Páginas

Mostrando postagens com marcador calendário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador calendário. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de agosto de 2011

DIA DO PAI







Olá a tod@s!


Quero dividir uns pensamentos com vocês nascido neste do dia dos Pais, comemorado aqui no Brasil no segundo domingo de agosto. A data muda de país para país, sendo comemorado no 3º domingo de junho nos EUA, e em março em Portugal (veja AQUI). A data nasceu da gratidão de uma filha, Sonora Luise (veja AQUI), ao amor de seu pai que a criou quando a mãe faleceu prematuramente:


"Foi seu pai quem fez todos os sacrifícios e foi, aos olhos de sua filha, corajoso, altruísta e amoroso. O pai de Sonora nasceu em junho, então ela escolheu fazer a primeira comemoração do dia dos pais no dia 19 de junho de 1910, em Spokane, Washington."


Um destes pensamentos evoca o meu próprio pai, falecido a 20 e tantos anos e de quem lembro continuamente, mais agora nestes últimos anos uma vez que a idade se aproxima e as prioridades em minha vida mudam de eixo. Meu pai não fora um exemplo para a classe, mas era meu. As brigas com minha mãe sacudiam a família e nos levavam a divisões internas até hoje inconciliáveis. Sua morte prematura (tinha pouco mais de 40 anos), marcou minha adolescência ao apresentar pela primeira vez a face fria da morte. Devido a isto guardo com carinho os momentos que vivemos e tiro das lembranças exemplos edificantes. 


Com esta bagagem observo a questão de ser pai hoje, a começar pelo Grande Pai Celestial.


Através do contato que tive com o paganismo wiccano, aprendi que em termos divinos, também sou um filho da Mãe, rs! O receituário cristão diz que somos filhos das ordens que um Pai distante deu à criação, permeados de teste improváveis, punições descabidas e sacrifícios duvidosos dos filhos para pagamentos de dívidas onde o credor é ele mesmo. neste ponto concordo com um grande autor pagão, que diz:


"Está na hora de todos os conceitos religiosos humanos procurarem alcançar a maré de mudanças, devolvendo ao Deus divorciado a consorte que foi banida."


O Deus dos Magos, de Stewart Farrar



Na Terra somos filhos de uma reprodução sexuada e precisamos psiquicamente de um casal para nos dar um suporte adequado: de um lado o Rigor e do outro a Ternura. A nossa vida é a eterna construção e manutenção da ponte que une estes dois pólos. Rigor demais nos leva a aridez dos desertos, e Ternura demais à estagnação dos pântanos. Quem fica para criar a prole tem a difícil tarefa de reunir estas duas qualidades e são poucas as pessoas ou Divindades que conseguem tal feito.


Ao mesmo tempo, manter uma existência à dois onde literalmente se dorme com o inimigo também não é nada salutar para a família. Principalmente quando a guerra se estende aos filhos, obrigando-os a escolher um dos lados. O divórcio deve se restringir ao marido e esposa, mas ninguém se divorcia dos filhos, que são um contrato inviolável que só deve ser quebrado com a morte. Afinal, ninguém pede para nascer. Mas o que vejo são mães e pais, principalmente jovens, insatisfeitos com o casamento e fazendo isto repercutir no seio da família e criando uma geração perdida de desajustados. Ou de pais que simplesmente abandonam tudo como se a Sociedade ou o Estado devessem assumir suas responsabilidades.


Também quero falar sobre a luta entre as feministas e o patriarcado, dizendo que o sustentáculo deste sistema de poder do Pai Supremo não se faz só de homens poderosos, mas também de mulheres acéfalas que repercutem os dogmas reinantes para seus filhos e filhas. E que há muitos homens que lutam com elas ombro a ombro não pelo predomínio de um ou outro gênero, mas sim do equilíbrio e da polaridade. Estes homens merecem atenção, respeito e apoio pois são massacrados não só pelos machos-alfa contra qual lutam, mas também pelo desprezo sofrido pelas mulheres por sua sensibilidade.


Uma parte de nós deseja a mudança também, pois cabem poucos no topo da pirâmide patriarcal. Mas isto representa o sacrifício de velhos valores em troca de um mundo que nos é desconhecido. Contudo, para que esta nova família dê certo, para que tenhamos filhos que não queiram derrubar os pais, para que a Comunidade seja brindada com uma geração nascida no amor e respeito, este passo precisa ser dado.


Neste dia dos Pais, abrace seu velho, seja ele um Gandhi ou um Stálin. Caso esteja longe, ligue, mande carta, email, torpedo. Se ele já atravessou o rio, acenda-lhe uma velha, brinde a ele com um copo de cerveja espumante, deposite uma flor em seu lugar preferido ou ao menos lembre das coisas boas que fizeram juntos. No Dia dos Pais quero dizer ao meu, onde quer que esteja, que estou fazendo meu melhor e tentando ser feliz ao mesmo tempo. O Deus sabe o quão difícil isto é algumas vezes.


Saúde, amizade liberdade.


Sergio Thot




Post Scriptum


Há um texto interessante sobre pai e filhos no blog Manhê... abaixa o som. Clique AQUI e reflita.


Deixo vocês com uma prece de Janis Joplin ao Grande Pai, pois se os pais ganham presentes em um dia de agosto, tem que dá-los nos outros 364 dias do ano, rs!

terça-feira, 14 de junho de 2011

ECLIPSE

Olá a tod@s!


Aproveitando a ocorrência de um eclipse que será visto parcialmente do Brasil nesta quarta, 15 de junho (leia AQUI), reciclo este tópico, rs! Boa leitura.

Amanhã, 21, é dia do solstício. De verão no hemisfério sul e de inverno no hemisfério norte. Aqui o verão dá o tom e torna os dias mais chuvosos. Já o povo do norte tem penado sob camadas de neve. O Sol é o astro principal deste dia mas a Lua roubará a cena graças ao eclipse marcado para daqui algumas horas.

O Wikipedia oferece uma explicação interessante para a palavra de origem grega eclipse (ἔκλειψις): deixar para trás. Deixar para trás... Mas o quê? A luz? A esperança? O desespero? A dor? Lembro de um ritual que fiz uma vez sob a sombra de um eclipse. O que queria "deixar para trás" era um homem que ameaçava de morte uma amiga que se abrigou em casa. Era um feitiço cheio de ódio e medo pois ele também já ameaçava minha família pois descobrira aonde sua ex-esposa estava com o filho. Como o elemento não era flor que se cheire, não tive que me restringir.

Sempre que abro e releio meu Livro das Sombras sinto os elementos, mesmo passados quase 10 anos: a brisa fria, o cheiro das damas-da-noite próximas, as nuvens que se abriram minutos antes do eclipse. Com raridade faço feitiços, e mais raro ainda um tão agressivo! Meu alvo era alguém envolvido com atividades ilícitas, o que tornaria tudo mais fácil. Chamei pelas divindades da Justiça para que intercedessem por mim.

Resumo da ópera: soube dias depois que o elemento estava em uma mesa de bar numa comunidade próxima da cidade, rindo e bebendo tranquilamente. De repente ele ficou sério, se levantou pagou sua parte ou a mais e saiu por um beco. Segundos depois a polícia, que já vinha com um mandado de prisão, só conseguiu achar seu copo suado de cerveja. Pelo jeito nosso amigo também possui lá seus amigos espirituais que lhe cochicharam nos ouvidos as coisas que aconteceriam e ele zarpou fora. O fato é que não fui mais importunado.

Como sabem não receito situações mágicas a torto e a direito nestas páginas mas achei relevante citar esta experiência. Meu conselho é que aproveitem este momento raro para pedir ao Divino Negro que leve consigo as coisas que já não lhes servem mais. Mas peça com seu coração e trabalhe no físico para que isto aconteça. Sem trabalho não há ganho.

O momento espiritual é agora.

E como diz o poeta:


"E tudo que é agora
E tudo que já passou
E tudo que virá
E tudo esta alinhado debaixo do sol
Mas o sol esta coberto pela lua."

Saúde, amizade, liberdade.


Siga-me no Twitter!

S. Thot


terça-feira, 7 de junho de 2011

"A VIDA É BREVE. A MORTE, CERTA"

Olá, como vão tod@s?

Ig. N. Sª do Rosário - Ouro Preto
No mês de maio tive contato com o Barroco mineiro através das obras expressas nas igrejas de Ouro Preto, em Minas Gerais. Pela primeira vez me aproximei de algumas obras que só via em livros didáticos da infância ou em fotos. E digo a vocês, parafraseando Belchior, que ao vivo é muito melhor! Rs!

É difícil separar o movimento artístico da religiosidade pois a Arte, queira os artístas ou não, é também uma forma de expressão de sua época e com o Barroco não foi diferente (detalhes AQUI). Nascido em um momento de cisão dos cristãos europeus, entre outras causas, seu principal pensamento era evidenciar a divisão entre os mundos material e espiritual e mostrando é claro as vantagens deste último. E nada melhor para evidenciar tais vantagens que usar as imagens da morte.


A Morte Lhe Cai Bem

A Europa na Era do Barroco tinha muitas dificuldades: convulsões políticas, econômicas e sociais, doenças e guerras ceifando vidas jovens. Numa situação onde o poder constituído precisa instaurar e manter a ordem, nada melhor que o terror e a chantagem.


Mas é preciso ser sutil com as massas, afinal, como diz a nossa Constituição, todo poder emana do povo e em seu nome é exercido. Isso vale para qualquer nação. Para melhor dominar esta massa, (ou seja, você) é preciso dominar seu coração, seus anseios e medos porque assim é mais barato. Quem domina se coração, te domina. E para propagar sentimentos e sensações de maneira rápida para uma multidão de analfabetos as artes são sem-igual.

Arte de Pieter Claesz


Vanitas


Tendo a morte e a danação eterna como aliadas, bastava apenas apontar as opções: a virtude ou o vício. Os artistas chamam esta dicotomia de Vanitas (detalhes AQUI), onde em uma obra é expresso o pensamento que entitula este texto:

A vida é curta. A morte, certa.

Vi estas referências na maioria das igrejas de Ouro Preto. E não é para menos, já que a cidade se firmava em um dos veios auríferos mais ricos da nação. Em um meio assim a guerra entre o vício e a virtude eram evidentes. Mas como estava expresso em uma das igrejas visitadas, bem na entrada e pintada no teto "In hoc signo vinces", ou "sob este sinal, vencerás".



Samhain


Andei muito pela cidade velha com estes pensamentos na cabeça, principalmente porque a sombra do Samhain ainda pairava sobre o mundo. Olhando para as lápides dos diversos pequenos cemitérios das cidades, vendo as datas de nascimento e morte das pessoas, imaginei que tipo de de vida tiveram.

Foi quando lembrei de Sêneca, em determinado momento do percurso, que afirmava:

"A vida, se bem empregada, é suficientemente longa e nos foi dada com muita generosidade para a realização de importantes tarefas. Ao contrário, se desperdiçada no luxo e na indiferença, se nenhuma obra é concretizada, por fim, se não se respeita nenhum valor, não realizamos aquilo que deveríamos realizar, sentimos que ela realmente se esvai".

A arte vanitas diz "lembre-se que morrerás". Já o filósofo romano afirma "lembre-se de viver". 

Confrontando estes dois pensamentos me surgiu então um terceiro: a vida pode ser curta ou longa, depende daquilo que fazemos e de nossa percepção dela. Observando a vida hoje acredito que é melhor lutar a favor da vida que contra a morte. Acredito que o inferno e o paraíso podem ser no aqui-e-agora. Acredito que se eu vier para este mundo novamente quero achar um lugar melhor que o deixado quando habita um corpo anterior. Sim, quero criar o paraíso hoje!


Deve ser por isso que a imagem de pessoas arrebanhadas marchando para o paraíso não me agrade. Nunca fui muito de ter pastor. Se o Divino chegar para por ordem na casa, quero ter a alegria de dizer que já fizemos nosso dever e que a Humanidade finalmente pode resolver seus problemas.




Princípio Positivo

A declaração que fotografei e postei ao lado, somado ao pensamento do filósofo, indicam que já que estamos vivos, façamos nosso melhor.

Declaração em um dos muros da cidade.
"O princípio positivo é isto: se desejamos dar ao mundo uma contribuição de nossos valores, daquilo que temos de melhor em nós é nisso que devemos focar. É lógico que manter o foco no objetivo requer uma postura otimista sobre as coisas. Otimista e realista, diga-se de passagem, avaliando e trabalhando com o que se tem, ao mesmo tempo que se cria alicerces para mudança e crescimento futuros."
Confira AQUI.

Será este um pensamento falho? Minha vida dirá quando chegar o final da caminhada.

Ate lá, viver e não ter a vergonha de ser feliz, ainda que o inverno perdure.

Saúde, amizade, liberdade.


domingo, 15 de maio de 2011

CONVENÇÃO DE BRUXAS E MAGOS EM PARANAPIACABA

Olá à todos!

Aconteceu neste final de semana a 8º Edição da Convenção de Bruxas e Magos em Paranapiacaba (veja AQUI a notícia). Para quem não conhece, a vila de Paranapiacaba (ô nome grande!) situa-se na Serra do Mar, próximo à Cubatão, no litoral paulista e é um distrito da cidade de Santo André. Criada pela São Paulo Railway, era a ligação ferroviária entre o porto de Santos (escoadouro) de café e o interior paulista. Leia mais sobre a vila AQUI.

Pelas fotos você percebe um certo charme europeu na vila, fruto dos imigrantes ingleses que nela viveram nos anos de ouro do café. Imagina então quando a umidade que sobe do oceano se encontra com o ar frio da serra no inverno e forma uma cortina de neblina que hora mostra, hora esconde as edificações? Pois foi esta atmosfera de mistério que me atrai a cidade desde 92, quando o trem ainda chegava na estação de Paranapiacaba. E é ele também que atrai bruxos do estado para o encontro.

Pena que não pude participar, por conta de uma gripe contraída ainda na quarta-feira, o que me impossibilita de ficar em silêncio em uma sala, dado os pigarros e a corisa. Contrariando o bom-senso ainda fui na cidade, apesar do frio intenso. Afinal, iria trabalhar se não fosse minha folga, não iria? As fotos estão no álbum do Picasa (veja algumas fotos da Convenção AQUI). Boa visita.


Abraços!

terça-feira, 10 de maio de 2011

MÃE DA HUMANIDADE

Olá a tod@s.

Que maio é o mês das mães todos sabem. Mas muitos desconhecem a origem da comemoração. A data moderna foi instituída graças a um grupo de mulheres que resolveram homenagear a mãe de sua amiga, Anna Jarvis, recentemente morta. 


Amor e Comércio

A intenção de Anna Jarvis e suas amigas de institucionalizar a data em nível nacional nos Estados Unidos da América foi muito boa, mas o comércio abraçou a ideia tal qual fez com outras datas comemorativas, como o natal. Afinal, todo mundo tem mãe e quanto mais filhos ela tiver mais presentes serão comprados e mais os comerciantes lucram com isso. Isso porém a entristeceu profundamente:
 
Jarvis, segundo o obituário no New York Times, ficou magoada porque muitas pessoas mandavam para suas mães um cartão impresso. Dizia ela que "um cartão impresso não significa nada mais que você é muito preguiçoso para escrever para a mulher que fez mais por você que qualquer outra pessoa no mundo. E tortas! Você leva uma caixa para a Mãe - e então come tudo você mesmo. Um belo sentimento!". Fonte Wikipedia.

O dia de comemoração varia de país em país, conforme esta tabela AQUI, e espero que o ímpeto de consumo seja o menor dos motivos para se ver e estar com as mães. Para a minha, por exemplo, não dei nada material. Mas a levei para ver nossos parentes em Pirituba, São Paulo. Fazia anos que eles não se encontravam e creio que tanto para ela quanto para minha tia e primos foi um belo e mágico dia das Mães. Ao menos a minha mãe ligou no dia seguinte em meu celular e, com a voz embargada, me agradeceu pelo presente. Certas coisas não tem preço!


Mães do Mundo

Quero também homenagear as Mães do Mundo, que sacrificam seus filhos para possamos sustentar esta ingrata humanidade ou que lutaram com todas as forças para que o bem e a fartura prevalecessem: Réa, Ísis, Cibele, Deméter, Gaia, Mani, Fraya, Iansã, Isthar e outros milhares de nomes pelos quais é mundialmente conhecida.


No domingo, indo para a casa da minha mãe, passei pelo cemitério e vi os vendedores ambulantes com buquês de flores e os filhos órfãos entrando no último endereço de suas queridas genitoras. Agradeci à Ceifadora por ter me concedido mais um dia das Mães com a minha nesta existência e segui em frente.

É como está publicado no blog Mulheres & Deusas:

"É um estado de espírito onde vamos direto a ELA, a natureza, onde vamos além do que nos disseram ser a realidade para realmente SENTIR o que é a realidade.

Nós pagãos(ãs) nos sabemos parte DELA, sentimos em nós o Deus e a Deusa em seus movimentos.

Por isso um (a) pagão sente os ciclos da vida e os celebra, as luas cheias e novas, os trabalhos da crescente e da minguante, sabe quando o sol nasce, o meio dia, o crepúsculo que nos é porta e a noite escura,véu que nos permite atravessar as fronteiras e nos aventurarmos em outros mundos pelo SONHAR."

Viva a Grande Mãe!

Sergio Thot

Ps.: Leiam também o texto de Larissa Pucci, no blog Janela da Alma, sugerido pelo A Alta Sacerdotisa e se emocionem!

sexta-feira, 4 de março de 2011

É SATURNÁLIA

O Carnaval regido pelo calendário cristão é um arremedo das festividades pagãs do mundo Antigo. Quem quiser saber da história leia AQUI. Incrível imaginar que a mesma festa romana deu origem ao rei Momo e ao Papai Noel!

Segundo a tradição, era escolhido um rei para as festividades, o senhor da bebida, do prazer que era ao final, sacrificado. Lógico, não há almoço grátis, né? O tema do sacrifício do rei para que o poder retorne ao povo é recorrente no mundo agrário. Hoje apenas destronamos nosso Momo, um ato substituto menos violento, e ele não se candidata mais.

Temos que ensinar esta técnica aos nossos governantes, como Sarney, Collor, Itamar e companhia, que não largam o osso do poder e acabam sacrificando a gente!

A história do carnaval em Portugal e no Brasil é muito interessante. Visite o site UOL Educação para saber, por exemplo, porque as escolas de samba têm esse nome AQUI.


Virgem de Carnaval

Saibam vocês que nunca saí em um bloco carnavalesco, nunca fui em um baile ou assisti a desfiles. O fato de eu gostar de rock contribui para evitar a festa, apesar de não existir, em tese, nada que possa me separar dos foliões. Quase ensaiei uma ida ao desfile da minha cidade. Afinal, temos que ter algumas experiências antes de passarmos para o Amenti, onde nada é garantido.

Mas é temos hoje o carnaval de Apolo, de avenidas artificiais e retas, com a elite nos camarotes globais, carnaval cronometrado onde tem sempre um carro quebrado ou pneu furado.

Talvez eu queira o carnaval descrito pela saudosa Elis Regina no vídeo abaixo. Um carnaval de pierrô e colombina, de confete e serpentina. Ou uma festa de sacerdotisas bacantes a gritar pelas ruas tortuosas, bêbadas de Deus.

Enfim, tenho saudades do que não vivi, rs!

Feliz Saturnália a tod@s


S. Thot

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

1º CIRANDA DAS MULHERES SÁBIAS - SÃO PAULO

Bom dia, pessoas.

Por enquanto só vim repassar um convite feito pelo blog, Dea Mater, com apoio até o momento dos blogs Germinando, Universo Eco-Feminino e do Stregheria Pratica. Segue o conteúdo.

Saúde, amizade, liberdade

S. Thot


O Projeto CMS é mais uma iniciativa que visa reunir mulheres de todas as idades e culturas para uma roda de trocas não só de experiências, mas de pensamentos e anseios dentro do "ser mulher" ontem e hoje.

O que eu, como mulher, preciso nos dias de hoje? Quais as mudanças que eu vi no decorrer da vida?
O que aprendi ou o que desejo aprender com mulheres como eu?

Vamos trocar histórias, experiências, visões e muito mais nesse encontro de mulheres sábias!

Dia 5 de Fevereiro de 2010 (sábado), às 14h30
Parque Ibirapuera, na entrada da Oca - Portão 1 e 2
No caso de chuva, essa entrada ficará mais fácil para encontrarmos local coberto.
Que tal levarmos comes e bebes para um lanchinho?

Contato: rfpetropolis@hotmail.com (Rachel)
.
.
.
.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

DESAFINADO

E vem aí mais um final do ano civil e eu desafinando o compasso. Sim, porque enquanto todos se preparam para o novo ano, em mim as coisas ainda estão em andamento. Todo ano é a mesma coisa, rs! As pessoas me desejam Feliz Ano Novo e eu fico sem jeito para devolver o cumprimento. Para mim amanhã é simplesmente outro dia de verão.

Talvez seja isso. É toda essa agitação e calor que não convida ao recomeço mas a continuidade. Enfim... para quem segue o calendário, feliz 2011. E tenham paciência com este pagão bossa-nova, desafinado, que segue os solstícios e equinócios! Rs!


Post Scriptum

Só para lembrar que não sou o único fora do tom, trago uma matéria interessante pós-virada do jornal O Globo sobre outras culturas para quem o Ano-Novo já começou. Siga AQUI o link.


 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A CAMINHO DE SÃO THOMÉ DAS LETRAS



Bem, é Beltane para mim, mas a verdade é que a maré das pessoas comuns insiste no Halloween, pegando pronta as festividades do Hemisfério Norte que a esta hora vivencia os primeiros dias frios do inverno setentrional. Nosso amigos portugueses que o digam, entre outros que acompanham da Europa e América este blog.

Mas há um conselho colocado no Oito Sabás Para Bruxas, dos Farrar, que diz assim:

"As crianças esperam divertimento de Hallowe'en, e do mesmo modo (nós o descobrimos) os amigos e vizinhos esperam algo das bruxas em Hallowe'en.

Assim realize uma festa e lhes ofereça - abóboras, mascaras, trajes à fantasia, pregar peças, música prendas, tradições locais - a sorte. 

E realize seu ritual de Samhain para o coven em outra noite ".

Sendo assim, rendi-me a maré da gente comum e vou entrar de cabeça em nosso carnaval especial na cidade de São Thomé das Letras - MG, onde se poderá andar à caráter sem medo de ser feliz neste dia 31 de outubro!

Para os que seguem o Sul, Feliz Beltane.

Para os que seguem o Norte, Feliz Halloween.

S. Thot.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

31 DE OUTUBRO É DIA DA DEMOCRACIA (DE NOVO!)



Pois é... estamos aí novamente, cara a cara com as urnas em todo o país. Após o primeiro turno, onde 1 milhão de Tiriricas elegeram um cidadão que  não sabe qual a função desempenhará para ganhar mais de R$15.000,00, fora benefícios. Quem votou no Tiririca não elegeu uma proposta. Nem sequer uma pessoa. Foram 1 milhão de votos (e quatro candidatos-nanicos eleitos à reboque) para uma imagem, um personagem de circo.

Não digo que sou contra o voto, que sou saudosista da Ditadura Militar no Brasil e outras sandices. Considero o sufrágio uma excelente ferramenta. Mas o processo eleitoral do brasil, apesar de ter uma estrutura excelente, cujo o simbolo é a urna eletrônica, carece de mudanças em sua base.

Temos eleições muito personalistas. Não existe um debate técnico sobre as propostas de governo, sua viabilidade e aplicabilidade. O que se vê na tevê não constrói um pensamento político sadio e estruturado. Somente divide a nação entre "nós" e "eles" em um processo que conheci em outras instâncias.

Me envolvi na política partidária em 90, graças ao movimento estudantil em minha cidade. Os grêmios, como os sindicatos e outros órgãos, eram vistos (e são) como braços dos partido e percebi o quanto é vertical, hierárquico, personalista e restritivo são os processos decisórios. Minha visão era ter o partido a serviço da entidade, e não o oposto.

Os debates internos eram marcados não pela racionalidade, mas pela emoção e, vez ou outra, meias-verdades. Com o tempo aprendi que queria eleger mais um programa de governo que uma pessoa ou grupo. Porque as pessoas passam, mas o programa e o grupo ficam. Mais de uma vez vi as massas se enfrentarem nas plenárias enquanto nos bastidores os líderes confabulavam. Fui perdendo o tesão.

Após o desgaste inevitável, deixei a política partidária em 99. Mas a vida política continua. Pois ela não se restringe ao Palácio do Planalto. Política é a soma das relações humanas no ônibus, na rua, no emprego, na cama, na cozinha, com o vizinho, com o desconhecido.

Lavar ou não a louça na pia determina naquele momento qual o tipo de relação de poder tenho em casa. Se cada ato é sagrado, cada ato também é político.


Separatismo

Estas eleições tem sido marcadas pela questão religiosa sobre assuntos civis como aborto, união civil entre pessoas homoafetivas e afins. Apesar do Estado ser laico segundo a Constituição de 1988, a população não o é. E é atrás destes votos que candidatos D. e S. correm. Como se durante quatro anos estes fossem os únicos temas a serem colocados em pauta.

Esse papo de bancada evangélica me lembrou algo. Faz uns anos que me foi sussurrado nos ouvidos uma proposta de partido pagão. Não sou a favor da setorização das pessoas. Lembra a criação de guetos, como o de Varsóvia. Sejamos cristãos ou pagãos, temos que comer, vestir, morar, nos movimentar. Um partido não deve governar para poucos nem em cima de um ou outro tema. E nem a nação se deixar levar pelo canto da sereia.

Quando as pessoas se separam, se coisificam.

Meu desejo é que num futuro próximo possamos eleger propostas viáveis para a nação em todos os campos básicos e deixemos de dividir o país em "bancadas" e "partidos". Quando aprendi que posso fazer política fora das plenárias durante o ano inteiro e não só quando entrego meu voto a uma pessoa, entendi o real valor dele. E entendi que hoje as pessoas e o modelo estão abaixo das minhas expectativas. Desde 1994 não elejo ninguém para qualquer cargo público.

Mas não quero que esta seja a tônica desta eleição, pois temos milhões de pessoas adultas que não tem responsabilidade política para se autogovernarem, e tão pouco serem coautoras da administração de uma região. Estas precisam (merecem?) os candidatos que se apresentam.

Que a Deusa tenha piedade de nós.


Saúde, amizade, liberdade.


S. Thot.

Ps.: entrou em vigor a lei da Ficha Limpa, válida já para estas eleições. Um fato curioso é que gente que tinha a ficha suja foi eleita, muitos com grande margem de votos, sendo preciso usar o poder da lei para retirar estes elementos das cadeiras do Congresso. Incrível como o povo necessita de um guia para tomar decisões corretas! E o quanto uma nação corrupta se reflete em seus parlamentares!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

OS OBJETIVOS DE UM RITUAL

Prosseguindo com a série de textos sobre Como Realizar um Ritual, chegamos no ápice de nossos esforços até então. Para continuar, devo dizer que somos sacerdotisas e sacerdotes. Já se escreveu neste blog sobre o assunto anos antes, porém convém relembrar.

Nosso papel é o de servir a comunidade e manter viva a chama da devoção ao Divino. Nós prestamos serviços a quem vem nos pedir apoio, seja como conselheiros, seja como curadores. O ritual possui estas características. É o lugar e o momento onde nos colocamos a disposição do outro.

Nossa recompensa está justamente em sermos aquilo que treinamos para ser, e utilizar esta soma de conhecimentos mútuos para o Bem da Humanidade. Humanidade esta que é  personificada na pessoa que está na sua frente. Não é diversão de fim de semana ou para os momentos em que se está sem namorado/a. Ficou claro que a iniciação ou mesmo a dedicação não é algo descartável, mas uma decisão para toda a vida? Pois é de almas que falamos, principalmente da sua.

Tomei consciência desta verdade óbvia através da leitura da obra da família Farrar, Oito Sabás para Bruxas. Na parte final do livro Janet e Stewart discorrem sobre como os sacerdotes podem servir a sua comunidade realizando rituais de Nascimento (Wiccaning), Casamento (Handfasting) e Morte (Requiem). Todo ritual tem objetivo! Esta série usa como foco a Consagração de Objetos Mágicos, mas também podem ser de:
  • sociais
  • iniciação
  • súplica
  • fertilidade
  • celebração etc.
Outras formas de ritual podem ser encontradas no livro O Guerreiro Wicca, de Kerr Cuhulain.

Prefiro fazer rituais de celebração, onde honro o Divino e a Roda do Ano. Logo, no sabás tenho um compromisso em deixar a chama acesa, nem que seja uma flor em uma área verde da cidade, para lembrar dos votos feitos e das graças recebidas. Poucas pessoas se aproximam da Deusa e do Deus hoje em um ritual sem ter a mão estendida pedindo alguma coisa, o que considero desrespeitoso. Se é para pedir, que seja força para vencer e discernimento para saber qual o momento ideal para avançar ou retroceder.

O resto o dia concederá.

Saúde, amizade, liberdade.


S. Thot

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

GRAÇAS AO DEUS E À DEUSA



Olá a tod@s!

Falarei à vocês hoje sobre a importância de agradecer. Sinto em meu coração que esta ação possui um paralelo muito grande com o ato de perdoar, que já comentei neste blog em outra oportunidade. Acredito ser semelhante no sentido de que esta modifica tanto a nós como o outro que é objeto de nosso agradecimento. De que maneira?

Vivemos em uma sociedade destinada ao conflito, mas também à concórdia, ao entendimento. A maior prova é que estamos aqui hoje. Em um mundo de guerras constantes não tem tempo para colocar a casa em ordem e viver com dignidade. Veja o Haiti, que é uma gigantesca favela que vive em meio a golpes de Estado e guerras civis à décadas. Isso sem contar os eventos naturais como terremotos e furacões.

Vivemos em um país relativamente estável hoje do ponto de vista econômico e político. Faz vinte anos que domamos a infração e trinta que não temos militares no poder. Em algo avançamos, apesar de bolsões de haitis existirem em paralelo com as pequenas europas brasileiras. Sigamos em frente.

E pelo que agradecer ao Deus e à Deusa? Por estar vivo e bem. Por estar vivo e não tão bem, mas com coragem de lutar para estar. Por estar vivo e sem esperança de melhora, mas grato pela aceitação do fato e tentar fazer o melhor possível com as ferramentas que lhe restam. Temos agora e sempre a possibilidade da mudança em nossos corações. Principalmente os desesperados, os sem-nada. Estes não possuem nada a perder e podem fazer as apostas mais altas.

Na Roda do Ano agradecemos ao sacrifício que o Deus faz em nossa vida todos os dias.


O sacrifício de um Deus

A Deusa é o imutável, o perene, o eixo. O Deus e sua História são a Roda do Ano. Mas quem Ele é em nossa vida? É tudo que percebemos em movimento, que é ativo e que, principalmente, retiramos do corpo da Deusa que é a terra. 

Logo, toda casa, todo carro, navio, ponte ou cidade é visto por mim como o corpo do Deus. Curioso que tudo o que construímos deseja retornar ao seu estado natural, uno com a Deusa na terra. Experimente deixar algo abandonado e perceberá o abraço Dela no objeto em forma de ferrugem, oxidação, decomposição. Lógico que as leis da Física chamam isso de princípio da termodinâmica, chamar de O Abraço da Deusa é muito mais poético, rs!

E mais! O sacrifício do Deus também é o nosso. Todo dia ao sairmos para trabalhar deixamos o corpo da Deusa que é nossa família, nosso lar, nosso refúgio. Como o carro solar de Rá que cruza o céu para combater Apep, o destruidor, o caos, a fome, a pobreza, o frio, o medo. O trabalho de Rá e iluminar o dia. O nosso é fazer com que nosso dia valha a pena ser vivido.

Bem, sendo mundo que construímos, que nos protege e nos dá prazer é fruto deste sacrifício sagrado, nada mais natural é sermos gratos por ele em nossa vida diária. Dentro do Círculo Mágico não é diferente.

Dito isto, prossigamos.


Estrutura

Assim como usamos os elementos para representar os quadrantes, no altar também há objetos que representam o sacrifício do Deus em nosso cotidiano: o alimento. Apesar de muito, mais muito do que comemos ser plantado ou colhido por nós e portanto, não temos a exata percepção do que é cortar, colher, arrancar da terra, por uma questão de tradição usamos o alimento como representação do sacrifício divino.

O nome tradicional refere-se a Bolos e Vinho, mas opções são bem-vindas. Como citado no texto anterior, vinho e menores em um sabá não são a combinação mais adequada e sucos são bons opcionais. E outros tipos de alimentos podem ser recomendados. Um livro que indico como referência para comida sagrada é A Cozinha Mágica da Márcia Frazão. Veja aqui algumas receitas.

Cada convidado traz uma pequena porção feita com carinho, consciência e cuidado para o sabá afim de compartilhar com o outro as graças recebidas. Os alimentos ficam elegantemente dispostos sobre o altar. Dê preferencia a alimentos de época e da região onde se mora. Tempo e espaço são as ferramentas do bruxo. Desta forma os pratos se alinham com a época do ano em que o sabá é comemorado... e ficam mais baratos também, rs!


Conteúdo

Após o convite ao Deus e a Deusa, a Sacerdotisa, o Sacerdote e o Auxiliar posicionam-se diante do altar. A Sacerdotisa segurar a Taça e o Sacerdote com a ponta do Athame ainda molhada do vinho profere as palavras rituais, tocando suavemente os alimentos dispostos sobre a mesa, agradecendo a fartura e o sacrifício do Deus em permitir que seu corpo nos alimente e abrigue.

A Taça então é passada pelo círculo entre os celebrantes como forma de os abençoar e agradecer pela sua presença na celebração.

E está terminado esta parte.


Alguns pontos:

  • A opção de vinho por suco de uva se dá no caso de restrições por parte de algum celebrante que seja menor de idade ou tenha intolerância ao álcool. Lógico que isto tem que ser levantado com antecedência.
  • Acreditar em ter o Divino dentro de si é diferente de acreditar ser o próprio Divino.
Se esqueci alguma coisa, comente!

Saúde, amizade, liberdade.

S. Thot.

sábado, 16 de outubro de 2010

CONVITE AO CASAL DIVINO



Olá a tod@s!

Dias atrás uma ciberamiga perguntou-me quem são os Deuses. Me recostei na cadeira e pensei um pouco no assunto, pois estou tão acostumado a sentir a presença Deles que tive de "rebobinar a fita" do conhecimento para responder de maneira racional algo que se encontra no coração. Respondi-lhe que o Deus e a Deusa são nossa maneira infantil e limitada de dar ao Mistério um rosto familiar. Lógico que não sou o primeiro autor pagão a escrever isso. Gente muito mais gabaritada já discorreu páginas sobre isso. Somente simplifiquei a ideia.

Então usamos as máscaras dos deuses (peço licença ao senhor Campbell para usar o termo, rs!) afim de humanizar o Divino, de deixa-los mais próximos. Pense bem e verá que os Deuses não precisam de vestes brancas, tronos, armas ou muitos braços devido a sua onipotência. Mas isto nos aproxima Deles e nos sentimos mais parte da grande família cósmica.

Outra ideia que desejo explicar antes de iniciar o texto em si é o significado da palavra evocação e invocação, que parecem sinônimos mas não são (rimou!).

Evocação é chamar para fora. Evocamos quando não desejamos fazer parte da pessoa/grupo que chamamos. Nos meios ocultos evoca-se entidades que se materializam (por falta de termo melhor) não no círculo onde está o oficiante, mas em um círculo separado. O que me soa como uma jaula, uma prisão. Evocação é uma ordem.

Invocação é chamar para dentro. Invocamos quando desejamos que os princípios espirituais compartilhem conosco nosso espaço ou mesmo nossa consciência. Partindo desta ideia simples não uso a palavra invocar nos textos para não confundir com evocar.

Sendo assim, quando invocamos a presença do Deus  e da Deusa desejamos traze-los para nossa vida de uma maneira especial. De fato, desejamos que sua luz divina brilhe em nossos corações para que possamos nos inspirar em sua jornada afim de completar a nossa.

Uso a palavra convite, que soa muito mais familiar e que resume bem o sentimento que se tem dentro do Círculo Mágico. Invocar é trazer o Divino para dentro de nós e assumir suas responsabilidades. Não é à toa que os egípcios e gregos consideravam o teatro uma obra divina e aplaudiam seus atores a fim de chamar a atenção dos Deuses! Guardadas as devisas proporções celebrar um ritual e agir teatralmente são ações muito próximas!

Dúvidas sobre os conceitos, consulte AQUI.

Dito isto, prossigamos.


Estrutura

Assim como usamos os elementos para representar os quadrantes, no altar também há objetos que representam a presença do Casal Divino em nossa celebração e que representam esta polaridade feminina e masculina/dentro e fora/claro e escuro/frio e calor. São objetos que só fazem sentido quando estão juntos pois é assim também no espiritual: o Deus parte e retorna para o colo da Deusa continuamente.

Gosto de usar como símbolos a Taça e o Athame como símbolos da polaridade, onde esta posiciona-se a esquerda do altar e este a direita do mesmo. Os sacerdotes encarregados anteriormente na criação do círculo mais uma vez assumem suas posições, agora invocando a Deusa e o Deus para si através das palavras rituais adequadas.

Um jarro com vinho ou suco também será necessário.


Conteúdo

Após o convite aos Quadrantes, a Sacerdotisa, o Sacerdote e o Auxiliar posicionam-se diante do altar. A Sacerdotisa segurar a Taça e profere as palavras rituais, seguido pelo sacerdote. As palavras chamam a atenção para as qualidades e responsabilidades que o sagrado masculino e feminino assumem em nossas vidas. Finalizado este, o Auxiliar adiciona um pouco do suco ou vinho dentro da Taça e dá um passo para trás, afim de destacar os sacerdotes.

Estes viram-se um para o outro. A Sacerdotisa lhe estende a Taça enquanto este mergulha em seu interior seu Athame e palavras rituais são proferidas enfatizando que mesmo nossas qualidades não são nada quando não estão juntas e é esta união o propósito de nossas vidas. É o Grande Rito.

E está terminado esta parte.


Alguns pontos:

  • A opção de vinho por suco de uva se dá no caso de restrições por parte de algum celebrante que seja menor de idade ou tenha intolerância ao álcool. Lógico que isto tem que ser levantado com antecedência.
  • Acreditar em ter o Divino dentro de si é diferente de acreditar ser o próprio Divino.
Se esqueci alguma coisa, comente!

Saúde, amizade, liberdade.

S. Thot.