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domingo, 12 de junho de 2011

ÍBICUS

"Tomai a minha causa, grous, já que nenhuma voz, além da vossa respondeu ao meu grito."


Íbicus ensaguentado, clamando por justiça
O Livro de Ouro da Mitologia, de Thomas Bulfinch


Olá a tod@s, como vão?


Quero abrir meu coração a vocês diante das notícias referentes aos ambientalistas mortos no Pará [1], que defendem a floresta com o próprio sangue. Mas especificamente sobre o porquê de coisas como estas acontecerem em uma nação que tem a pachorra de querer sediar eventos mundiais importantes como a Copa e as Olimpíadas, mas que não consegue controlar seu próprio território. Pessoas como José e Maria  não fazem a defesa da floresta porque é cool ser ambientalista. Defendem sobretudo seu sustento imediato, porque suas vidas dependem disso.


Senhoras e senhores, existe uma lista de pessoas marcadas para morrer[2]. Podem imaginar isso? Eu não posso. Houve uma reportagem de um grande canal de televisão alertando para a existência de tal lista. Milhões de pessoas viram, no entanto as forças constituídas não deram a menor bola. Era preciso que houvessem corpos. Os corpos existem. E agora?


Para entender porque foram morto é preciso entender o que é extrativismo.




José e Maria


José e Maria viviam a mais de 20 anos em uma área verde preservada na cidade paraense de Nova Ipixuna. Com outras famílias viviam da coleta de frutos da castanheira-do-pará e óleos vegetais. Ou seja, não era interessante a derrubada da floresta, mas seu manejo. No Brasil existem as chamadas reservas extrativistas, que tem a finalidade de prover recursos de subsistência às suas populações e ao mesmo tempo, mantém a floresta através do uso sustentável[3].


A questão é que a própria castanheira, assim como outras espécies da região, possuem um preço quando cortadas e vendidas para o mercado interno e/ou externo. Como árvores deste porte levam décadas para atingir a idade adulta, derruba-las é danoso em muitos aspectos, pois é deixar famílias ao deus-dará. A derrubada da floresta implica em abrir grandes extensões de área que são ocupadas para o plantio de monoculturas do agronegócio, como a soja, visando a fabricação de ração para o gado europeu e a pecuária nacional.


O lucro, como a história do capitalismo prova, não pode ser detido em nome do assim chamado "mato". Mato é para queimar. As pessoas também, se entram na frente. Existe uma lista de pessoas marcadas por estes verdadeiros Comensais da Morte.


A queda da floresta também envolve a desertificação da floresta, com a ocorrência de secas no Amazonas somadas a outras questões climáticas complexas[4]. Pode imaginar o Rio Amazonas sofrendo com a seca? Por isso temos esta luta de titãs entre o agronegócio e os ambientalistas regada a sangue. Durante o governo anterior o palco da luta mudou para os ministérios, vocês lembram? Os quebra-paus civilizados entre Marina Silva e Dilma Rousseff e suas pastas do Meio Ambiente e Desenvolvimento?[5]


E mais uma vez temos morte na mata. Foi quando lembrei de Íbicus.




Íbicus


Poeta grego, seguia sozinho pela estrada rumo a Cidade dede Corinto, onde jogos e apresentações o aguardavam. No meio do caminho fora surpreendido por ladrões que o feriram de morte. Era um poeta e não um guerreiro. Ensanguentado, clamou por justiça mas exceto os bandidos que gozaram dele, nenhum ser humano ouviu suas preces.


Caído e só, lágrimas escorreram das faces. Quem lhe daria um enterro digno antes que as feras da floresta reclamassem seu corpo frio? Sua alma não teria paz e vagaria entre os mundo. Enquanto a vida se esvaia dele e os mal-feitores contavam seu butim, um grupo de pássaros chamados grous cruzou o céus. Eles responderam ao chamado! Já não estava mais sozinho e assim o poeta Íbicus morreu, olhando para o céu. Leia sobre a história de Íbicus no Google Books clicando AQUI.




Clamor às Erínias


Neste momento, enquanto eu escrevo ou enquanto você lê, outras pessoas sangram por acreditarem em algo que é maior que elas mesmas. Seja no asfalto, ou num chão de folhas ou nas areias de uma terra distante. Que as mãos frias das Erínias alcancem seus algozes e que não tenham paz até que justiça seja feita.


Que Assim Seja. Que Assim se Faça!




Sergio Thot.

terça-feira, 7 de junho de 2011

"A VIDA É BREVE. A MORTE, CERTA"

Olá, como vão tod@s?

Ig. N. Sª do Rosário - Ouro Preto
No mês de maio tive contato com o Barroco mineiro através das obras expressas nas igrejas de Ouro Preto, em Minas Gerais. Pela primeira vez me aproximei de algumas obras que só via em livros didáticos da infância ou em fotos. E digo a vocês, parafraseando Belchior, que ao vivo é muito melhor! Rs!

É difícil separar o movimento artístico da religiosidade pois a Arte, queira os artístas ou não, é também uma forma de expressão de sua época e com o Barroco não foi diferente (detalhes AQUI). Nascido em um momento de cisão dos cristãos europeus, entre outras causas, seu principal pensamento era evidenciar a divisão entre os mundos material e espiritual e mostrando é claro as vantagens deste último. E nada melhor para evidenciar tais vantagens que usar as imagens da morte.


A Morte Lhe Cai Bem

A Europa na Era do Barroco tinha muitas dificuldades: convulsões políticas, econômicas e sociais, doenças e guerras ceifando vidas jovens. Numa situação onde o poder constituído precisa instaurar e manter a ordem, nada melhor que o terror e a chantagem.


Mas é preciso ser sutil com as massas, afinal, como diz a nossa Constituição, todo poder emana do povo e em seu nome é exercido. Isso vale para qualquer nação. Para melhor dominar esta massa, (ou seja, você) é preciso dominar seu coração, seus anseios e medos porque assim é mais barato. Quem domina se coração, te domina. E para propagar sentimentos e sensações de maneira rápida para uma multidão de analfabetos as artes são sem-igual.

Arte de Pieter Claesz


Vanitas


Tendo a morte e a danação eterna como aliadas, bastava apenas apontar as opções: a virtude ou o vício. Os artistas chamam esta dicotomia de Vanitas (detalhes AQUI), onde em uma obra é expresso o pensamento que entitula este texto:

A vida é curta. A morte, certa.

Vi estas referências na maioria das igrejas de Ouro Preto. E não é para menos, já que a cidade se firmava em um dos veios auríferos mais ricos da nação. Em um meio assim a guerra entre o vício e a virtude eram evidentes. Mas como estava expresso em uma das igrejas visitadas, bem na entrada e pintada no teto "In hoc signo vinces", ou "sob este sinal, vencerás".



Samhain


Andei muito pela cidade velha com estes pensamentos na cabeça, principalmente porque a sombra do Samhain ainda pairava sobre o mundo. Olhando para as lápides dos diversos pequenos cemitérios das cidades, vendo as datas de nascimento e morte das pessoas, imaginei que tipo de de vida tiveram.

Foi quando lembrei de Sêneca, em determinado momento do percurso, que afirmava:

"A vida, se bem empregada, é suficientemente longa e nos foi dada com muita generosidade para a realização de importantes tarefas. Ao contrário, se desperdiçada no luxo e na indiferença, se nenhuma obra é concretizada, por fim, se não se respeita nenhum valor, não realizamos aquilo que deveríamos realizar, sentimos que ela realmente se esvai".

A arte vanitas diz "lembre-se que morrerás". Já o filósofo romano afirma "lembre-se de viver". 

Confrontando estes dois pensamentos me surgiu então um terceiro: a vida pode ser curta ou longa, depende daquilo que fazemos e de nossa percepção dela. Observando a vida hoje acredito que é melhor lutar a favor da vida que contra a morte. Acredito que o inferno e o paraíso podem ser no aqui-e-agora. Acredito que se eu vier para este mundo novamente quero achar um lugar melhor que o deixado quando habita um corpo anterior. Sim, quero criar o paraíso hoje!


Deve ser por isso que a imagem de pessoas arrebanhadas marchando para o paraíso não me agrade. Nunca fui muito de ter pastor. Se o Divino chegar para por ordem na casa, quero ter a alegria de dizer que já fizemos nosso dever e que a Humanidade finalmente pode resolver seus problemas.




Princípio Positivo

A declaração que fotografei e postei ao lado, somado ao pensamento do filósofo, indicam que já que estamos vivos, façamos nosso melhor.

Declaração em um dos muros da cidade.
"O princípio positivo é isto: se desejamos dar ao mundo uma contribuição de nossos valores, daquilo que temos de melhor em nós é nisso que devemos focar. É lógico que manter o foco no objetivo requer uma postura otimista sobre as coisas. Otimista e realista, diga-se de passagem, avaliando e trabalhando com o que se tem, ao mesmo tempo que se cria alicerces para mudança e crescimento futuros."
Confira AQUI.

Será este um pensamento falho? Minha vida dirá quando chegar o final da caminhada.

Ate lá, viver e não ter a vergonha de ser feliz, ainda que o inverno perdure.

Saúde, amizade, liberdade.


quarta-feira, 20 de abril de 2011

A VIDA É UM PROCESSO

Olá, como vão tod@s?

Quero dividir com vocês um pensamento que tomou forma nos últimos anos graças a Roda do Ano. Vou usar o Samhain, por exemplo. Institucionalizou-se há muito tempo sua data é o 1º de Maio no Hemisfério Sul, certo? Tudo bem que correntes mais tradicionais seguirão a Roda do Norte mas não é este o cerne da questão. Falo sobre colocar toda a carga simbólica da data em um único dia.

Acredito hoje que o Samhain, assim como outras datas, são um processo. Sabe, é como li uma vez no Livro dos Farrar, Oito Sabás para Bruxas, que o reino do Inverno começa no solstício de Verão. O Samhain para mim não começa no dia 1º de Maio, mas bem antes ainda!, durante os dias de Mabon. Pois a alegria da colheita se soma a tristeza da seca e da privação. O comércio entendeu bem isso pois mal se passa o Dia das Crianças (12 de Outubro) e as lojas já preparam as decorações natalinas!

O Samhain em particular nos ensina isso durante este espaço de tempo entre a Colheita e o Solstício através da morte e do apodrecimento daquilo que não nos serve. Estes restos repousarão e se decomporão enquanto nos preparamos para os Novos Tempos. Se sobrevivermos ao inverno da alma.


Escolhas

Sendo a vida é um processo, então nossas escolhas são pré-determinadas pelo que fizemos no passado, não é mesmo? Afinal, não acostumamos a comprar as crianças com doces ou ameaças? Como reclamar quando estes adultos forem comprados para os mais diversos fins a despeito de suas próprias convicções, se é que terão alguma? Esse aprendiz de adulto já está no processo de aceitar uma prenda para cada ato de obediência sem questionamento. Acertou, ganhou um biscoito, como os cães de Pavlov.

"As primeiras experiências com os cachorros eram simples. Segurava um pedaço de pão e mostrava ao cachorro antes de dá-lo para comer. Com o tempo o cachorro passou a salivar assim que via o pedaço de pão. A salivação era uma resposta quando a comida era colocada em sua boca, uma reação natural de reflexo do sistema digestivo do animal e não envolvia aprendizagem. Pavlov designou esse reflexo de reflexo inato ou não condicionado."

Como? Não sabe quem foi Ivan Pavlov? Acredite: ele sabe quem é você. Clique AQUI.

Então a possibilidade de uma pessoa resistir às pressões da vida está condicionada nas experiências que já teve e como reagiu a elas, externa e internamente. É neste processo que estamos mergulhados. A cada dia a vida nos expõe a situações iguais e ao mesmo tempo diferentes. sempre há um temperinho a mais para modificar algo aqui ou ali, mas na média é sempre a mesma pergunta: como você sobreviverá a mais este dia?

E na sua resposta estará a semente do futuro entre todos os futuros possíveis.

Nada será como antes. Pensem nisso.

Sergio Thot




Ps.: quero dividir com vocês algumas postagens interessantes feitas por outros blogueiros.



  • Existe em nós imensa dificuldade de aceitar os ciclos e isso se deve a falta de conexão com os processos naturais...A natureza é plenamente consciente do ciclo vida-morte-vida. Aquilo que morre é matéria para aquilo que nasce...Não há culpados, não há erros, há o continuo fluir dos caminhos.... Pérola encontrada no blog da ciberamiga Gislaine Carvalho, do blog Era uma Vez. Clique AQUI


sábado, 16 de abril de 2011

DESGOVERNO

Olá a tod@s.

Vim tratar de um tema recorrente em minhas postagens, principalmente nesta época do ano em que, simbolicamente, o reino do Senhor do Desgoverno toma força com a chegada do inverno. Vim falar do caos.

Caos é tudo aquilo que não estava previsto na nossa vida por achar que o plano que estabelecemos depende só de nós. Bem, não depende. Somos parte desta teia de forças naturais que, sem aviso, muda nossa vida. Muitas vezes para sempre.

Um colega de trabalho acidentou-se feio estes dias. Não vi, apesar de ter sido próximo de onde estava. Mas pude perceber a gravidade do problema através do choro das pessoas presentes. Imaginem mecânicos, gente naturalmente dura e agressiva, com lágrimas e desespero nos olhos diante da imagem do amigo ensangüentado?

Talvez toda a nossa vida seja caótica e pertence ao espírito humano encontrar a ordem das coisas. Então inventamos a Religião e as Ciências para tentar colocar tudo em mandamentos ou tabelas periódicas. Mas coisas deste naipe acontecem e somos lembrados de que material somos feitos.


A Vida é Risco

Existe aqui um problema. O caos em si não é ruim, pois por este caminho encontramos situações e pessoas que jamais entrariam em nossas vidas se seguíssemos pela estrada segura. É o atalho pela floresta que nos conduz rapidamente para a casa da vovó e para a boca do lobo.

O caos, a dor, a morte se servem para alguma coisa é para isto: ensinar aos sobreviventes que a experiência humana deve ser vivida em sua plenitude. Que possamos atravessar juntos mais este inverno e que a primavera nos encontre fortes.

Que possamos rir do inverno anterior enquanto atravessamos este. Que nossas reservas dos bons dias sejam suficientes para atravessar os dias ruins que se seguirão. Pois sempre existem dias bons e ruins já que a vida é cíclica.

Mas não tenham medo.

Saúde, amizade, liberdade.

Sergio Thot

quinta-feira, 10 de março de 2011

CAÇA AS BRUXAS NA NIGÉRIA... NÃO VAMOS FAZER NADA??

A suposta necessidade de ir à um templo, é apenas a forma dos pastores exercerem o seu sacerdócio imaginário, pelo qual são bem pagos. Não há nenhuma outra necessidade real de cristãos se encontrarem lá, senão essa... Se você admite que é correto diante de Deus que uma pessoa receba sustento sem trabalhar, certamente você já está pronto a aceitar qualquer outra coisa que inventarem, por mais diabólica que seja.

*extraido do Blog Verdades Especiais

domingo, 20 de dezembro de 2009


Atual Inquisição - Matem as Bruxas!

Pastores de igrejas evangélicas na Nigéria estão acusando crianças de serem bruxas, levando ao abuso, e a crueldade indescritíveis, as crianças inocentes.
Elas estão sendo abandonadas pelos pais para morrerem, isso quando não são mortas, espancadas, queimadas, envenenadas, enterradas vivas, amarradas a árvores, entre outras crueldades.
Estima-se que cerca de 5.000 crianças foram abandonadas desde 1998, e que de cada 5 crianças abandonadas, uma acaba morrendo, e as que sobrevivem ficam em estado de choque.
Os pastores que promovem tais crueldades fazem parte das denominações evangélicas, justamente os que se dizem missionários, e recebem dinheiro para estarem lá.
Pastores estes que dizem que as crianças estão enfeitiçadas, e eles prometem fazer um exorcismo para curar as bruxas mediante pagamento, que pode custar de 3 a 4 meses de trabalho (o salário mínimo na Nigéria é equivalente a US$ 42,80 ). Como a grande maioria das pessoas não podem pagar, elas preferem abandonar ou se livrar das crianças, ou utilizam outros métodos para tentar “curá-las”.
De fato, é uma grande inquisição que está ocorrendo na Nigéria.
Onde estão os missionários que ganham uma grana preta na América e na Europa pregando a teologia da prosperidade?
Totalmente, os “pastores” no mundo inteiro se tornaram lobos perversos e gananciosos, mais do que nunca foram!
Qualquer bruxo pagão estará em situação infinitamente mais confortável no Juízo do que essa pastorada do diabo!
Quando o paganismo atual (cristianismo) se soma ao materialismo, o resultado é esse: Prega-se o medo a fim de arrancar até as unhas das pessoas!
Até a Idade média ainda era sofisticada perto do que está acontecendo agora. Aqui, neste caso, no entanto, a situação é muito mais grave; infinitamente mais maligna;
Posto que não apenas os “pastores” induzam o povo a entregar seus filhos à morte, como também se ofereçam para resolver o problema desde que esses pais pobres e miseráveis paguem pela libertação.
Pague ou Morra!

Matéria Oficial:
A estação chuvosa é longa e Delta do Níger é exuberante e úmido. 
Esta margem sul da África Ocidental, onde são bombeadas da Nigéria a riqueza do petróleo e gás, é ignorado milhões de seus povos mais pobres
No estado delta, na pequena e agitada de Akwa Ibom, a tensão e a pobreza emitiu uma oportunidade para um fenômeno novo e terrível, que está levando ao abuso e assassinato de centenas, talvez milhares, de crianças.
E isso está sendo feito em nome do cristianismo.
Quase todo mundo vai para a igreja aqui. 
Dirigindo pela cidade de esit Eket, a sinais de transito enferrujados, lonas penduradas entre as árvores e cartazes sobre pedregulhos, a anunciar igrejas, com três ou quatro nomes diferentes, na beira do caminho
Atrás das portas pintados, pastores espertos ganham a vida com 'libertações' - exorcismos - para as pessoas assoladas por feitiçaria, algo que é visto para causar qualquer coisa, de divórcio, doença, acidente ou perda de empregos.
Com tantas igrejas, é um mercado competitivo para os padrões locais.
Mas uma situação de exploração tem crescido agora em algo muito mais sinistra, com pregadores que estão voltando suas atenções para as crianças - nomeando-as como bruxas. 
Em um estado enlouquecido de terror, os pais e aldeias inteiras, atacam as crianças. Elas são queimadas, envenenadas, cortadas, acorrentados a árvores, enterrados vivas, ou simplesmente espancadas e expulsas para a morte no mato.
Alguns possuem os pais com montantes necessários para pagar por uma libertação - o valor de três ou quatro meses de salário médio - Apesar disso, o pastor vai explicar que a bruxa poderia voltar e uma segunda libertação será necessário. Mesmo que o pai quer manter a criança protegida, seus vizinhos podem atacá-la na rua.
Este não é apenas um número reduzido de casos. Isso está se tornando comum.
Em Esit Eket, no meio das ruas esburacadas, é um barraco recheadas de concreto para vigas, com cerca de beliches dentro. Aqui, as crianças vão para a cama como galinhas, as vítimas do sono dos pastores cristãos e as suas horas de duração e serviços noturnos. Repudiadas e abandonadas, estas são as crianças de uma comunidade inteira, que acredita fervorosamente que são bruxas.
Sam Ikpe-Itauma é uma das poucas pessoas nesta área que não acredita que os evangélicos "profetas" estão a pregar. Ele abriu sua casa para alguns sem-abrigo que encontrou, e agora, ele tenta o seu melhor, para conseguir cuidar de 131 delas.
Os vizinhos não estavam felizes comigo e me dizem você está apoiando as bruxas". 
Este projeto foi um acidente, eu vi crianças sendo abandonadas e que era muito preocupante. Eu comecei com três, então cada dia é aumentado até 15, então tivemos que abrir este novo local. 
Para cada cinco crianças talvez nós vemos nas ruas, nós acreditamos que um foi morto, embora pudesse ser mais, por que os vizinhos "fecham os olhos" quando uma criança-bruxa desaparece. 
É bom que temos esse abrigo, mas ele está sob ataque constante.
E, enquanto ele fala dois aldeões caminhada passado, no final do pátio, puxando a roupa sobre os seus olhos, para esconder as "bruxas" de sua visão.
Elizabeth, a mulher de Ikpe-Itauma, atua como enfermeira para as crianças feridas e que têm chamado este lugar dos Direitos da Criança e Rede de Reabilitação, um grande nome para um pequeno refúgio. 
Foi encontrado o apoio de uma instituição de caridade correndo de uma escola na área, Stepping Stones Nigéria, que está tentando ajudar com dinheiro para alimentar as crianças, mas os números estão transformando tudo aqui em um grande desafio.
Child 'witches' of the Niger Delta
Marry Sudnad, 10 anos, faz caretas quando seu cabelo é puxado para as linhas de milho por Agnes, 11 anos, mas o couro cabeludo apenas acima de sua testa é careca é empolado. Marry conta sua história rápida, no idioma local, olhando fixamente para o chão.
Meu irmão mais novo morreu. O pastor disse à minha mãe, que foi porque eu era uma bruxa. 
Três homens chegaram à minha casa. Eu não sabia quem eram estes homens. Minha mãe saiu de casa. E estes homens me pegaram. Eles me bateram. 
Ela empurra seus punhos sob o queixo para mostrar como seu pai estava, estendido de bruços no chão da cabana, à observando ser espancada. Após o ocorrido, houve uma visita à igreja para "uma libertação".
Um dia depois, houve uma caminhada no mato com a sua mãe. Eles escolheram as bagas venenosas 'isinma" que foram metidos goela abaixo de Marry. Se isso não à matá-la, advertiu a mãe dela, então seria uma suspensão feita de arame farpado. E finalmente, a mãe jogou água fervente e soda cáustica sobre sua cabeça e corpo dela, e seu pai deixou sua filha gritando no meio de um campo. 
Andando dentro e fora da consciência, ela ficou perto da casa por um longo tempo antes de finalmente ir embora. Mary tinha sete anos. Ela diz que ainda não se sente segura. Ela diz: "Minha mãe não me ama.E, finalmente, uma lágrima listras no seu rosto bonito.
Child 'witches' of the Niger Delta
Gerry foi escolhido por uma 'profetisa' em uma noite de oração, e taxada como uma bruxa. Sua mãe a amaldiçoou, seu pai puxou a gasolina do tanque da moto dele, e cuspiu-a sobre o rosto de oito anos de idade. Com bolhas faciais, Gerry é tão visível como o trauma em seus olhos embaciados. Ele pede a todos os adultos que ele vê, se eles vão levá-lo para casa para seus pais: "Não é deles, é a profetisa, estou com medo dela."
Nwaeka é de cerca de 16 anos. Ela senta-se na lama com seus olhos revirados, arranhando-se com seus braços finos. As outras crianças são surpreendentemente pacientes com ela. O ferimento na cabeça com um prego enfiado está se curando e parece estar bem. 
Etido, também de 9 anos, tinha unhas quebradas e toda a coroa da cabeça moída. Sua difícil dizer o dano que já foi feito. 
Child 'witches' of the Niger Delta
Udo, agora com 12 anos, foi espancado e abandonado por sua mãe. Ele quase perdeu o braço depois de aldeões, encontrá-lo à procura de alimentos na beira da estrada, viam-no como uma bruxa e tentaram cortá-lo com facões.
Magrose tem sete anos. Sua mãe cavou um buraco, e tentaram enterrá-la viva. 
Michael foi encontrado por um agricultor, jogado num fosso, morrendo de fome e incapaz de estar de pé com as pernas, que havia sido açoitadas.
Child 'witches' of the Niger Delta
Ekemini Abia tem a aparência de alguém em um profundo estado de choque. Ambos os tornozelos são circundados com feridas horríveis e ela se move em um dolorosamente. Chamada de bruxa, seu pai e os anciãos da igreja a amarraram em uma árvore, cortando-lhe a corda até o osso, e deixou a menina de 13 anos, sozinha lá por mais de uma semana.
Há grupos de irmãos, tais como Prince (4 anos) e Rita (9 anos).
 Rita disse à sua mãe que ela tinha sonhado com uma linda festa, onde havia muito para comer e beber. A crença é que uma bruxa voa para a caverna de noite enquanto o corpo dorme - o tão doce sonho de Rita foi uma prova bastante: Ela era uma bruxa e porque ela tinha comida compartilhada com seu irmão no sonho, ambos foram abandonados.
Victoria, atrevido e divertido, de quatro anos, e sua irmã de Helen de sete anos, uma menina pouco serena. Deixada por seus pais no interior de um barraco, as meninas não se atreveu a mover de onde tinham sido abandonados e comia folhas e grama.
O mais novo aqui é um bebê. As meninas mais velhas tomá-lo, e Ikpe-Itauma chamou-a de Amélia, o nome de sua avó. 
Ele estima que cerca de 5.000 crianças foram abandonadas nesta área desde 1998 e diz que muitos corpos apareceram no rio ou na floresta.Muitos nunca mais são encontradas. 
Quanto mais crianças, o pastor declara bruxas, o mais famoso que ele recebe e quanto mais dinheiro ele pode fazer. Os pais são convidados para dar tanto dinheiro, que eles ter de pagar em prestações ou talvez vender sua propriedade. Isso não é o que as igrejas deveriam fazer, ele diz.
Apesar das antigas crenças tribais em feiticeiros já não são tão profundamente arraigadas na memória das pessoas, e embora tivesse havido nativos cristãos na Nigéria desde o século 19, são missionários americanos e escocêses pntecostais dos últimos 50 anos, que moldaram essas crenças fanáticas.
Child 'witches' of the Niger Delta
O pastor Joe Ita é o pregador numa igreja em Eket
Baseamos a nossa fé na Bíblia, somos conduzidos pelo Espírito Santo e temos um programa de expor a religião falsa e feitiçaria
De voz leve e em seu terno e gravata inteligente, sua igreja está sendo pintada e ele pede desculpas por ter de se sentar fora, perto de seu reluzente Audi novo para falar.
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Há quase 60 filiais da igreja dele em todo o Delta do Níger. Ele foi iniciado por uma mulher local, Helen Ukpabio, cuja casa luxuosa e branco caro Humvee são muito admirados na cidade de Calabar, onde ela vive. Muitas pessoas nesta área dão crédito popular à DVDs evangélicos, que ela produz e com atores, para ajudar a espalhar a crença de bruxa infantil.
Ita nega cobrança de exorcismos, mas reconhece sua congregação é pobre e tem que trabalhar duro para tirar as doações até a igreja espera. 
Para dar mais do que você pode pagar é abençoada. Nós somos os únicos que realmente conhecem os segredos das bruxas. Os pais não vêm aqui com a intenção de abandonar seus filhos, mas quando uma criança é uma bruxa, então você tem a dizer "o que é que tem? Não é seu filho." Os pais vêm até nós quando vêem as manifestações. Mas o segredo é que, mesmo se você abandonar o seu filho, a maldição ainda está em cima de você, mesmo se você matar o seu filho a maldição permanece. Então você tem que vir aqui para ser entregue posteriormente, bem como"ele explica pacientemente.
Nós sabemos como eles funcionam. A bruxa vai colocar um feitiço no sutiã de sua mãe e a mãe vai ter câncer de mama. Mas não podemos atribuir todas as coisas para as bruxas, elas trabalham em inclinações também, então não criam o HIV, mas se você é promíscua, então a bruxa lhe dará o HIV. 
Quando entardece, ele apresenta uma pilha de DVDs Ukpabio's. Engano pensar que eles são um presente, estou firmemente à corrigir.


Mais tarde naquela noite, em outra parte da cidade, à meia-noite, a umidade do dia é selada dentro da igreja sem janelas e o toque de tambores juntamente com os gritos do pregador encharcado de suor. 'Não às bruxas, òh Senhor ", ele grita para o microfone. "Como este se aproxima a hora, salvar-nos, ó Senhor!"
Sua congregação dança, as palmas das mãos no alto, as mulheres se contorcer e gritar em línguas. Um grupo avança à pastorear cinco filhos, um bebê, e se ajoelham no chão de concreto e o pastor vem entre eles, apertando as mãos sobre a cabeça de cada criança - por sua vez elas tentam se esconder nas saias das mulheres. 
Child 'witches' of the Niger Delta
Esta é a noite de libertação na Igreja, e enquanto o serviço vai continuar por algumas horas, o evento principal - para o qual os pais vão ter pagar em dinheiro - é longo.
Andando a pé de noite, os tambores e o canto de outras igrejas soam como tais cenas são repetidas em toda a vila.
É difícil encontrar pessoas para falar contra a brutalidade. a lider tribal 
Joe Inuaesiet, é uma delas. 
Ela não só fala contra as "igrejas caça-níqueis", mas que também fez o impensável, e levou uma "bruxa" para sua própria casa. 
Child 'witches' of the Niger Delta
A sobrinha da lider tribal, Mbet, foi declarada uma bruxa quando ela tinha oito anos. Sua mãe, Ekaete, fê-la beber azeite, e em seguida, as bagas de veneno, e depois, convidou os homens locais para bater nela com paus. O pastor acorrentou-à uma árvore, mas ela foi escapou quando a sua mãe não conseguiu encontrar o dinheiro para uma libertação. Mbet fugiram. Mbet, agora com 11 anos, diz que não viu a mulher, pois, acrescentando: "Minha mãe é uma mãe má."
Nossa equipe rastreou a mãe de Mbet em sua barraca de roupas na estrada, onde ela brincava nervosamente com seu telefone celular, e nos contou como a sua filha (atravez da suposta bruxaria) havia dado a ela o que soava muito parecido com todos os sintomas de malária. 
Eu tinha o calor interno, diz ela, indicando seu estômago. Foi a minha filha que tinha causado isso, ela inflamou toda a água do meu corpo. Eu não podia fazer nada. Era teimoso, muito teimoso. Mas e se a filha morreu no mato? Ela deu as costas: Isso é vontade de Deus. É nas mãos de Deus.
Chefe Victor não tem tempo para sua irmã Hoje, quando uma criança torna-se teimoso, então todos os chama de bruxas. Mas é geralmente a partir dos 10 anos para baixo, eu nunca vi ninguém tentar jogar um homem adulto na rua. Essa criança se torna um incômodo, por isso eles dão à um cachorro um mau nome, e eles podem pendurá-lo.
É preocupante porque nenhuma família é intocável. Mas é a ganância dos pastores, a condução em torno de Mercedes, que faz com que eles escolham os mais vulneráveis. 
Em uma aldeia próxima a equipe de reportagem se deparou com gêmeos de 5 anos de idade, Itohowo e Kufre. 
Eles estão jogados em torno do barraco, perto da sua mãe, mas estão obviamente desnutridos e em trapos sujos. 
Child 'witches' of the Niger Delta
Aproximando-se dos meninos, traz uma multidão de moradores que estão em volta e uma mensagem: "Leve-os para longe de nós, elas são bruxas. Tome-los antes que eles matem todos nós. " As "bruxas". 
A mulher que deu à luz a estas maltrapílhos, desculpando-se, está um pouco distante da multidão, de braços cruzados. 
Child 'witches' of the Niger Delta
Iambong Etim Otoyo não tem intenção de assumir qualquer responsabilidade pelos seus filhos. "Eles são bruxas", diz ela com firmeza e vai embora.
E ao anoitecer, há 133 crianças amontoadas na casa de concreto, em Esit Eket.
Child 'witches' of the Niger Delta


Child 'witches' of the Niger Delta 


Ps.: Indaga-se sobre o que podemos fazer. Talvez não deixa que as chamas do fanatismo consumam nossa terra. Prestem atenção aos sinais de fumaça como mostrado no vídeo abaixo. Primeiro, queima-se livros e quebram-se estátuas. Depois são carne e ossos. Vigiemos!

S. Thot


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

REI MORTO, REI POSTO

Olá a tod@s!

O fogo da mudança ameaça as terras egípcias nestes dias. Lembram do texto Saber Perder deste blog? Então... o "presidente-faraó" do Egito não sabe perder. O país vive uma crise econômica e social e o cara quer ficar lá eternamente após uma semana de choques entre forças policiais e manifestantes no Cairo! Fez às pressas uma reforminha meia-boca nomeando um policial para o cargo de vice-presidente e dissolvendo o ministério que ele mesmo nomeia. "E daí?", podem vocês pensar.

Bem, levando em conta que o atual manda-chuva do lugar era vice-presidente antes de assumir o poder a 30 anos atrás, traça-se então uma interessante linha decisória, não acham? E já vivemos uma situação parecida aqui no Brasil também.

Se Mubarak fosse pagão e a terra e seu povo empobrecessem, a decisão mais acertada que ele tomaria era sacrificar sua posição  para alguém mais capaz de tomar conta de sua mátria terra. Quando as coisas vão mal o responsável por ele é o líder.

Mas ele não casou com o Egito como faziam os reis do passado, mas o tomou e se mantém no trono graças ao exército e não por causa da sua capacidade administrativa. E para não largar o osso todos os métodos truculentos são usados, desde os mais antigos como as balas, fuzis e tanques, até algo relativamente novo que é desligar a Internet e a rede de telefonia celular! A tevê Al Jazeera já foi pro espaço!

Temo pela seguranças das pessoas que lá moram e que estão montadas em um barril de pólvora. O Egito é um importante aliado ocidental na região então poucos presidentes darão um pito no Mubarak. Se não deram um sermão no homem nos últimos 30 anos, porque o fariam agora? E o rei da Arábia Saudita (país que, entre outras coisas, proíbe as mulheres de dirigir) já demonstrou seu apoio ao "presidente-faraó". Lógico, pois a próxima cabeça a ser pedida nas ruas pode ser a dele! Lembrando que os protestos contra a corrupção e pobreza nasceram em outras nações da região, como a Tunísia. Enquanto isso, os saques aos patrimônios culturais e residências na capital já começaram.

Fica a lição para vocês sobre a vida em uma nação: os homens no poder em geral são eleitos nos braços do povo, mas sempre que podem se mantém no poder graças as baionetas dos soldados.

Que a paz e a prosperidade voltem às terras banhadas pelo Grandioso Nilo.


E para provar que um governante se apoia mais em seu exército do que na Constituição, deixo-lhes uma lição de nasceu a primeira Constituição no Brasil, contada pelo historiador Eduardo Bueno.


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Sergio Thot.


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

NINGUÉM SE METE COM O LEÃO

Leão vermelho do calor do meio-dia
Ser flamejante, Quentura de verão

Invocação do Quadrante Sul, retirado d'A Dança Cósmica das Feiticeiras, de Starhawk.

Olá a todos!

Vivemos em uma sociedade de conflito. Ao mesmo tempo que nossa sobrevivência ao longo de milhares de anos se deu graças ao de fato de sermos homo socius, pelas nossas diferenças e objetivos muitas vezes lutamos uns contra os outros pelos mais diversos motivos. Às vezes a batalha é sutil, mas nem sempre.

À medida que o ano avança e os obstáculos se alinham, nossa força e fé são testadas continuamente. É comum que nos primeiros embates nos recolhamos com temor instintivamente, tanto para poupar energia quanto para evitar feridas, seja no corpo ou na alma. Mas é fato também que isto faz com que cedamos espaço precioso, duramente conquistado.

Gostaria de dizer que é possível atravessar a vida em brancas nuvens de paz e tranquilidade, mas seria um engodo. Há muito o que fazer nesta terra e não dá para deixar para depois. A cada manhã o mundo nos pergunta como será nosso dia. Não só nos eventuais grandes feitos, que podem fazer nosso rosto aparacer no jornal da noite, mas também nas coisas simples da vida. No copo que sujou e se será lavado por você, se você recolherá o lixo ou deixará a outro, se dará bom dia ao motorista do ônibus com vontade de dar bom dia.

Cada dia é uma batalha contra o medo, a preguiça, a descrença, o desânimo.


Regra de Ouro do Leão

Toda manhã, quando o sol nasce, ele pergunta ao leão como perguntou a você: e aí, como vai ser seu dia? E o gatão não tem escolha. Usa as armas que tem para tentar ver o entardecer. A vida é dura e a expectativa de vida deles é curta. Concordaria até que viveriam mais em jaulas, mas não é para isso que os leões são feitos, não acha?

Nas savanas africanas o leão se impõe pela presença graças aos seus ancestrais que derramaram o sangue na terra para inserir no coração de cada ser a lembrança primordial de seu rugido e do significado de sua juba. Afinal a segurança da família depende da sua capacidade de mante-la à salvo dos perigos.

Mas é fato que o felino hoje também tem sua própria voz e que precisa renovar esta lembrança. Que o leão que conhecemos hoje é um ser aperfeiçoado, lapidado pela Deusa Sekhmet para distribuir bençãos ou castigos. Para que nossa voz seja ouvida nossos atos falam por nós. Como o leão, temos que ser moldados pelo fogo da batalha pela vida.

Como o leão vermelho do meio dia, que nossa presença encha os ambientes e os corações de todos avisando que somos belos e civilizados, mas temos garras e não somos bobos.

Que Assim Seja.


S. Thot.

Ps.: talvez goste de ler também sobre a Domesticação de pessoas.