. Lixo é tudo aquilo que não serve, que está contaminado. O que ele faz é retornar a sociedade produtos cuja a viabilidade econômica é possível. O que descartamos vira lixo quando nós o contaminamos com outros materiais e ignorância. Tudo vira lixo quando misturamos papéis, plásticos, vidro e metal com cascas, papel higiênico, resto hospitalar.

Na verdade ele garimpa oportunidades, riquezas em meio as coisas que desprezamos. E no processo reduz a extração de matéria bruta, realiza uma grande economia energética e diminui o volume em aterros e incineradores.
No entanto, apesar de seu trabalho ser de grande importância, nos voltamos nossos olhos devido o horror de ver alguém com metade do corpo mergulhado no que desprezamos.

Não tem que ser assim.



Uma Nova Visão

Um pouco de água e sabão nos produtos descartados tornará o trabalho destas pessoas menos desagradável pois eliminaria os produtos em decomposição e o mal-cheiro. Outra questão é não tornar isto em uma subprofissão, algo que se faz quando se está desmpregado, para a vergonha da familia.

A prefeitura entra com a capacitação e cessão de espaço para o depósito e manuseio destes materiais, diminuindo a atuação de atravessadores e garantindo meios para garantir a segurança do trabalho para estas pessoas. Há iniciativas em outras esferas do governo correndo em paralelo.

Mude seu olhar não só em relação àquilo que você descarta achando que não serve mais, mas também olhe novamente para as pessoas que enxergam coisas que você ainda não vê.

Então, verifique o que você faz com o seu lixo. Cada ação conta.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

DOS TRÊS "ERRES"




Os que leram o conteúdo da apostila do 1º. ESBG, em 2004, perceberam a ênfase que demos ao tema Ecologia. Entendemos que, como pagãos, somos intimamente ligados a este tema. E com os recursos naturais se extinguindo, aliado ao número crescente de pessoas no planeta, não é preciso se especialista que algo está muito errado.

A Reciclagem de materiais tem sido um dos carros-chefe da Onda Verde que tomou força desde os anos 80. Mas é preciso levar em conta que este é o terceiro de uma seqüência de três ‘erres (Três Rs)’.

Em uma escala crescente de importância encontramos a Reutilização ou Reuso do material, sem alterar drasticamente suas características físicas originais. Exemplo: a utilização de garrafas PET para a fabricação de vasos de plantas, castiçais de velas, brinquedos, cortinas.

Nestes casos não aconteceu transformação química, e a transformação física foi mínima, centrada em cortes que oferecem novas formas ao material.

O ‘erre’ número um então é o Reduzir. Consiste na não fabricação e/ ou consumo de novos objetos de maneira supérflua através do uso racional dos já existentes ou de vida longa. Por exemplo: a recusa na compra de garrafas PET em prol das retornáveis de vidro, que podem ser lavadas e reutilizadas.

Observe que aqui há outros fatores envolvidos, como o transporte das garrafas vazias de volta para o fabricante (combustível&poluição atmosférica), lavagem das garrafas (esta água será descartada? Irá para o reuso?), gastos com energia elétrica, etc.

O Melhor é o Mais Econômico
Deste modo, do ponto de vista ecológico, a Redução do lixo é a mais indicada. Afinal, o melhor jeito de cuidar do lixo é não cria-lo! É uma revolução nos hábitos do mundo ocidental, acostumado ao conforto da sociedade industrial.

Quando o material passa pela primeira fase, chega à vez da Reutilização ou Reuso. Porque uma vez feito o objeto é preciso conservar esta energia.

Esta é a segunda parte da revolução, já que estamos acostumados a usar e descartar. Se o descarte é necessário, que usemos o produto até seu limite. Isto significa seguir as informações do fabricante quanto ao uso e descarte, utilizar materiais certificados por órgãos como INMETRO, etc. Este ‘R’ é indicado ao usuário final, seja ele residência, comércio ou indústria.

Chegamos ao ponto em que a capacidade de uso do material está saturada. É aqui que cabe o terceiro ‘R’: a Reciclagem. Chega também a terceira revolução do lixo, que é a criação do hábito de limpar, separar, compactar, disponibilizar, recolher, transportar, tratar e relançar o material no mercado consumidor.

Economicamente falando é o mais dispendioso em termos gerais, mas o que oferece mais rentabilidade para as indústrias que lidam com matéria-prima, já que retira-la da natureza é mais difícil que recicla-la.

Como foi visto, Redução, Reuso e Reciclagem não são questões só ecológicas, mas também econômicas. A grande tarefa para quem luta nesta frente é fazer com que estes dois valores dêem as mãos e percebam as vantagens que o outro oferece.

O Paganismo e a Ecologia
Não queremos transformar isto em um dogma, mas é coerente o engajamento ativo de todos os bruxos nesta tarefa. Vendo a Terra como Mãe, é fato que rasgamos Sua carne, envenenamos Seu sangue e matamos Seus filhos e nossos irmãos.

Medidas ainda que individuais ou locais são bem-vindas pela Deusa. É um modo belo de tornar nosso dia-a-dia mais sagrado.

Fiquem em Paz, Abençoados(as) Sejam.
 
 
S. Thot

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

SOLUÇÕES SIMPLES

Apresento aqui soluções simples para usar em seu cotidiano afim de minimizar o impacto de nossa pegada na Terra. Sei o quanto é chato falar sobre isso, pois se fosse legal todo mundo faria. Mas a solução só vem do empenho de cada pessoa consciente.

Perceba que uno em vários textos dos tópicos os conceitos espiritual e o político. Natural, pois eles são indissociáveis no ser humano, apesar da separação que faz na mente das pessoas. Muitos enxergam o mundo como um lugar sujo ou ilusório, não me responsabilizando por ele.

Para o pagão a realidade une o material e o espiritual, sendo a matéria reflexo do espírito e vice-versa. Logo é natural que tenhamos posições politico-ecológicas associadas a nossa espiritualidade.

Grato por
ler e por agir.



Guerrilha urbana

C-calma! As armas aqui não são perigosas. Nem brancas são! São verdes mesmo, rs! Nunca pensou em fazer uma bomba, mas de sementes? É! Aprenda aqui a fazer uma bomba de sementes para plantar em terrenos baldios e outras áreas abandonadas dentro das cidades. Clique na imagem e aprenda a fazer.

Magia com árvores
Quando realizamos algum ato mágico usamos uma muda de árvore como foco de nossos feitiços.


Sendo nativa de nossa região, as plantamos naqueles "quadrados" de terra existentes nas calçadas da cidade, nos certificando antes que sua espécie não seja muito grande.

Senão ela criaria mais transtornos que benefícios.


Lixo nos bolsos!

Quem não se rende a uma balinha no fim da tarde, voltando para casa? Mas não existe coletores de lixo em todos os postes (fora os vândalos que destroem os poucos!).
O jeito é por no bolso até a próximo botequim e jogar na lixeira deles.

Tem a questão dos lixos úmidos, como cascas e miolos de frutas, por exemplo. No meu caso, como ando muito com mochila, deposito em uma sacolinhas dessas de mercado, e vamos que vamos!

E em caso de não se ter um lugar para colocar o lixo? Bem, a minha escolha é "se não posso descartar nã
o posso produzir". É duro mas se as usinas atômicas seguissem este preceito, não teríamos lixo radioativo jogado no fundo dos oceanos.

No coração da cidade!

Jogar óleo n
o ralo da cozinha é um crime do qual não tomamos consciência. Sabia que cada parte dele contamina 1 milhão de partes de água? Fora isso, a gordura se acumula nos canos de sua casa, tal qual uma artéria do corpo humano. Resultado? Entupimento!


Mesmo em tubulações maiores o problema se apresenta. A gordura adere as paredes e detritos formando uma grossa camada que estreita os encanamentos dos tuneis sob as cidades. Pensando na cidade como um corpo vivo, isso equivale a um adulto com problemas causados por alimentação gordura!s

A verdade é que o consumo de frituras devem ser evitado sempre que possível, dando atenção para aliementos cozidos, assados ou grelhados. Mas se seu prazer é uma batatinha frita tipo "palito" vez ou outra, vai uma dica: Coloque o óleo usado em uma garrafa pet e descarte-a no lixo comum. Acredite: terá um impacto menor que jogar o óleo no esgoto.

Uma solução melhor é enviar o recurso para usinas que o transformarão em biocombustível. Se mora na capital, olhe com carinho para esta opção.


Refil
Produtos como perfumes itens alimentícios (achocolatados, café solúvel) possuem embalagens econômicas, menos refinadas, só para distribuição do produto em si: são os refis. Uma empresa que investe neste sentido é a Natura, onde o preço do refil é inferior ao da embalagem padrão. Lógico! Afinal, o que importa é o conteúdo! Além disso, a empresa apoia diversos projetos ambientais e sociais, como o Movimento Natura.

Os superm
ercados vendem vários produtos à granel (principalmente grãos e farináceos) ao invés das embalagens de isopor que são difíceis de reciclar.

O impacto ambiental no uso de refis também é um pouco menor.



Pilhas e baterias
Pilhas e
baterias levam em sua composição metais pesados. Shopping Centers, prédios públicos e outros locais recebem pilhas usadas para descarte. Clique AQUI para composição de pilhas e AQUI para as baterias usadas em automóveis.

Baterias podem ser levadas nas lojas autorizadas pelo fabricante. Lojas como a Claro e TIM contam com este serviço.
Os Bancos Real e Santander possuem coletores especiais para pilhas e baterias identificados com o logo que aparece ao lado.


Falando em sacolas de mercado

Quantas sacolas de mercado sua família consome ao mês? Sim, tá certo que nós a reutilizamos depois nos cestos de lixo. Mas depois elas seguem para o aterro e lá levam séculos para se decomporem. Isso quando o" cabra" simplesmente não o joga no córrego mais próximo! Do córrego para o rio e deste para o mar.

No oceano a sacolinha de seu supermercado favorito é confundido com águas-vivas por outros animais marinhos como tartarugas. Águas-vivas são parte da alimentação destes répteis e ao tentarem come-las você pode imaginar o estrago que é. Clique na imagem para obter mais informações sobre o assunto.

Que tal respeitar o dia de coleta do seu lixo para evitar que este por engano seja levado pelas chuvas até as galerias subterrâneas, córregos e rios? Ou optar por outros meios melhores para o transporte de suas pequenas compras, como mochilas ou sacolas "permanentes"? Minha ecobag é minha mochila mesmo, rs!

A questão do transporte de itens do mercado está atrelada a necessidade de nos programarmos melhor, também. Eu tenho uma mochila escolar só para isto, evitando assim a sacolinha plástica. Durante um determinado período em casa anotamos aquilo que precisamos do mercado.

Com a lista na mão e a mochila nas costas fazemos as compras. Sem esta organização, sempre passaríamos pelo mercado e seríamos forçados a usar as sacolinhas, só para não trazer os itens nas mãos. Não só é bom para o planeta como evita o consumo por impulsividade, ruim para o bolso.


Caixa Treta Pak
A tecnologia treta pak, famosa pelas caixas de leite longa-vida, possui certas dificuldades para reciclagem, devido a complexa composição de seu material. No entanto o fabricante disponibilizou um site onde há endereços de recicladores especializados no produto. Digite seu endereço e veja o local mais próximo de sua casa ou trabalho.

Ou simplesmente optar pelo leite em saquinho como nos velhos tempos. De reciclagem mais simples, e que é aceito pelos catadores de papel desde que esteja razoavelmente limpo.

Lavar roupa todo dia?
Existe a necessidade de se manter o ambiente limpo: casa, roupas, utensílios domésticos... O mercado nos oferece uma miríade de produtos com os mais diversos usos e cheiros. Pena que boa parte não seja biodegradável.

Uma solução ecológica está na produção caseira de sabão, usando óleo vegetal usado, ou comprando de quem já faz. Existem muitas fórmulas para fazer sabão, mas busquei uma que não usasse banha animal, afim de não ofender pessoas sensíveis a matança.

E dê preferência por lavar a maior quantidade possível de roupa de uma vez, afim de economizar no bolso e nos recursos. Se der, reutilize a água para lavagem de áreas de serviço como calçadas, garagem e similares.

Ratatouille
Já assistiram esta animação da Disney-Pixar? Fala de um ratinho chamado Remy que deseja aprender a cozinhar e ser um grande chef. Comprei o dvd e assisto sempre. O que nos interessa aqui é o pano de fundo da história, sobre o fato dos ratos ficarem próximos dos humanos devido a abundância de comida disponível.

Se você avaliar bem o que se come, será que tudo que está no prato ou panela é consumido ou desce para o ralo? Na vida real, infelizmente, ratos são associados a diversas doenças desde a Idade Média. As grandes cidades vivem sob a sombra de doenças transmissíveis por ratos principalmente durante as enchentes.

Para se manter a população dos ratos sob controle venenos só não bastam. O consumo consciente não só economiza no seu bolso como evita que material orgânico polua o ambiente ou sirva de alimento para roedores indesejáveis no seu esgoto... ou cozinha.

Compostagem
Uma solução simples para os lixos úmidos de sua cozinha! A ainda dá para reverter naquele jardim que você nunca começa. Só não vale ter nojo de minhoca!






Carregador de celular solar
Já existe à venda carregadores de aparelhos celulares alimentados por energia solar ou qualquer luz disponível.

Os preços são razoáveis (R$50) e o design interessante. Ideal para usar em casa, escritório ou carro. Com a opção de carregamento convencional via rede de energia elétrica em caso de ausência de luz no ambiente.

O link para a reportagem completa está AQUI.