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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

GENTILEZA EM ATOS



Tempos atrás aconteceu pelos blogs brasileiros um evento, uma blogagem coletiva, chamando a atenção para o tema Gentileza, apoiado pelo blog Crianças Pagãs. Na época fomos chamados para exemplificar quais ações seriam ideais para uma convivência melhor com a pessoa ao nosso lado. Baseado no que li tomei algumas ações que vou relatar aqui, juntamente com os resultados.


Desejo que leiam, apreciem e principalmente digam que atos de gentileza também tiveram desde a blogagem. Num ato de gentileza da minha parte, cada comentário será anexado no topo do texto e colocarei um link que levará ao seu blog, perfil do Orkut ou Twitter conforme seu gosto! Que tal, hein?

E cada novo comentário, atualizo a data desta postagem, de modo que fique sempre visível.

Bem, vamos lá!


  • Essa aconteceu em meu trabalho: Ontem a tarde recebi um recado para ir até o setor de documentação falar com a Srª. N. Chegando lá descobri que haviam alguns documentos para serem assinados mas que, devido a existência de outros Sergios no setor, a Srª N. não sabia se era eu a pessoa. Isso a deixava com um certo mal-estar pois, como trabalhamos com manutenção, os mecânicos nem sempre são uma flor de candura. Quando descobrem que não são a pessoa chamada ficam resmungando e tal. Uma situação chata, enfim. Logo a deixei à vontade com relação a questão: se fosse eu, bem. Se não fosse, bem também. Estas coisas acontecem, oras. Percebi os ombros delas se desarmarem e relaxarem com a minha posição. Resumo da ópera: era eu mesmo a pessoa. Assinei os campos devidos e me prontifiquei a vir sem cara feia sempre que fosse falar com ela, rs.
  • "Oi Thot (quanto tempo...). Gentileza está se tornando artigo raro mais ainda existe, como nesse exemplo. Comprei uma máquina de (costura) overloque, e o senhor que veio trazer e instalar, foi um verdadeiro professor, me ensinando até o que não era da competência dele fazer. Me surpreendi tanto com a atitude e gentileza dele, que não poderia deixar de fazer a minha parte - fui gentil também! rsrs É gentileza gerando gentileza. Abraços Thot, saudades de vc...bom domingo e bom feriado. " Experiência da ciberamiga Sél, do blog Todos os Sentidos.
  • Agradecendo gentilezas: se vivemos em uma sociedade de conflito, imagina então dentro de ônibus na hora do rush? E com gente parada na porta, não raro por distração? Mas percebendo a gafe que cometia bloqueando a minha passagem, ele gentilmente cedeu espaço e tirou a mochila que atrapalhava a passagem. Lhe retribui a gentileza agradecendo com simpatia.
  • "Bem, eu também procuro elogiar pelos trabalhos que as pessoas prestam, ou meus professores quando nós surpreendem com boas apresentações das matérias de psicologia.
    É bem "Skinneriano" mas o bom comportamento, deve ser reforçado, a gentileza é um bom reforçador para se trabalhar nos dias de hoje, onde se torna cada vez mais raro." Experiência do ciberamigo Spooky, do blog  Empório da Bruxaria
  • Elogiando as pessoas: quebrei esta barreira em mim, rs! Tinha certos pudores de elogiar as pessoas pelo bom trabalho que fazem. Sempre achamos que é obrigação delas darem seu melhor mas em um mundo onde as ações ruins tem mais destaque que as boas, elogiar que faz bem seu trabalho cria algo dentro delas de sólido, e melhorou as minhas relações com colegas de trabalho, família e mesmo desconhecidos
  • Uma loja do litoral de São Paulo resolveu criar a campanha "Gentileza Muda a Gente". Nela, você comparece ao balcão e, mesmo sem comprar nada, ganha um "singelo pingente". Só que ele não será seu. A ideia é da-lo a alguém desconhecido, um lembrete de que as ações gentis devem ser uma constante em nossas vidas. Confira AQUI como participar.
  • Outra do emprego: fim de mês é o dia da "virada" do cartão de alimentação do meu trabalho. Naquele dia 30 de agosto, dado o volume de coisas para fazer, não tive tempo de almoçar. Para não chegar em casa bravo, chutar os gatos, bater na mulher, pegar uma faca e sair para rua (kkkkk), resolvi jantar no restaurante para comemorar um dia produtivo. Na fila do caixa havia outro funcionário que tinha a mesma dúvida que eu "será que caíram os créditos?". Afinal, agosto termina em 31... Cada um apresentou ao caixa seu cartão para ver o saldo. No dele, que entrara para trabalhar às 14h00 e só sairia à meia-noite, tinha dez centavos. No meu, que já estava de saída, tinha cinco reais. Não tive dúvidas nem hesitações, dando a ele meus créditos. "Fome Zero", lhe disse e rimos juntos.


    quarta-feira, 28 de julho de 2010

    ELEIÇÕES 2010



    Olá, como vão?

    Este texto teve como motivação principal um e-mail que recebi da ciberamiga Cássia Filetti. O conteúdo dele fala sobre a Manipulação Midiática e como nos protegermos dela. Elencado em 10 itens, a lista é atribuída ao linguista Noam Chomsky.

    Eis os tópicos:

    1- A estratégia da distração

    2- Criar problemas, depois oferecer soluções

    3- A estratégia da degradação

    4- A estratégia do deferido

    5- Dirigir-se ao público como a crianças de pouca idade

    6- Utilizar o aspecto emocional muito mais do que a reflexão

    7- Manter o público na ignorância e na mediocridade

    8- Estimular o público a ser complacente na mediocridade

    9- Reforçar a revolta pela autoculpabilidade

    10- Conhecer melhor os indivíduos do que eles mesmos se conhecem

    O conteúdo principal está hospedado no blog dela. Siga o link.


    Pedido

    Se eu tiver o direito de lhe pedir algo, amigo eleitor, é que faça escolhas corretas na hora de votar em seu candidato. Tenha em mente os seguintes itens:

    • Política não é partido nem eleição, mas o conjunto das relações humanas. Cada relacionamento humano é um ato político.
    • A eleição não é o fim da participação política, mas seu início.
    • Procure não votar em pessoas ou partidos, mas em propostas e/ou projetos.
    • Entre nos sites de seus candidatos/partidos.
    • Vivemos em uma democracia representativa. Ou seja, o candidato eleito representa uma ideia. Sem pressão ela não vai adiante.
    • No seu dia-a-dia, procure viver outra forma de democracia, a democracia direta. Participe das decisões em sua casa, bairro, escola, trabalho. Seja no orçamento familiar (abra seu bolso, rs!), na reunião de condomínio ou associação de bairro, seja no sindicato ou grêmio estudantil.

    Abaixo segue um exemplo do que você terá que peneirar para eleger alguém com propostas &  projetos para deputado federal. Ai, tomara que o Tiririca não tenha um voto!

    Leia também sobre a nossa Mátria Amada!

    quinta-feira, 17 de setembro de 2009

    A MAGIA DAS PALAVRAS & AÇÕES




    "Ó poderosa Mãe de todos nós, portadora de toda fertilidade, dá-nos o fruto e o cereal, rebanhos e manadas, e crianças para a tribo, para que nos seja permitido ser poderosos. Pela rosa de teu amor, desce sobre o corpo de teu servo e da sacerdotisa presente."


    Trecho de Oito Sabás para Bruxas, dos Farrar

    Qual é a força de suas palavras e ações? Já pensou nisso? O que você faz ou diz tem a ver com aquilo que pensa, com aquilo que é? Você é fiel a si mesmo?

    Já citei aqui e torno a fazê-lo. É uma obra chamada "O Corpo Fala". Ela diz o óbvio: a fonte de todas as nossas alegrais é o equilíbrio interior. E devo acrescentar, da magia também. Veja que nós trabalhamos com Feitiços&Encantos. Ou seja, usamos as Ações&Palavras para mover nossas emoções e nossa vontade.

    Isto é importante pois aquilo que fazemos e dizemos carrega o que levamos de dentro para fora. É um parto. Então temos que expor nosso melhor, aquilo que temos de mais verdadeiro, profundo e puro. Mas isso é abrir o peito ao mundo, é derrubar a carapaça de falsidades e mentiras que usamos para sobreviver em meio as pessoas, digamos, comuns.


    Não é fácil


    Mostrar o que somos, nossos equilíbrios e escorregadas interiores é uma afronta as pessoas. Quando criança eu assistia aos programas do tipo Namoro na Tevê e via um desfile de obviedades. Quando o apresentador pergunta o que procurava no par ideal, o perguntado respondia que queria alguém sincero e blábláblá... É lógico que ninguém quererá casar com um marginal, é evidente. Mas quem deseja a verdade nua e crua? Se uma mulher pergunta ao marido estou gorda, que resposta ele deve dar? Há, pense duas vezes!

    Não raro somos assediados para nos negarmos, e afirmar esta mentira com um sorriso nos lábios, pois é preciso manter as aparências, o estático, é preciso conservar para ganhar tempo e elaborar um plano B. E é isso que mina o poder daquilo que falamos e fazemos, o fato de estarmos em profundo desacordo interno.


    A fonte de todo o poder

    A fonte de todo poder vem do conhecimento. O conhecimento produz a previsão do evento. A previsão do evento antecipa a ação. Quem tem conhecimento se antecipa.

    O Poder Pessoal tem a ver com isso, com uma "corrente de energia" que segue por você sem bloqueios ou interrupções. Em Eletricidade isto se chama Fator de Resistência, onde todo material é capaz de conduzir corrente elétrica, mas uns melhor do que outros. Quanto menor esta capacidade, mais o material se aquece, com possibilidade de derreter e se partir com o calor gerado.

    Canalizar este poder significa sermos nós mesmos. Mas isso implica na selvageria, na incompreensão do outro que se nega a ver o ciclo, o quadro todo. Implica na nossa marginalização da sociedade, na perca do
    status quo.


    Em outras vidas e outras terras

    Mal sabe esta sociedade exclusora que nosso banimento fortalece-nos. Isso porque estamos isolados daqueles que se escondem em meio a cortinas de fumaça e véus, fazendo então nos destaquemos mais. E este mesmo banimento nos obriga a sermos mais fortes para sobreviver.

    E há um dado adicional: sempre encontramos outros "segregados", mais experientes, verdadeiros mestres de si mesmos.


    Uma imagem me veio à cabeça agora... de homens e mulheres caminhando para a morte. Não os pobres coitados que foram vítimas de mentiras e traições, inocentes que só faziam simpatias para curar seu gado ou dar saúde às crianças. Mas eu falo de bruxos e bruxas de verdade, que foram pegas e não negaram o que eram e por isso pagaram com a vida.

    Eu penso nestas pessoas que viveram e morreram sendo o que eram... íntegras. E como isto é tão difícil hoje como foi a centenas de anos. As fogueiras mudaram, é verdade. E há lugares mais perigosos do que outros... Mas os ataques ao que somos verdadeiramente, e não só bruxos, mas pessoas também, cheias de contradições e defeitos que buscamos melhorar mas que não será do dia para a noite... ah... esses ataques continuam.

    Se você quer que suas Palavras&Ações sejam fortes, precisam estar dispostos à sair da zona de conforto.

    Sejam fortes!


    Saúde, amizade, liberdade.


    Leia também: Da Magia


    S. Thot

    quinta-feira, 18 de junho de 2009

    DA VIOLÊNCIA




    A questão da violência está implícita na sociedade moderna, que a admite, aceita e alimenta. Mas, como defini-la? O Minidicionário Aurélio define a violência como um ato oposto à justiça. E Justiça é dar cada um aquilo que é seu por direito. Vendo por este ângulo, ações justas tentam reparar, abrandar, restituir atitudes violentas. Temos então um diálogo entre estas duas forças, estas duas ações que moldam a humanidade.

    No
    Wikipedia observei um aprofundamento interessante e que merece ser estudado. Falo sobre isso após assistir um documentário sobre o Paquistão no Discovery. Confesso que andar pelas suas ruas, ainda que virtualmente, me deu novos olhos sobre o povo e me lembrou que nação, pequenos grupos e governo são elementos diferentes dentro da mesma equação.

    O que nos foi mostrado foi a vida de gente comum, longe dos estereótipos que acostumamos a ver em filmes e reportagens feitas de alto de hotéis.
    Mas o ponto em questão, a violência que vi e da qual quero falar não vem da guerra em grandes proporções e seus mísseis inteligentes. Em dado momento a reportagem nos leva a conhecer um salão de beleza. Chicoso, se eu ligasse a tevê naquele momento eu diria que aquele ambiente podia ser Paris ou Milão. Mas os olhos grandes e penetrantes das mulheres não negam: estamos no oriente.

    O diferencial do
    salão está no atendimento que faz a um tipo especial de mulher. Quando as vi fazendo escovas e tinturas, voltei meus olhos com horror e dor. Eu vi algo que já sabia, mas que a pasteurização da notícia não nos deixa enxergar. Duas, três, quatro dentre centenas de mulheres em todo o país, com o rosto derretido por ácido. Um soluço nasceu e brotou no meu peito, talvez uma lembrança do tempo em que fui, seqüestrado, queimado e chicoteado e morto no decorrer das eras. Essa lembrança corre no sangue e ali, diante daquela mulher presa em seu próprio país e agora em seu próprio corpo desfigurado, eu chorei.

    Chorei por ela e por mim, por hoje e por ontem. E pelo caminho que ainda temos que enfrentar até que ações assim sejam eliminadas.
    O crime destas mulheres foi ter uma opinião discordante. E um ato de violência lhes foi imputado. Mas não há ato de justiça capaz de reverter o processo, ou seja, devolver-lhes o rosto e a vida roubadas. É um crime sem justiça. Talvez com punição ou ato de vingança, mas não haverá justiça. Sempre comento sobre o corpo, e que como é impossível amar algo tão gigantesco como a Terra se somos incapazes de amar aquilo que temos ao alcance das mãos, a começar por nós mesmos.

    Somos capazes de atos de justiça em nosso cotidiano, reparando males feitos ou ao menos diminuindo sua intensidade. Males feitos a nós e aos
    outros. Convém analisar as ações e remedia-las em curto prazo.
    Em longo prazo, evita-las.
    Saúde, amizade, liberdade.


    Conheça mais sobre o sistema de apoio as mulheres vítimas deste tipo de abuso no site da Fundação Depilex.

    E principalmente não interiorize a violência! Não permita que as cicatrizes cheguem a sua alma! Que as lágrimas de Deméter e Perséfone a lavem para que se renove a cada ciclo!



    domingo, 8 de julho de 2007

    DOS CÍRCULOS & COVENS






    Será que basta uma química perfeita na realização dos rituais para que um círculo ou coven sobreviva? Nós acreditamos que é necessário mais do que isto.



    Acreditamos que o coven ou círculo são corpos, entidades vivas dos quais seus membros são os órgãos vitais.


    Se um dos elementos não está bem, o conjunto não vai bem. Então, como pode dar errado? E como fazer para dar certo? Como ter um coven forte e atuante?

    Dizer que cada membro imagina seu grupo funcionando a sua maneira é certo, mas não só isto. Em um coven forte, seus membros apesar de possuírem ideias diferentes, estabelecem termos comuns, uma base de acordo para que o grupo funcione com harmonia. Como num corpo, onde os rins e o coração são órgãos diferentes, mas que trabalham juntos pela manutenção do sangue precioso.

    Esta harmonia só é conseguida quando os pensamentos básicos de todos são comuns, tanto no passado como no presente e para o futuro. É o pensamento com metas comuns que mantém o coven unido.


    E não importa se falamos de coven ou time de futebol, universidade ou multinacional, banda de rock ou grupo familiar: se não se sabe de onde se veio nem o que se está fazendo, dificilmente se definirá para onde se vai. É aonde o grupo naufraga.

    Podemos estabelecer como base para este acordo o traçado formado por três pontos: o caráter, os princípios e os objetivos.

    *O caráter:
    é aquilo que o grupo vê refletido ao olhar no espelho social. É a resposta a pergunta "quem somos nós?".

    *Os princípios:
    é a fonte onde o grupo bebe, seus fundamentos filosóficos e a origem de todas as regras que os regem. É a resposta a pergunta "de onde viemos?".

    * Os objetivos:
    é aquilo que o grupo deseja em longo prazo, seu norte. É a resposta a pergunta "para onde iremos?".

    Todo o agrupamento humano precisa responder com sinceridade a estas perguntas e atingir o consenso. Os que conseguem trarão dentro de si o poder de mil sóis. Isto se dá porque agem ao mesmo tempo de forma livre e coesa. Gente junta não porque foram subjugados, mas porque se amam e precisam realizar tarefas que sozinhos não conseguiriam.

    São detalhes como esses que tornam os grupos poderosos!


    Sugestão de Leitura:


    A Dança Cósmica das Feiticeiras, de Starhawk!