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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

TÁ COM CALOR?

É curioso como as pessoas se queixam do calor em todos os verões. Não é natural que as temperaturas subam em um país situado na faixa tropical do planeta? Me surpreenderia se fosse o inverso e as temperaturas chegassem à 17, 15, 10ºC às portas do Carnaval. Aliás seria muito engraçado assistir na tevê os blocos da Bahia saindo com pessoas vestidas em cachecóis, toucas e luvas!

Faz calor em fevereiro do lado de baixo da linha Equador e há pouco que se possa fazer a não ser beber muito líquido, evitar o sol nos períodos de pico do Rei, usar protetor solar e talz. Faz parte da Roda do Ano em nosso país e devemos aproveitar as oportunidades que se apresentam, evitando também os potenciais riscos.

E, pensando melhor, creio que faz parte falar do calor também. Ao menos inicia-se uma conversa através das trivialidades. Creio que só eu quero falar nos Grandes  Temas da Atualidade, kakakakakakaka!


Faetonte

Esse calor me lembra uma história de Faetonte, do filho do Sol, que queria porque queria conduzir o carro do pai pelo céu. Assim aqui como lá, sabemos que isso não dá certo, apesar de todas as recomendações:

"E para que o Céu e a Terra possam receber cada um a quantidade devida de calor, não subas demais, senão incendiarás o as moradas celestes, nem andes muito baixo, para que não ateies fogo à Terra; o meio é o caminho mais seguro e melhor."

O Pai deu as rédeas dos cavalos ao filho inconseqüente e este saiu pelo firmamento. Estranhando a condução vacilante, os animais não respeitaram os comandos de Faetonte e saíram loucos, em disparada. Em seu caminho queimaram florestas e cidades e mesmo os Deuses sofreram com a corrida dos animais sem  controle.

Zeus, vendo que aquilo deveria parar, lançou sobre um carro seu raio e derrubou o condutor. Faetonte precipita-se do céu, em chamas! Imagino isso como a queda de um corpo celeste, um cometa, sobre a terra! CABUM!

Leia mais sobre Faetonte e outros na obra "O Livro de Ouro da Mitologia", de Thomas Bunfinch.



Ilhas de Calor

É claro que é possivel amenizar a situação em médio e longo prazos. Está em andamento em diversos pontos da cidade o projeto Ilhas Verdes, que distribui mudas de árvores nativas da região para a população a fim de reduzir ou mesmo eliminar as ilhas de calor criadas pelo concreto e asfalto.

"O estudo apontou, por meio de um mapa termal, as regiões da cidade que mais concentram ilhas de calor, incluindo os bairros próximos ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, Centro, Cidade Satélite de Cumbica – zona industrial. Mesmo com áreas específicas, a pesquisa demonstrou que o problema afeta todo o município. Desde o início do projeto, a Secretaria do Meio Ambiente plantou mais de 25 mil mudas de árvores em diversos locais da cidade, incluindo cerca de 2 mil mudas próximo a Marginal Baquirivu e 1.200 no Centro. A meta é plantar no mínimo 10 mil mudas por ano."


Fonte: Diário de Guarulhos

Sem o apoio da população, as queixas do calor continuarão. Afinal, não dá para comparar as sombras de um árvore frondosa com a de uma marquise de concreto!

São nestas coisas que penso enquanto vejo os passarinhos cantando nas antenas dos telhado.

Saúde, amizade, liberdade.



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

ACEITANDO A BENÇÃO



Olá a tod@s. Quero abrir meu coração a vocês a respeito de algo que penso a algum tempo. É sobre as bençãos e como as pessoas as recebem e percebem.

A vida é uma caixinha de Pandora e todos os dias somos expostos as mais diversas situações, algumas boas e outras ruins. São os fatos.
As coisas ruins recebemos no peito, BAM, e a guardamos com carinho. Nããããoooo caro leitor, não é erro de escrita não. Você realmente leu isto! E vou repetir: quando recebemos algo ruim, uma palavra ou gesto, nos abraçamos a ela.

O mesmo não acontece quando recebemos coisas boas. Não nos achamos dignos delas, simplesmente. Ou tentamos achar por debaixo dos elogios ou belos gestos intenções mesquinhas, sarcasmos, ironias. Se dizemos que alguém está bonito, pensa-se "ah, então antes eu estava feio!". Ou se damos algo de valor, reduzimos a questão afirmando "que não precisava se incomodar", que "o presente é caro. Imagine, com tanta gente passando fome no mundo, blá, blá, blá whiskas sachê", quando tudo que se busca é um abraço e um "obrigado". Simplesmente.

Precisa-se estar pronto para receber a benção, saber reconhece-la como tal, abrir-se. Pois quem faz algo de bom também abre o peito, expondo o coração. Os bons precisam de reconhecimento, de feedback. Há uma corrente, uma ligação, uma corrente que une as pessoas e esta ligação pede uma via de mão dupla de sentimentos positivos. Esse outro pode ser uma pessoa ou o Divino. As coisas que fazemos exigem tempo e esforço. Não existe almoço grátis. É assim na natureza e somos parte dela.

Faz-se o bem na esperança de que nosso entorno seja um lugar mais aprazível. Não faz sentido?

Bem, nos aproximamos do Equinócio de Outono, que simboliza as bençãos que recebemos pelo nosso esforço durante todo o ano. Estas bençãos também nos alimentarão durante o período das vacas magras. Estejam prontos para agradecer. Estejam prontos para receber. Acreditem, tudo o que se planta se colhe e se merece.

Saúde, amizade, liberdade.


S. Thot

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

BENDITO FRUTO!

Mesmo antes de nascer a vida de Mani estava em risco. Filha da união de sua mãe com o Divino, ela estava sujeita a lei dos homens e esta dizia que mulher grávida é mulher casada com homem. E aonde estava o pai? Não se sabe. A mãe de Mani chora dias e noites sob o olhar severo do pai, jurando que não fora à mata com ninguém da tribo para se deitar na relva e fazer amor. A tribo a despreza ou a evita como se tivesse uma doença contagiosa. Se afastam.

O que a Mãe, nossa Mãe, não sabe é que ela alimentará nações com o fruto de seu ventre que já vem até com nome: Mani. Tal-e-qual Demeter de Outras Terras, ela chorará muito por sua filha mas suas lágrimas serão lembradas para sempre enquanto o sacrifício Dela e de Sua Filha for por nós repassado. É da Casa de Mani que surge a farinha que minha mãe habilmente misturava com carne, legumes, caldo e temperos e comia com gosto. E eu, criança, lutando com o garfo e a faca achava aquela destreza o máximo, rs!

A batata salvou milhões na Europa (sendo que países inteiros dependiam de boas safras, como pode ser visto AQUI) e a mandioca outros milhões na África, onde até hoje é plantada tendo como a Nigéria um de seus maiores produtores.

Mas ainda estamos às portas do Equinócio do Outono e o fruto ainda não está maduro. Sejamos fortes e pacientes como Mani. Que a menina-Deusa nos ensine a suportar os encargos de ser o que somos, apesar de nossas origens! Feliz Lammas.


Ps.:

Vejam como são as coisas. Este texto se inspirou em outro blog, o Círculo de Gaia e agora a corrente segue adiante através do blog do amigo Saulo, o Empório da Bruxaria. Mas nosso amigo mineiro lapidou o pensamento em poesia. Segue um trecho. Aproveitem e leiam no original também, rs!


"Uma nova esperança,
Que a tribo iria receber,
Tão bela criança,
Fruto de um bem querer,

"Da concepção divina,
O cacique duvidava da pureza,
E em seu sonho veio à confirmação,
Tupã, do ato explicou-lhe com clareza."

S. Thot

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

REI MORTO, REI POSTO

Olá a tod@s!

O fogo da mudança ameaça as terras egípcias nestes dias. Lembram do texto Saber Perder deste blog? Então... o "presidente-faraó" do Egito não sabe perder. O país vive uma crise econômica e social e o cara quer ficar lá eternamente após uma semana de choques entre forças policiais e manifestantes no Cairo! Fez às pressas uma reforminha meia-boca nomeando um policial para o cargo de vice-presidente e dissolvendo o ministério que ele mesmo nomeia. "E daí?", podem vocês pensar.

Bem, levando em conta que o atual manda-chuva do lugar era vice-presidente antes de assumir o poder a 30 anos atrás, traça-se então uma interessante linha decisória, não acham? E já vivemos uma situação parecida aqui no Brasil também.

Se Mubarak fosse pagão e a terra e seu povo empobrecessem, a decisão mais acertada que ele tomaria era sacrificar sua posição  para alguém mais capaz de tomar conta de sua mátria terra. Quando as coisas vão mal o responsável por ele é o líder.

Mas ele não casou com o Egito como faziam os reis do passado, mas o tomou e se mantém no trono graças ao exército e não por causa da sua capacidade administrativa. E para não largar o osso todos os métodos truculentos são usados, desde os mais antigos como as balas, fuzis e tanques, até algo relativamente novo que é desligar a Internet e a rede de telefonia celular! A tevê Al Jazeera já foi pro espaço!

Temo pela seguranças das pessoas que lá moram e que estão montadas em um barril de pólvora. O Egito é um importante aliado ocidental na região então poucos presidentes darão um pito no Mubarak. Se não deram um sermão no homem nos últimos 30 anos, porque o fariam agora? E o rei da Arábia Saudita (país que, entre outras coisas, proíbe as mulheres de dirigir) já demonstrou seu apoio ao "presidente-faraó". Lógico, pois a próxima cabeça a ser pedida nas ruas pode ser a dele! Lembrando que os protestos contra a corrupção e pobreza nasceram em outras nações da região, como a Tunísia. Enquanto isso, os saques aos patrimônios culturais e residências na capital já começaram.

Fica a lição para vocês sobre a vida em uma nação: os homens no poder em geral são eleitos nos braços do povo, mas sempre que podem se mantém no poder graças as baionetas dos soldados.

Que a paz e a prosperidade voltem às terras banhadas pelo Grandioso Nilo.


E para provar que um governante se apoia mais em seu exército do que na Constituição, deixo-lhes uma lição de nasceu a primeira Constituição no Brasil, contada pelo historiador Eduardo Bueno.


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Sergio Thot.


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

1º CIRANDA DAS MULHERES SÁBIAS - SÃO PAULO

Bom dia, pessoas.

Por enquanto só vim repassar um convite feito pelo blog, Dea Mater, com apoio até o momento dos blogs Germinando, Universo Eco-Feminino e do Stregheria Pratica. Segue o conteúdo.

Saúde, amizade, liberdade

S. Thot


O Projeto CMS é mais uma iniciativa que visa reunir mulheres de todas as idades e culturas para uma roda de trocas não só de experiências, mas de pensamentos e anseios dentro do "ser mulher" ontem e hoje.

O que eu, como mulher, preciso nos dias de hoje? Quais as mudanças que eu vi no decorrer da vida?
O que aprendi ou o que desejo aprender com mulheres como eu?

Vamos trocar histórias, experiências, visões e muito mais nesse encontro de mulheres sábias!

Dia 5 de Fevereiro de 2010 (sábado), às 14h30
Parque Ibirapuera, na entrada da Oca - Portão 1 e 2
No caso de chuva, essa entrada ficará mais fácil para encontrarmos local coberto.
Que tal levarmos comes e bebes para um lanchinho?

Contato: rfpetropolis@hotmail.com (Rachel)
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