Boa noite à tod@s.
Conversava eu com uma ciberamiga, a Eloá Cossa, uma artista de Mauá (cidade da Grande SP) sobre nossas cidades e como elas carecem de coisas essenciais. Confira AQUI os trabalhos dela.
Como eu, ela se preocupa com as relações sociais travadas na celula-mater da civilização, o ajuntamento humano primordial que é a cidade. Pensem bem: o que seríamos nós sem as cidades? Somente nelas podemos reunir as melhores cabeças e braços para conseguir o mínimo de segurança e conforto necessários. O contrário disso é a barbárie. Bem, parece que há um deserto nascendo no meio das cidades e nele nasce o caos, como aquele buraco negro no centro de nossa galáxia.
Como eu, ela se preocupa com as relações sociais travadas na celula-mater da civilização, o ajuntamento humano primordial que é a cidade. Pensem bem: o que seríamos nós sem as cidades? Somente nelas podemos reunir as melhores cabeças e braços para conseguir o mínimo de segurança e conforto necessários. O contrário disso é a barbárie. Bem, parece que há um deserto nascendo no meio das cidades e nele nasce o caos, como aquele buraco negro no centro de nossa galáxia.
De certo modo isto se dá pela coisificação das pessoas. Na coisificação as pessoas perdem valor e ganham um preço. Imagine: se as coisas já são descartáveis, imagine o que se fará com as pessoas? A cada ano nascem centenas de humanos que serão auxiliares disto, meio-oficiais daquilo, prontas para concorrer com quem tem ainda que comer mas que já são velhas, desgastadas, descartáveis. E como nascem muitos, outros muitos podem morrer. Viram estatística.
A violência tem causado medo há muito tempo. As ditaduras que estão balançando no Oriente Médio são sustentadas por ele há décadas. O medo nos paralisa e nos isola das outras pessoas. Ao nos isolarmos nos aproximamos das máquinas, dos gadgets, dos iPads.
Ou dos templos. Daqueles que prometem o paraíso em troca do rancor e da obediência. Barganha-se a vida pelo medo e os fiéis de amar o Divino para negociar com Ele.
Para Certas Coisas Existem Cartões de Crédito. Para Certas Pessoas... Também!
As pessoas não deviam ter preço. E para resistir a isso proponho um conceito já usado pelo capitalismo: agregação de valor e é muito simples: quanto mais conteúdo você tiver, mais valor terá. É um valor imaterial e, fazendo um jogo de palavras, incalculável. E o que é o imaterial?
Na coisificação tudo é comprável e as pessoas passam a ser recursos com braços, pernas, computadores e buracos com diversas tabelas de preço. Meninos e meninas, temos que parar de produzir peças para este grande moedor de carne econômico e fazer das que existem algo mais do que recursos. Já basta a natureza como recurso explorável
Lógico que não proponho a destruição das máquinas altamente tecnológicas como fizeram os luddites no século 19, mas convém o equilíbrio.
Para tod@s,
Saúde, amizade, liberdade.
S. Thot.
Lógico que não proponho a destruição das máquinas altamente tecnológicas como fizeram os luddites no século 19, mas convém o equilíbrio.
Para tod@s,
Saúde, amizade, liberdade.
S. Thot.










