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terça-feira, 20 de setembro de 2011

ET IN ARCADIA EGO

Olá como vão tod@s?


Os Pastores de Arcádia, de Nicolas Poussin
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Revi a postagem sobre a exposição Deuses e Madonas [leia AQUI], e com saudades lembrei do passeio no MASP onde me deparei com Nicolas Poussin e sua obra “Himeneu Travestido Assistindo uma Dança em Honra a Príapo”, castrada pelos católicos espanhóis, por temerem a grande ereção do Deus pagão Príapo (filho de Dinísio e Afrodite) ali representada. A exposição do museu também era uma forma de comemorar a restauração feita por uma equipe excelente de brasileiros e franceses. Movido pela curiosidade, dei uma olhada em outras obras do artista pela internet. Uma delas me chamou a atenção: Os Pastores de Arcádia representada ao lado.


A pequena construção que é por eles rodeada no retrato é a lápide de um túmulo. Aquele que está abaixado está a ler uma inscrição feita para lembrar seu ocupante: Et in Arcadia Ego. A frase em latim nos diz em uma tradução livre: eu estive na Arcádia, que é o nome da região que hoje conhecemos como Grécia. Percebe-se como os gregos e sua cultura influenciaram o pensamento artístico e filosófico de Poussin e seus contemporâneos. Segundo fontes pesquisadas, o túmulo realmente existiu e localizava-se em Rennes-le-Châteaut, na França.


Taí uma frase que também gostaria de ter em meu túmulo. Também desejo conhecer o berço das antigas civilizações grega, egípcia, romana, babilônica, indiana, chinesa, japonesa, maia, asteca... tantos lugares, tantas culturas. Quero sentir como o velho e o novo se misturam, como os povos administram este tesouro que é o saber humano antes que nossa estupidez desfaça obras importantes, como os Grandes Budas do Paquistão, explodido pelos talibãs [ver AQUI]. Mas por hora tenho me contentado em conhecer as capitais dos estados deste país de proporções continentais.


Alexandre, o Grande
O ato de viajar nos abre o espírito para o novo e nos faz repensar uma série de coisas sobre nós e sobre o mundo. É impossível não retornar e comparar a cidade onde se vive com o lugar visitado. Para os espíritos visionários tudo o que era belo e funcional que foi aprendido nas viagens é aplicado no lugar onde se mora. E o inverso também é verdadeiro. Alexandre da Macedônia, quando levou a cultura helênica rumo ao leste tal e qual Dionísio, também foi modificado pelos povos por onde passou. Mas lhes garanto que minha comitiva e intenções ao visitar estes lugares seriam mais modestas, rs!


E vocês, para onde irão por este país imenso que apenas começamos a conhecer? Meu desejo é neste Ostara você plante as sementes de todos os seus desejos e que estas germinem e frutifiquem!


Saúde, amizade, liberdade.




Sergio Thot


sábado, 18 de junho de 2011

OS ANÉIS DE SATURNO

Olá para tod@s!


Quero dividir com vocês uma experiência interessante vivida ainda nessa viagem a Ouro Preto. Lá existe o Observatório Astronômico de Minas, parte do Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas, que abre ao público após às 20h00. É claro que não perderíamos a chance de olhar para os céus!


Fizemos um passeio pelo piso térreo antes de acessar o telescópio. O museu também abre suas portas à visitação mesmo com o adiantar da hora, com toda sorte de instrumentos de uso astronômico, topográfico e cartográfico:


"Encontram-se em exposição permanente lunetas meridianas e equatoriais, destacando-se uma de campo, cartas celestes, globos lunar e do planeta Marte, datados de 1718, telescópios, sextantes, teodolitos astronômicos, com destaque para um modelo alta azimutal." 
Texto completo AQUI.


Clique para ampliar. Arquivo pessoal.
Com o telescópio preparado, subimos. O céu estava claro, somente com uma ou outra nuvem mais marota a passar diante das lentes. Iniciamos a observação sugerida por nossos guias em Alpha Centauri. Como meus conhecimentos sobre as constelações são de um leigo foi muito legal descobrir com os próprios olhos que a estrela vista a olho nu da Terra é na verdade um sistema triplo de estrelas que giram em torno de uma órbita comum. Leia mais AQUI.



E nisso a cúpula ia se enchendo de gente, rs! Cedemos nosso espaço e fomos para o teto do museu, olhar o céu sob uma nova perspectiva e ver meteoritos cruzarem rápido o negro céu. Falamos sobre Galileu, as estrelas em nossa bandeira nacional, sobre a poluição das grandes cidades que nos impedem de ver galáxias, sobre o passado que se descortina sobre nossas cabeças e sobre as coisas do futuro.




Creme de la Creme


Não sei vocês, mas é sempre uma emoção dar uma espiada no planeta regente, né? Rs! No meu caso, o planeta é a joia do sistema solar, Saturno. Confesso que quando criança admirava mais Júpiter com suas tempestades eternas e por causa do filme "2001, uma Odisseia no Espaço". Não entedia nada do filme é verdade, mas sabia que havia ali verdade que mereciam ser guardadas. Fora a música de abertura, Assim Falou Zaratustra!!! Então queria que Júpiter fosse meu regente. Veja abaixo a abertura do filme.


Mas certas coisas não se escolhem, se aceitam. Só que o coração é volúvel, rs! E os Anéis de Saturno me encantam com sua falsa quietude. Observa-lo pelas lentes de um velho telescópio alemão, numa cidade como Ouro Preto, deu ao tempo todo um caráter mágico. Para mim foi o ponto alto da noite, o creme de la creme, rs!


Confesso que me senti um pouco Galileu Galilei quando pousei os olhos na lente e observei o planeta. Pode parecer trivial hoje, mas a observação de um corpo celeste com essa definição demorou 10.000 anos da história humana!




Anéis de Saturno: Jóias Celestes


Diferente da maior parte da massa do planeta que é constituída de gás, os anéis de Saturno são feitos de pequenas partículas rochosas. Não existe uma teoria concreta de como estas jóias celestes se formaram. Podem ser restos de um corpo celeste como uma antiga e mal-formada lua. Seu diâmetro quase alcança 300 mil quilômetros, mas curiosamente a espessura do disco tem apenas 1,5km! Pena que esta maravilha não durará para sempre.

"Pensa-se que os anéis de Saturno desaparecerão um dia, cerca de 100 milhões de anos, pois vão sendo lentamente puxados para o planeta."



Fonte: Wikipedia


Clique para ampliar!


Amigos, irmã(o)s  e compatriotas, se puderem ter contato com o céu noturno, o façam, sejam por quaisquer meios: olho nu, telescópios, planetários ou mesmo programas de computador como o Stellarium.


E regojizem!


Saúde, amizade, liberdade.




Sergio Thot




domingo, 15 de maio de 2011

CONVENÇÃO DE BRUXAS E MAGOS EM PARANAPIACABA

Olá à todos!

Aconteceu neste final de semana a 8º Edição da Convenção de Bruxas e Magos em Paranapiacaba (veja AQUI a notícia). Para quem não conhece, a vila de Paranapiacaba (ô nome grande!) situa-se na Serra do Mar, próximo à Cubatão, no litoral paulista e é um distrito da cidade de Santo André. Criada pela São Paulo Railway, era a ligação ferroviária entre o porto de Santos (escoadouro) de café e o interior paulista. Leia mais sobre a vila AQUI.

Pelas fotos você percebe um certo charme europeu na vila, fruto dos imigrantes ingleses que nela viveram nos anos de ouro do café. Imagina então quando a umidade que sobe do oceano se encontra com o ar frio da serra no inverno e forma uma cortina de neblina que hora mostra, hora esconde as edificações? Pois foi esta atmosfera de mistério que me atrai a cidade desde 92, quando o trem ainda chegava na estação de Paranapiacaba. E é ele também que atrai bruxos do estado para o encontro.

Pena que não pude participar, por conta de uma gripe contraída ainda na quarta-feira, o que me impossibilita de ficar em silêncio em uma sala, dado os pigarros e a corisa. Contrariando o bom-senso ainda fui na cidade, apesar do frio intenso. Afinal, iria trabalhar se não fosse minha folga, não iria? As fotos estão no álbum do Picasa (veja algumas fotos da Convenção AQUI). Boa visita.


Abraços!

domingo, 23 de janeiro de 2011

LIBERDADE DE PRESENTE

Por esses dias visitei o Museu Afro-Brasil, que se localiza dentro do Parque do Ibirapuera. Fora a primeira vez que fazia tal viagem cultural e realmente fiquei sem palavras. Não só pelas dimensões do museu, mas também pela diversidade de nossa história enquanto povo. Apesar do título, arrisco dizer que o acervo é bastante democrático e mereceria o nome de Museu do Povo Brasileiro. Polêmicas à parte, quero comentar com vocês coisas que senti enquanto caminhava pelas galerias.

Como pessoa de etnia negra que sou, visitar o museu serviu como parte da consolidação de minha identidade cultural, pois sou filho de uma Diáspora que durou 200 anos entre várias regiões africanas e o Brasil, e que terminou se maneira irresponsável. Há uma certa dívida que não pode ser cobrada em dinheiro ou pedido oficial de desculpas. É um vazio que só Thot, Senhor do Tempo, saberá curar.


Olhando os guilhões e correntes, as gravuras, os anúncios de época de negros fugidos, fiz um link com outro grupo que sofreu perseguições por ser o que é: os bruxos. Também sou um filho desta cultura que adotei no final da década de 90 e a comparação para fim foi óbvia e inevitável.


Liberdade de Presente 

Hoje em nosso país temos a liberdade de nos expressar de maneira livre mas nem sempre foi assim. As chamas da Inquisição também aportaram nesta terra trazendo outras formas de violência, como nos fala o historiador Rainer Sousa, no Mundo Educação:

"Em vários documentos de época, possuímos o registro de algumas situações onde homens e mulheres apelavam para os saberes místicos de alguns feiticeiros. Geralmente, essa opção era ativada quando os remédios e ações litúrgicas cristãs não surtiam o esperado efeito em alguém que sofria com alguma enfermidade física ou emocional. Muitas vezes, até mesmo alguns padres eram denunciados aos seus superiores por recomendar a ação desse tipo de prática religiosa.

"Para frear esse costume, os dirigentes da Igreja fizeram o requerimento das chamadas visitações do Tribunal do Santo Oficio. Essa instituição, criada nos fins da Idade Média, tinha por função combater qualquer tipo de manifestação que representasse uma ameaça contra a hegemonia dogmática católica. Em 1591, o clérigo Heitor Furtado Mendonça foi o primeiro a estabelecer essas visitações que investigavam os casos de heresia ocorridos no Brasil."
 

Hoje o máximo da perseguição que as bruxas sofrem hoje é muitas vezes o corte da mesada da mamãe.

Em minha visita ao Museu Afro-Brasil, parei diante de correntes e enforcadores penduradas na parede. O sol da tarde iluminava o corredor enquanto crianças passavam entre risos e brincadeiras, alheias aos instrumentos de dor ali presentes. Será que será tudo isso é coisa do passado mesmo? No Brasil, talvez sim. Em alguns países as perseguições continuam, pelos mais variados motivos e meios. A escravidão também. 

As pessoas negras e as pessoas bruxas desta terra tiveram perseguidores, períodos e motivações diferentes.  Mas a dor e o medo das pessoas não são iguais a todos? Nossa liberdade é um presente dado por centenas de pessoas que viveram, soluçaram, gritaram e morreram por serem o que são. Somos gratos por isso?

Convido vocês a visitarem o Museu Afro-Brasil, se vierem a São Paulo, e responder a esta e outras perguntas.

Saúde, amizade, liberdade.

Sergio Thot

Ps: segue a Dispara, com Jair Rodrigues. Os mais mocinhos nem vão assistir um vídeo em preto e branco, mas tinha que colocar este material, pois a época em que ele foi gravado é embremática, haja visto a presença de políciais em cima do palco e na platéia. Em 60's, as bruxas a serem caçadas eram outras.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

OS OBJETIVOS DE UM RITUAL

Prosseguindo com a série de textos sobre Como Realizar um Ritual, chegamos no ápice de nossos esforços até então. Para continuar, devo dizer que somos sacerdotisas e sacerdotes. Já se escreveu neste blog sobre o assunto anos antes, porém convém relembrar.

Nosso papel é o de servir a comunidade e manter viva a chama da devoção ao Divino. Nós prestamos serviços a quem vem nos pedir apoio, seja como conselheiros, seja como curadores. O ritual possui estas características. É o lugar e o momento onde nos colocamos a disposição do outro.

Nossa recompensa está justamente em sermos aquilo que treinamos para ser, e utilizar esta soma de conhecimentos mútuos para o Bem da Humanidade. Humanidade esta que é  personificada na pessoa que está na sua frente. Não é diversão de fim de semana ou para os momentos em que se está sem namorado/a. Ficou claro que a iniciação ou mesmo a dedicação não é algo descartável, mas uma decisão para toda a vida? Pois é de almas que falamos, principalmente da sua.

Tomei consciência desta verdade óbvia através da leitura da obra da família Farrar, Oito Sabás para Bruxas. Na parte final do livro Janet e Stewart discorrem sobre como os sacerdotes podem servir a sua comunidade realizando rituais de Nascimento (Wiccaning), Casamento (Handfasting) e Morte (Requiem). Todo ritual tem objetivo! Esta série usa como foco a Consagração de Objetos Mágicos, mas também podem ser de:
  • sociais
  • iniciação
  • súplica
  • fertilidade
  • celebração etc.
Outras formas de ritual podem ser encontradas no livro O Guerreiro Wicca, de Kerr Cuhulain.

Prefiro fazer rituais de celebração, onde honro o Divino e a Roda do Ano. Logo, no sabás tenho um compromisso em deixar a chama acesa, nem que seja uma flor em uma área verde da cidade, para lembrar dos votos feitos e das graças recebidas. Poucas pessoas se aproximam da Deusa e do Deus hoje em um ritual sem ter a mão estendida pedindo alguma coisa, o que considero desrespeitoso. Se é para pedir, que seja força para vencer e discernimento para saber qual o momento ideal para avançar ou retroceder.

O resto o dia concederá.

Saúde, amizade, liberdade.


S. Thot

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

GRAÇAS AO DEUS E À DEUSA



Olá a tod@s!

Falarei à vocês hoje sobre a importância de agradecer. Sinto em meu coração que esta ação possui um paralelo muito grande com o ato de perdoar, que já comentei neste blog em outra oportunidade. Acredito ser semelhante no sentido de que esta modifica tanto a nós como o outro que é objeto de nosso agradecimento. De que maneira?

Vivemos em uma sociedade destinada ao conflito, mas também à concórdia, ao entendimento. A maior prova é que estamos aqui hoje. Em um mundo de guerras constantes não tem tempo para colocar a casa em ordem e viver com dignidade. Veja o Haiti, que é uma gigantesca favela que vive em meio a golpes de Estado e guerras civis à décadas. Isso sem contar os eventos naturais como terremotos e furacões.

Vivemos em um país relativamente estável hoje do ponto de vista econômico e político. Faz vinte anos que domamos a infração e trinta que não temos militares no poder. Em algo avançamos, apesar de bolsões de haitis existirem em paralelo com as pequenas europas brasileiras. Sigamos em frente.

E pelo que agradecer ao Deus e à Deusa? Por estar vivo e bem. Por estar vivo e não tão bem, mas com coragem de lutar para estar. Por estar vivo e sem esperança de melhora, mas grato pela aceitação do fato e tentar fazer o melhor possível com as ferramentas que lhe restam. Temos agora e sempre a possibilidade da mudança em nossos corações. Principalmente os desesperados, os sem-nada. Estes não possuem nada a perder e podem fazer as apostas mais altas.

Na Roda do Ano agradecemos ao sacrifício que o Deus faz em nossa vida todos os dias.


O sacrifício de um Deus

A Deusa é o imutável, o perene, o eixo. O Deus e sua História são a Roda do Ano. Mas quem Ele é em nossa vida? É tudo que percebemos em movimento, que é ativo e que, principalmente, retiramos do corpo da Deusa que é a terra. 

Logo, toda casa, todo carro, navio, ponte ou cidade é visto por mim como o corpo do Deus. Curioso que tudo o que construímos deseja retornar ao seu estado natural, uno com a Deusa na terra. Experimente deixar algo abandonado e perceberá o abraço Dela no objeto em forma de ferrugem, oxidação, decomposição. Lógico que as leis da Física chamam isso de princípio da termodinâmica, chamar de O Abraço da Deusa é muito mais poético, rs!

E mais! O sacrifício do Deus também é o nosso. Todo dia ao sairmos para trabalhar deixamos o corpo da Deusa que é nossa família, nosso lar, nosso refúgio. Como o carro solar de Rá que cruza o céu para combater Apep, o destruidor, o caos, a fome, a pobreza, o frio, o medo. O trabalho de Rá e iluminar o dia. O nosso é fazer com que nosso dia valha a pena ser vivido.

Bem, sendo mundo que construímos, que nos protege e nos dá prazer é fruto deste sacrifício sagrado, nada mais natural é sermos gratos por ele em nossa vida diária. Dentro do Círculo Mágico não é diferente.

Dito isto, prossigamos.


Estrutura

Assim como usamos os elementos para representar os quadrantes, no altar também há objetos que representam o sacrifício do Deus em nosso cotidiano: o alimento. Apesar de muito, mais muito do que comemos ser plantado ou colhido por nós e portanto, não temos a exata percepção do que é cortar, colher, arrancar da terra, por uma questão de tradição usamos o alimento como representação do sacrifício divino.

O nome tradicional refere-se a Bolos e Vinho, mas opções são bem-vindas. Como citado no texto anterior, vinho e menores em um sabá não são a combinação mais adequada e sucos são bons opcionais. E outros tipos de alimentos podem ser recomendados. Um livro que indico como referência para comida sagrada é A Cozinha Mágica da Márcia Frazão. Veja aqui algumas receitas.

Cada convidado traz uma pequena porção feita com carinho, consciência e cuidado para o sabá afim de compartilhar com o outro as graças recebidas. Os alimentos ficam elegantemente dispostos sobre o altar. Dê preferencia a alimentos de época e da região onde se mora. Tempo e espaço são as ferramentas do bruxo. Desta forma os pratos se alinham com a época do ano em que o sabá é comemorado... e ficam mais baratos também, rs!


Conteúdo

Após o convite ao Deus e a Deusa, a Sacerdotisa, o Sacerdote e o Auxiliar posicionam-se diante do altar. A Sacerdotisa segurar a Taça e o Sacerdote com a ponta do Athame ainda molhada do vinho profere as palavras rituais, tocando suavemente os alimentos dispostos sobre a mesa, agradecendo a fartura e o sacrifício do Deus em permitir que seu corpo nos alimente e abrigue.

A Taça então é passada pelo círculo entre os celebrantes como forma de os abençoar e agradecer pela sua presença na celebração.

E está terminado esta parte.


Alguns pontos:

  • A opção de vinho por suco de uva se dá no caso de restrições por parte de algum celebrante que seja menor de idade ou tenha intolerância ao álcool. Lógico que isto tem que ser levantado com antecedência.
  • Acreditar em ter o Divino dentro de si é diferente de acreditar ser o próprio Divino.
Se esqueci alguma coisa, comente!

Saúde, amizade, liberdade.

S. Thot.

sábado, 16 de outubro de 2010

CONVITE AO CASAL DIVINO



Olá a tod@s!

Dias atrás uma ciberamiga perguntou-me quem são os Deuses. Me recostei na cadeira e pensei um pouco no assunto, pois estou tão acostumado a sentir a presença Deles que tive de "rebobinar a fita" do conhecimento para responder de maneira racional algo que se encontra no coração. Respondi-lhe que o Deus e a Deusa são nossa maneira infantil e limitada de dar ao Mistério um rosto familiar. Lógico que não sou o primeiro autor pagão a escrever isso. Gente muito mais gabaritada já discorreu páginas sobre isso. Somente simplifiquei a ideia.

Então usamos as máscaras dos deuses (peço licença ao senhor Campbell para usar o termo, rs!) afim de humanizar o Divino, de deixa-los mais próximos. Pense bem e verá que os Deuses não precisam de vestes brancas, tronos, armas ou muitos braços devido a sua onipotência. Mas isto nos aproxima Deles e nos sentimos mais parte da grande família cósmica.

Outra ideia que desejo explicar antes de iniciar o texto em si é o significado da palavra evocação e invocação, que parecem sinônimos mas não são (rimou!).

Evocação é chamar para fora. Evocamos quando não desejamos fazer parte da pessoa/grupo que chamamos. Nos meios ocultos evoca-se entidades que se materializam (por falta de termo melhor) não no círculo onde está o oficiante, mas em um círculo separado. O que me soa como uma jaula, uma prisão. Evocação é uma ordem.

Invocação é chamar para dentro. Invocamos quando desejamos que os princípios espirituais compartilhem conosco nosso espaço ou mesmo nossa consciência. Partindo desta ideia simples não uso a palavra invocar nos textos para não confundir com evocar.

Sendo assim, quando invocamos a presença do Deus  e da Deusa desejamos traze-los para nossa vida de uma maneira especial. De fato, desejamos que sua luz divina brilhe em nossos corações para que possamos nos inspirar em sua jornada afim de completar a nossa.

Uso a palavra convite, que soa muito mais familiar e que resume bem o sentimento que se tem dentro do Círculo Mágico. Invocar é trazer o Divino para dentro de nós e assumir suas responsabilidades. Não é à toa que os egípcios e gregos consideravam o teatro uma obra divina e aplaudiam seus atores a fim de chamar a atenção dos Deuses! Guardadas as devisas proporções celebrar um ritual e agir teatralmente são ações muito próximas!

Dúvidas sobre os conceitos, consulte AQUI.

Dito isto, prossigamos.


Estrutura

Assim como usamos os elementos para representar os quadrantes, no altar também há objetos que representam a presença do Casal Divino em nossa celebração e que representam esta polaridade feminina e masculina/dentro e fora/claro e escuro/frio e calor. São objetos que só fazem sentido quando estão juntos pois é assim também no espiritual: o Deus parte e retorna para o colo da Deusa continuamente.

Gosto de usar como símbolos a Taça e o Athame como símbolos da polaridade, onde esta posiciona-se a esquerda do altar e este a direita do mesmo. Os sacerdotes encarregados anteriormente na criação do círculo mais uma vez assumem suas posições, agora invocando a Deusa e o Deus para si através das palavras rituais adequadas.

Um jarro com vinho ou suco também será necessário.


Conteúdo

Após o convite aos Quadrantes, a Sacerdotisa, o Sacerdote e o Auxiliar posicionam-se diante do altar. A Sacerdotisa segurar a Taça e profere as palavras rituais, seguido pelo sacerdote. As palavras chamam a atenção para as qualidades e responsabilidades que o sagrado masculino e feminino assumem em nossas vidas. Finalizado este, o Auxiliar adiciona um pouco do suco ou vinho dentro da Taça e dá um passo para trás, afim de destacar os sacerdotes.

Estes viram-se um para o outro. A Sacerdotisa lhe estende a Taça enquanto este mergulha em seu interior seu Athame e palavras rituais são proferidas enfatizando que mesmo nossas qualidades não são nada quando não estão juntas e é esta união o propósito de nossas vidas. É o Grande Rito.

E está terminado esta parte.


Alguns pontos:

  • A opção de vinho por suco de uva se dá no caso de restrições por parte de algum celebrante que seja menor de idade ou tenha intolerância ao álcool. Lógico que isto tem que ser levantado com antecedência.
  • Acreditar em ter o Divino dentro de si é diferente de acreditar ser o próprio Divino.
Se esqueci alguma coisa, comente!

Saúde, amizade, liberdade.

S. Thot.





quinta-feira, 14 de outubro de 2010

CONVITE AOS SENHORES DOS QUADRANTES



Olá a tod@s! Continuando a série de postagens sobre a confecção de rituais, escrevo agora sobre o Convite aos Senhores dos Quadrantes. Não discorrerei muito sobre os pensamentos envolvendo-os porque Raven Grimassi escreveu sobre os principais conceitos em seu livro Mistérios Wiccanos (Ed. Gaia) de maneira brilhante.

O autor assume que há várias ideias diferentes sobre as origens, quem são os Senhores e quais os seus papéis durante o ritual. Particularmente penso neles como os Deuses-Antes-dos-Deuses, uma força mais antiga que sustenta sob seus pilares a Essência da Vida. Uma visão que se assemelha a dos Titãs gregos, deuses que surgiram no mundo grego antes dos olímpícos Zeus, Hera, Ares e outros.

Representados no ritual como Senhores de cada Quadrante, são posicionados nas posições Norte, Leste, Sul e Oeste como que pilares a sustentar a abóbada celeste.

Há uma associação direta deles com os elementos Fogo, Ar, Terra e Água. Não por acaso o pensamento mágico ocidental considera estes elementos os pilares fundamentais da construção do mundo físico. A relação Quadrante/Elemento  pode respeitar a tradição (Norte-Terra; Sul-Fogo; Leste-Ar; Oeste-Água) ou se ajustar as particularidades de cada grupo conforme a região onde mora etc. Autores como Starhawk, Cunningham e os Farrar deixam em aberto esta e outras questões. Parto do princípio simples da observação de meu mundo e sob esta verdade faço as adequações necessárias.

Portanto ao Norte eu ponho o Fogo do sol; ao Sul a Terra da eterna escuridão; à Leste o lar do Oceano e a Oeste o domínio dos Ventos sobre os campos. Como é Assim é Dentro como é Fora, o universo que criamos deve refletir o exterior e vice-versa. Logo esta é a minha disposição sugerida.


Estrutura

É interessante que elementos como o Fogo já estejam acesos e a Água em seu recipiente antes do início da invocação. Esta preparação acontece momentos após a entrada de todos no círculo aberto pelos sacerdotes representantes da Deusa e Deus.

O sentido das invocações seguem o movimento do Sol, começando ao Leste e terminando no Sul.


Conteúdo

Uma forma que utilizamos para convida-los é semelhante a apresentada pela escritora Starhawk em sua obra "A Dança Cósmica das Feiticeiras", onde as características dos elementos simbolizados em cada Quadrante são proferidas. Para tanto os sacerdotes e/ou sacerdotisas responsáveis posicionam-se diante de cada um dos seus elementos e proferem as palavras rituais.

Estas palavras tem haver com cada elemento em questão, na invocação de imagens relativas aos elementos chamados. Como para o Norte quente: caatinga, sol de verão, pimenta vermelha etc. Conhecer-se e conhecer as pessoas com quem celebra, saber suas histórias e anseios, ajuda nesta questão.


Alguns pontos:

  • Dependendo da situação o uso de fogo pode ficar restrito. Cabe ao grupo antecipar e decidir que posição tomar (desobedecer a ordem e se responsabilizar ou buscar correlações com cores, formas, outros itens). 
Dúvidas, críticas ou sugestões, contate-me.

Saúde, amizade, liberdade.



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terça-feira, 12 de outubro de 2010

LIMPEZA ESPIRITUAL DO ESPAÇO MÁGICO



Olá a todos.

Não faz muito tempo abordei aqui nestas páginas o tema Limpeza. Mas naquela ocasião o foco era a limpeza de seu espaço comum, da sua casa, seja para prevenir ou afastar energias não desejáveis. Também comentei em outra blogagem sobre como algumas religiões tratam do assunto.

Aqui o foco desta Limpeza Espiritual é para a satisfatória utilização de um espaço com o objetivo de criar e manter ali uma conexão com o Divino livre de "ruídos" energéticos. Estes ruídos são o Medo e a Dúvida.

E, porque não dizer, criar nos celebrantes um estado alterado de consciência. Cada etapa que se promove é mais uma volta nesta escada espiral rumo a este estado mental e emocional diversificados.

Esta Limpeza usa não só a voz e gestos como também elementos físicos que se seguem.


Estrutura

Em nossos rituais são dois parceiros que conduzem juntos a maior parte do ritual e aqui não é diferente. Eles representam as polaridades Deusa e Deus que estão presentes em todas as etapas da vida quando assim as reconhecemos.

Estes sacerdotes percorrem todo o perímetro interno do círculo enquanto com aspergem água salgada e fumaça de incenso. Este movimento deve seguir o movimento aparente do Sol feito no céu, iniciando e terminando no altar. Os recipientes com água salgada podem estar previamente prontos e o incenso aceso. Ou todos os elementos separados, onde uma terceira pessoa, um Auxiliar, trata de reuni-los e entrega-los ao Sacerdote e Sacerdotisa.

Particularmente prefiro a segunda opção, pois é uma representação mais fiel do Início do Universo, onde os elementos em separado são reunidos para criar Todas as Coisas.

A criação do "mundo entre mundos" se dá basicamente com música, movimento e poesia.

E o que dizer? Diga e demonstre que ali, naquele momento & lugar, será criado um espaço mágico. Diga com doçura mas também com autoridade, afastando do coração das pessoas principalmente quaisquer dúvidas ou medos, para que todos a partir daquele momento se sintonizem com o objetivo da celebração.

Doçura porque temos a perfeita noção de nossa posição diante do Universo. Somos pequenos diante desta imensidão de bilhões de estrelas na Via Láctea. Autoridade porque para que esta imensidão seja reconhecida ela necessita de nós, logo temos um valor que precisa ser assegurado.

Não precisa ser em latim ou alguma outra língua antiga e morta, mas tem que ser profundo, vindo do coração. Pode ser ainda uma adaptação de algum autor pagão, ou mesmo um trecho de algum romance, música ou poesia. O importante é que o texto evoque esta força energia dentro de todos.


Alguns pontos:

  • Citei no texto acima que o giro segue o movimento aparente do Sol no céu. Em muitos livros pagãos, cujo os autores moravam ou moram no hemisfério norte, o movimento aparente do sol determinou o movimento dos ponteiros do relógio. Mas no hemisfério sul este movimento é anti-horário. Como o Sol veio antes do relógio, siga o sol. 
Que a paz encontre o coração de vocês.

S. Thot.


    sexta-feira, 8 de outubro de 2010

    ABERTURA DO CÍRCULO MÁGICO



    Círculo Mágico é o processo emocional e mental que visa criar uma lacuna na percepção do espaço e no tempo dentro celebrante de modo que este possa sentir-se em uma realidade diferente . Usualmente outras formas de culto estabelecem um lugar físico e fixo para isto. É o que chamamos de templo.

    Mas wiccanos em geral sempre que podem fazem seus rituais ao ar livre pois entendem que este é o espaço sagrado mais que perfeito para suas práticas onde o mundo natural é o seu templo. Quando solitários ou em pequenos grupos podem fazer rituais nas próprias casas como opção válida.

    O Círculo Mágico também existe no físico e pode ser traçado no solo para que seja uma marcação visível, orientando assim os participantes do ritual sobre a sua localização e a dos Quadrantes, sobre os quais falarei em um texto oportuno.

    Suas dimensões variam conforme o número de pessoas, dinâmica do grupo e objetivos do mesmo e podem ser traçados, desenhados com pedras, folhas, tecido, desenhado com uma vareta sobre a areia etc. Para a confecção de um círculo próximo à perfeição, um rolo de barbante e uma bússola  são importantes como verá a seguir.


    Estrutura

    Para traçar um círculo é muito simples, bastando apenas que você encontre o eixo. O eixo é o ponto em torno do qual o mundo gira. Um ritual, como foi dito, é a representação simbólica da criação do Universo e o eixo é o ponto zero do mundo, onde tudo se equilibra. É o Omphalos.

    Encontrado o local central do ritual, ponha a bússola aos seus pés e segure o carretel do barbante e peça para outra pessoa estica-lo até o tamanho desejado. Encontrado o tamanho, peça para que ela ande segurando o barbante e traça o círculo, enquanto você observa o alinhamento dele com os pontos cardeais. Peça para que a pessoa pare e marque no solo sempre que achar alinhamento dos pontos Norte, Oeste, Sul e Leste. Acredite, é mais fácil fazer do que explicar! Rs!

    Considero adequado que as pessoas responsáveis pelo traçado sejam as mesmas que realizaram a celebração, exercendo os papéis de Deusa e Deus, sendo que esta fica ao centro enquanto Ele dispõe o círculo. Não deixa de ser uma alegoria correta e interessante... Uma terceira pessoa, um Auxiliar, pode ser chamada para ajudar nos trabalhos.

    São também necessários sacerdotisas e sacerdotes responsáveis pelo convite ao Quadrantes. Estes devem ser escolhidos previamente, seus papéis e responsabilidades bem determinados e dúvidas eliminadas. 



    Os outros celebrantes, se existirem, aguardam na borda externa do Círculo até serem chamados.

    Uma vez criado este esboço é só cobri-lo com os elementos que sugeri ou outros que sua inspiração lhe sussurrar nos ouvidos.


    Conteúdo

    A criação do "mundo entre mundos" se dá basicamente com música e poesia. Gosto de caminhar em torno do círculo, depositando sobre o esboço traçado no chão s elementos que escolhi para enfeita-lo, sejam pétalas de rosa ou galhos secos, pedras, areia. Enquanto faz isso entoe as palavras rituais apropriadas, de modo calmo mas firme.

    E o que dizer? Faça a Limpeza Espiritual do Espaço Mágico, afastando do coração&mente das pessoas quaisquer dúvidas ou medos a fim de que todos, a partir daquele momento, se sintonizem com o objetivo da celebração. 

    Diga aos Deuses, aos seus companheiros de culto e sobretudo a si mesmo que neste momento o véu da realidade é cortado para criar um novo espaço, destinado à magia e a celebração da vida. E que dentro dele bons sentimentos como o amor, a entrega e a coragem irão borbulhar como em um caldeirão mágico.

    Não precisa ser em latim ou alguma outra língua antiga e morta, mas tem que ser profundo, vindo do coração Pode ser ainda uma adaptação de algum autor pagão, ou mesmo um trecho de algum romance, música ou poesia. O importante é que o texto evoque esta força energia dentro de todos.

    E está pronto seu espaço sagrado.

    Para trazer para dentro os celebrantes restantes, vá até o ponto mediano entre o altar e o quadrante Leste. Com sua intenção, palavras e gestos, trace uma abertura e convide os celebrantes. Na passagem do último, feche-a.

    Após a entrada destes, os sacerdotes e/ou sacerdotisas responsáveis pelos Quadrantes posicionam nos quadrantes marcados os quatro elementos: terra,fogo, água e ar.


    Alguns Pontos

    • Como fala a sacerdotisa Paula Mazali, "este é um momento seu" . Então venha despreocupada, e com tempo. Esqueça o relógio.
    • Ao contrário da crença geral, o Círculo Mágico para os wiccanos é mais um caldeirão para conter energia do que uma barreira de proteção contra forças maléficas.
    • Uma vez iniciado o ritual é recomendável não interromper com saídas constantes. Tira a concentração e é desrespeitoso. Vá ao banheiro com antecedência. Desligue o celular.
    • Ter uma pessoa do lado de fora do ritual como um Guardião garante maior sensação de segurança em rituais públicos onde objetos pessoais são deixados fora do Círculo.
    • Em caso de necessidade, abra o círculo com o dedo, evitando athames ou outros objetos. Principalmente diante de policiais armados! 
    Ah, sim! Abaixo segue um trecho da animação Fantasia sobre a criação do Universo. Sem dúvida seus criadores estavam à frente de seu tempo!


    Aproveitem!!!


    Saúde, amizade, liberdade.




    S. Thot.

    quarta-feira, 6 de outubro de 2010

    RESPIRAÇÃO E MEDITAÇÃO



    "Antes, acreditava-se que a pessoa só perdia neurônios durante a vida. Agora, vemos que podem brotar em qualquer fase da vida, e determinadas atividades fazem a estrutura do cérebro mudar." 

    Isso significa que o cérebro adulto também é plástico, capaz de ser moldado.
    No ano passado, um estudo dos mesmos pesquisadores já mostrava redução da massa cinzenta na amígdala cerebral, uma região relacionada à ansiedade e ao estresse, em pessoas que fizeram meditação por oito semanas. 

    Mas qualquer um que começar a meditar amanhã terá esses mesmos efeitos benéficos em algumas semanas? 

    "Provavelmente sim", diz a neurologista Sonia Brucki

    Matéria completa no site da Folha de São Paulo, via Uol


    Respirar é a primeira ação que tomamos ao sair para fora do corpo da mãe, e a última que fazemos antes de entrar no corpo da Mãe. Ela nos acompanha a todo o momento e é um importante medidor de como anda a nossa mente.

    Se pararmos para observar nosso dia-a-dia, respiramos mal. Aliás, escrevi a respeito durante o período em que uma massa de ar seco cobriu a maior parte do país e que tornou o ar que alimenta a região onde moro fétido, seco e impuro. Aliado a nossa vida corrida e a perda de consciência sobre nosso o corpo o resultado é uma respiração insuficiente para as nossas necessidades mais profundas.

    A respiração calma, rítmica, consciente e correta é o primeiro indicador de uma pessoa centrada e é este estado que buscamos durante a realização de um ritual. Outras formas de culto a conseguem abrindo seus rituais através de cânticos e oração. Cantando respiram rítmica e profundamente; e orando meditam sobre o objetivos que os levaram até aquele local. Conosco é similar.

    A Meditação consiste em levar e manter a mente a um estado de quietude, deixando assim o terreno fértil para receber os conhecimentos que serão passados durante o ritual. A Meditação faz com que nos equilibremos, encontremos o nosso eixo, nosso Omphalos.



    Estrutura

    Não é necessário grandes preparações para o exercício de Respiração. Os celebrantes precisam achar uma posição confortável, seja sentados ou deitados e respirar lenta e ritmicamente, a medida que eliminam quaisquer outros pensamentos.

    Os celebrantes precisam fazer a respiração abdominal, através do diafragma. Oposta a esta há a respiração torácica, feita pelo peito e característica das pessoas que vivem momentos de tensão ou ansiedade. Respirando abdominalmente, ou "pela barriga". Aqui está uma boa técnica que vale a pena conferir!

    Conforme as possibilidades, um aparelho sonoro com um CD contendo sons da natureza ou exercícios respiratórios pre-gravados é excelente. Estando ao ar livre melhor ainda. Um facilitador conduz a Respiração e Meditação para que esta tenha um início e fim.



    Conteúdo

    O facilitador pede para que as pessoas se disponham em círculo de maneira confortável e de olhos fechados. Com uma voz serena, ritmada e audível, induz os celebrantes a respirarem de modo calmo e correto. Entremeado a isto palavras ou frases sobre o motivo do ritual podem ser incorporadas ao exercício. Os dois ou três minutos finais devem transcorrer sem palavras.


    Alguns Pontos

    • Como fala a sacerdotisa Paula Mazali, "este é um momento seu" . Então venha despreocupada, e com tempo. Esqueça o relógio.
    • Uma vez iniciado o ritual é recomendável não interromper com saídas constantes. Tira a concentração e é desrespeitoso. Vá ao banheiro com antecedência. Desligue o celular.
    • Ter uma pessoa do lado de fora do ritual como um Guardião garante maior sensação de segurança em rituais públicos onde objetos pessoais são deixados fora do Círculo.
    • Este exercício não precisa ser focado nas práticas dentro do círculo. Use-o em sua vida fora dele, também.
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