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terça-feira, 21 de junho de 2011

A MAIS ESCURA DAS NOITES

Olá a tod@s!


Como vão vocês na mais escura das noites?


Pensei muito na questão da noite escura conforme o sol descia ao horizonte. Passava um pouco das 17h20 em São Paulo e o manto de Nix avançava pelo céu com incrível rapidez. Mas nós moradores das cidades vivemos dias artificiais através das luzes elétricas, longe das florestas negras e criaturas da noite.


Então não temos a exata percepção da importância da data e de como o astro-rei nos é essencial. Só quem vive à maneira antiga, e os enclausurados, sabem o que é perder o sol. Imagino o desespero de Korê e de Deméter, cada uma vivendo a sua própria escuridão e desespero. Leia sobre minhas percepções de Korê/Perséfone/Prosérpina AQUI. 


Lembrei de Korê, a Deusa Raptada, na noite de ontem assistindo a um documentário que me tirou boa parte do sono. Este falava de duas meninas russas raptadas, mantidas cativas no subsolo e seviciadas por quase quatro anos em troca de comida e água. Para elas foi o mais longo dos invernos. Leia AQUI.




"Não Sou Vítima"


Mas lá nas profundezas, entre as garras da morte elas encontraram suas forças. Primeiro em si mesmas e depois uma com a outra. Desta forma enganaram seu carcereiro, pediram socorro e foram libertadas. Seu agressor preso e mandado para Sibéria. Eu pensei "Minha Deusa, ficaram marcadas para sempre". Mas qual! Tempos depois voltaram as duas, entraram no cativeiro e perceberam que o medo que sentiram fora embora. Ambas casaram e são felizes ao que parece. "Não somos vítimas. Nunca pensei em mim como vítima", exclamou uma delas.


Hoje é a noite mais escura, e/ou fria e/ou estéril do ano e ao mesmo tempo tal data é carregada de promessas. Pois foi em uma época como essa, onde um dia nossos temores parecem mais profundos, que uma Korê raptada encontrou sua força e se transformou em Perséfone. Sabe como?


Dando um sentido à sua vida. "Sou uma Deusa, filha de uma Deusa. Quero viver e ensinar a outros o que sei. Ensinar através daquilo que vi e vivi.", ela disse. E nas profundezas da terra uma luz de seu amor para nós brilhou. E foi essa luz que não só iluminou seu caminho de volta como serviu de farol para outras almas que quiseram retornar à Roda da Vida.


Nossas meninas russas fizeram seu caminho de Perséfone também, pois amaram a Vida e uma a outra na escuridão infernal e foi esta força que as levaram para luz. Foi a lição de Yule que aprendi este ano.


Também somos filhos do Deus e da Deusa. Encontre o sentido para sua vida, algo que vá além de você mesm@ e foque nisso neste ano que se inicia. A caminhada logo se iniciará. Junte suas forças!


Saúde, amizade, liberdade!


Feliz Yule.




Sergio Thot.




sábado, 19 de março de 2011

FLORIPA, ILHA DAS BRUXAS!

Fonte: Wikipedia
Clique para ampliar
Olá a tod@s! Estivemos a esposa eu recentemente na Capital de Santa Catarina e confesso que Florianópolis é de fato uma cidade muito bonita para se visitar e viver. É a união equilibrada entre o urbano e o natural e, segundo consta, possui um dos melhores Índices de Desenvolvimento Humano do país. Veja AQUI nosso álbum de fotos no Orkut. Aproveite e me adicione também, rs!

Um fato que me chamou a atenção é que, além de paraíso do surf, Floripa como é carinhosamente conhecida, também é chamada de Ilha das Bruxas, ou Ilha da Magia. Pelo menos foi o que nos disse a proprietária de uma loja de produtos artesanais também chamada de Ilha da Magia, rs! Ela nos conta que a fama se deu graças a ocupação feita pelos portugueses açorianos ainda entre 1700 e 1800.

"Dom João V, rei de Portugal, determinou em 1747, a transferência de 4.000 portugueses, oriundos das Ilhas de Açores e Madeira para as províncias de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.Em 1748, começaram a chegar, na Ilha de Nossa Sra. do Desterro, atual Florianópolis, em Santa Catarina, os primeiros casais e desertores. Entre esses desertores, havia algumas mulheres que foram afastadas de Portugal acusadas de feitiçaria.Assim sendo, os moradores da Ilha dos Açores trouxeram suas crenças, seus costumes, suas tradições e suas bruxas."

Fonte:Marina Guadalupe Beims Autora do livro "Wicca e Outras Tradições


Açores, para quem não sabe, é um conjunto de ilhas encravada próxima à costa africana e que tinha problemas de superpopulação. Dá para imaginar como eram os recursos e as dimensões da ilha para haver concorrência! Povos do mar, os açorianos se viravam como podiam, logicamente, e contavam com tudo que a Natureza dispunha, seja material ou espiritual.

Isso deixava a Inquisição de Portugal de cabelos em pé. Então, aproveitando a leva de pessoas livres que viam ao Brasil para começar nova vida, aproveitaram para convidar alguns elementos indesejáveis (bruxos, judeus, cristãos-novos) a saírem também, seja do continente seja de Açores.

"No século XVIII, os Açores já tinham um população suficientemente grande para que a Coroa portuguesa incentivasse a emigração de famílias açorianas para terras brasileiras, sobretudo para a parte meridional de então sua colónia na América do Sul.


Fonte: Wikipedia.

Benzedura de Rita Maria
Chegando em Floripa, primeira parada para os navios vindos rumo à atual Santa Catarina, o povo ia ficando por lá e continuando a vida, inclusive a receitar seus remédios espirituais e herbáceos aos locais. Afinal, onde tem procura tem oferta. Daí a fama pegou. A placa ao lado é o registro de uma das falas das benzedeiras locais. 

Aliás, tem um local da ilha onde as bruxas foram transformadas em pedra porque fizeram festa e não convidaram o Caramunhão. Não visitei o local mas pretendo passar por lá na próxima oportunidade. Se houver algum leitor que viva ou conheça as histórias de Floripa, escreva nos comentários que eu copio aqui nesta postagem, certo? Vejam aqui e aqui outros relatos e histórias das bruxas de Floripa. Leiam também a coleção de contos de Franklin Cascaes intitulada Treze Cascaes.

Ah, uma curiosidade! A extinta tevê Manchete criou uma minissérie sobre a lenda das bruxas de Florianópolis chamada Ilha das Bruxas (veja detalhes AQUI). Curioso é que na cidade não vê muitas menções sobre isso. São Thomé das Letras assume melhor esse lado místico (e turístico). Será que os ilhéus não gostam da fama?


Mais uma: há quem diga que o formato da ilha lembra a cabeça de uma mulher velha de chapéu, ou seja, uma bruxa segundo o imaginário popular. Veja a foto de satélite acima e diga-me o que acha!

Quer outra? No Carnaval carioca de 2011 a Escola Grande Rio apresentou como tema advinha o quê? Rs! Ora, "a Encantadora Ilha das Bruxas." Veja a matéria aqui no G1. Aliás a Grande Rio foi uma das escolas vitimadas pelo incêndio que ameaçou o desfile deste ano. Imaginei o número de pessoas que devem ter falado "é... a bruxa tá solta!".


E se puderem visitar a ilha de Florianópolis, façam isso! 

Saúde, amizade, liberdade.


Sergio Thot


Ps.: segue abaixo a abertura da referida minissérie. Quem tiver mais de trinta anos lembrará!

Ps.: vendo em retrospecto, fomos para São Thomé das Letras no Beltane e para a Ilha das Bruxas em Mabon... Para onde iremos nos próximos sabás, rs!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

1º CIRANDA DAS MULHERES SÁBIAS - SÃO PAULO

Bom dia, pessoas.

Por enquanto só vim repassar um convite feito pelo blog, Dea Mater, com apoio até o momento dos blogs Germinando, Universo Eco-Feminino e do Stregheria Pratica. Segue o conteúdo.

Saúde, amizade, liberdade

S. Thot


O Projeto CMS é mais uma iniciativa que visa reunir mulheres de todas as idades e culturas para uma roda de trocas não só de experiências, mas de pensamentos e anseios dentro do "ser mulher" ontem e hoje.

O que eu, como mulher, preciso nos dias de hoje? Quais as mudanças que eu vi no decorrer da vida?
O que aprendi ou o que desejo aprender com mulheres como eu?

Vamos trocar histórias, experiências, visões e muito mais nesse encontro de mulheres sábias!

Dia 5 de Fevereiro de 2010 (sábado), às 14h30
Parque Ibirapuera, na entrada da Oca - Portão 1 e 2
No caso de chuva, essa entrada ficará mais fácil para encontrarmos local coberto.
Que tal levarmos comes e bebes para um lanchinho?

Contato: rfpetropolis@hotmail.com (Rachel)
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

TRAGÉDIA ANUNCIADA

Vocês se lembram do tsunami ocorrido em 2004 e que devastou vilas inteiras no pacífico sul? Era uma tragédia anunciada. Sabe o significado destas duas palavras? Significa que alguém sabia que algo estava errado, que haveriam mortos e feridos e que nada ou pouco foi feito para impedir o ocorrido. Países do Círculo de Fogo, região do epicentro do tremor, têm (ou deveriam ter) meios para prever tsunamis e alertar a população local. A exemplo do Japão que deu nome que hoje usamos ao fenômeno do maremoto.

Quem assistiu os telejornais nestes últimos dias viu outro tipo de tsunami: o de pedras, árvores e tijolos descendo o morro com água, lama e corpos de pessoas varrendo a região serrana do Rio de Janeiro no início deste ano. Outra tragédia anunciada segundo o geólogo Álvaro Santos (veja AQUI a reportagem). Não vai longe: o ano de 2010 iniciou-se com as mortes em Angra dos Reis, com muitos mortos. Poucos meses depois tivemos os deslizamentos em Niterói, com casas construídas sobre um lixão!


Se você juntar duas competências, a de geólogo e a de metereólogo para que façam um estudo sobre as áreas de risco de certo lugar em determinadas épocas pode-se ter um mapa relativamente preciso de onde as pessoas não devem construir habitações. Ou de onde devam sair para que não haja risco de morte. Nem que seja à força. Radical? Bem, radical é a morte e ela chega e leva.



Vesúvio

Penso por exemplo nas cidades que vivem aos pés do Vesúvio, como Nápoles. É fato que o solo ao redor de vulcões é fértil, o que atrai as populações humanas há gerações. O nosso cimento, sem o qual não haveriam tantas estruturas gigantescas, foi inventado aos pés de vulcões ao se misturar suas cinzas com outros materiais graças à engenhosidades dos romanos e povos vizinhos ainda na Antiguidade. 


Ainda hoje este material é utilizado em diversas partes de mundo na construção, como tem feito nossos vizinhos argentinos na Patagônia que usarão os recursos disponíveis para a fabricação de casas, com tijolos feitos de cinzas vulcânicas, para construir casas populares. É descobrir a oportunidade na adversidade. Veja AQUI a notícia.
Vítimas do Vesúvio, em Pompeia




Mas não preciso dizer que as pessoas que lá residem conhecem os riscos que correm nas encostas de um vulcão ativo.


Se durante séculos os moradores usaram da sorte, dos instintos ou da providência divina para se safarem da morte, hoje é possível detectar tremores e ter planos de emergência para diminuir os danos. Mas aqui falo de erupção vulcânica, algo difícil de prever.

Que o diga as populações de Pompéia e Herculano, vítimas do efeito piroclástico que desceu as encostas do Vesúvio matando centenas em minutos e soterrando a cidade por 1600 anos. O moderno governo italiano pensou adiante:

"Em 1995, o governo italiano formou uma comissão cujo objetivo é traçar um plano de emergência para o caso de o Vesúvio voltar a entrar em atividade. O principal ponto do plano é evacuar 700 mil pessoas que moram nas áreas de maior risco num período de sete dias."

Fonte: Wikipedia 





Podemos Prever Tragédias?


Em nosso país todo verão chove! E a soma de água + morro + pessoas = tragédia. Sabendo disto, considero responsáveis os institutos de pesquisa meterológicas e topográficas, órgãos da defesa civil, as secretárias da habitação de diversos governos coniventes com a ocupação destes locais e os chefes de família que colocam seus filhos nesta situação perigosa. É... apesar do pesar que sinto das mães e pais enlutados chorando diante das câmeras que aumentam o close-up para melhor registrar suas lágrimas, tenho que lembrar que muitos sabem dos riscos quando constroem suas residências nestas áreas.

Não é possível confiar em parlamentares, infelizmente. Parlamentar, como a origem da palavra mostra, é uma pessoa cuja a função é falar. Blá, blá, blá interminável que começa e termina no período eleitoral, visando apenas conquistar votos e a manutenção de poder, cargos e salários. Que prefeito terá culhões para enfrentar bairros inteiros e dizer o óbvio? De que se os habitantes permanecerem ali correrão o risco de morte e que serão desalojados?

Toda cidade possui um limite habitável determinado pelas condições que a natureza lhe impõe. Quando ultrapassamos este limite estamos por conta e risco e esta é uma informação que tem que ser dita em alto e bom tom. 

Depois que fornecermos nossa ajuda e solidariedade através de alimentos, água, produtos e higiene e limpeza é preciso sentar e conversar seriamente sobre como fazer com que no verão de 2012, afim de não iniciarmos o ano com imagens de crianças mortas emergindo da lama nos braços de bombeiros em prantos.

Certo?

S. Thot 

Ps.: na segunda semana de março o Japão foi sacudido por um dos piores abalos dos últimos anos. O terremoto, acima de 9 graus de magnitude, causou na seqüência um maremoto e, entre outros estragos materiais, a explosão de uma de suas usinas nucleares (Fukushima Daiichi). A contagem dos mortos, feridos, desaparecidos e desabrigados continua enquanto o mundo presta sua solidariedade. Há coisas que mesmo prevendo são difíceis de contornar.




segunda-feira, 1 de novembro de 2010

APIMENTE-SE!





A minha palavra sobre o assunto tem a ver com a redescoberta que fiz sobre a pimenta, este pequeno fruto que tem sido um bom acompanhamento nos almoços e jantares sempre que possível, e como seu consumo tem feito bem para mim nos últimos anos.


Seu Peso em Ouro

A pimenta faz parte do seleto grupo das especiarias, um conjunto de produtos vegetais que, entre os séculos 14 e quinze, motivou guerras, conquistas e navegações por boa parte do globo. Seu sabor exótico, novo nas terras europeias, atraiu o imaginário e a cobiça de muitas pessoas.

A América que o diga, que viu sua capsicum frutescens ser levada para regiões distantes como a Índia e China.

Uma curiosidade: a escala Scoville mede o quanto uma pimenta é ardida em sua boca. Veja na tabela ao lado.


Dedos-de-Moça
Meu primeiro contato com pimenta foi em casa, como convém a filho de bons baianos. Tenho lembranças de meu pai pegando pimentas do tipo dedos-de-moça e comendo-as in natura. O lembrar do crunch-crunch que elas faziam enquanto eram mastigadas me deram água na boca só de lembrar. Mas na época meu paladar infantil não se adaptou bem às vermelhinhas. E passei longe delas por muitos anos.

Ultimamente tenho reduzido uma série de itens em minha dieta, entre eles o açúcar e o sal. O açúcar era o que eu mais consumia. Com a redução, meu paladar teve que se modificar e ficou um pouco mais acentuado, mais apurado. Tanto que coisas que achava intragáveis, como jiló, brócolis e chuchu hoje como numa boa. Os tempos mudam a gente, não? Então revoluciono meu cardápio aos poucos e a lista das coisas que como tende a aumentar.

Nesta lista eu incluo a pimenta.


As Pimentas São do Reino da Saúde!

Detentora de diversas qualidades medicinais, tornou minhas refeições não só mais saborosas, mas também um pouco mais, digamos, aventurescas! Experimentar pela primeira vez uma nova espécie e descobrir seu sabor e o quanto é picante é muito estimulante.

E sinto que fico com uma certa animação depois, ao contrário da famosa preguiça pós-rango! Rs! Além de sentir nela um bom descongestionante. No frio, com sopa, esquenta qualquer ambiente!

Durante os textos apresentei alguns links sobre o assunto. Não sou um expert em degustação ou qualidades medicinais destas plantinhas, mas recomendo seu consumo baseado na sensação de bem-estar que ela me causa. São decorativas quando conservadas em garrafas. Aliás, nossa colega Sel dá uma receita no final desta postagem. Vale uma lida.

Também quero citar o texto no blog Bruxaria Revolucionária (clique AQUI), da blogueira Brixta Lofn, que diz:

"(...) além dos princípios ativos capsaicina e piperina, o condimento é muito rico em vitaminas A, E e C, ácido fólico, zinco e potássio. Tem, por isso, fortes propriedades antioxidantes e protetores do DNA celular. Também contém bioflavonóides, pigmentos vegetais que previnem o câncer."

Postas à vista na cozinha, transmitem uma sensação de fartura, como o pão e o sal. Plantadas em vasos na sala, oferecem um ambiente acolhedor para os habitantes, ao mesmo tempo que dão um aviso aos visitantes que ali o povo pega fogo!

Então meu conselho para a vida é: apimente-se.

Saúde, amizade, liberdade.



segunda-feira, 30 de agosto de 2010

UMIDIFICADOR NATURAL



Olá!

Uma grande massa de ar seco cobre boa parte do país enquanto escrevo estas mal traçadas linhas. Este evento climático leva aos hospitais todos os anos centenas de crianças e adultos nas as grandes cidades em busca de serviço médico.

Um paliativo para isto é o uso de umidificadores de ar nos ambientes fechados. Vejo muitos ligados em farmácias e lojas a título de propaganda. Enquanto uns choram outros vendem lenços e a maior prova disso são os aumentos das vendas desses aparelhos. Mas creio que a maquininha é um tiro no pé, pois:

  • Gasta energia
  • Faz ruído
  • Aquece o ambiente
  • Tem pequeno alcance
  • Não é barato

Não é melhor ter plantas dentro dos ambientes?

  • Usam energia solar
  • São silenciosas
  • Refrescam/estabilizam a temperatura do ambiente
  • Tem ajuste automático de umidade
  • São mais baratas
  • São mais bonitas
  • Oxigenam o ambiente enquanto houver luz

Curioso como ninguém fala nisso. Certo, dão como alternativa por bacias com água no cômodo. Mas já dei grandes tropeços nessas peças e resolvi optar pelas plantas. Como não oferecem a solução simples de verdejar os cômodos das casas e tornar o ar mais úmido e menos nocivo?

Para quem duvida, parto de uma premissa simples: as árvores na nossa Serra da Cantareira e Serra do Mar que umedecem e resfriam o ar a sua volta e que, com as condições certas, causam as chuvas orográficas.  A natureza sempre aponta o caminho.

Um jardim externo também ajuda bastante, pois diminui a temperatura uma vez que a maior parte do calor do sol se transforma em vapor dágua e auxilia na fotossíntese. Concreto e cimento, por algum motivo, não realizam essas transformações, acredita? Rs!

Há quem faça também seu pequeno jardim interno, na medida que o espaço permite. Vejam o exemplo da amiga portuguesa Hazel, do blog Casa Claridade. Leve em conta que a maioria das amigas-plantas mostradas no blog foram salvas do lixo ou foram fruto de doações. E elas agradecem, perfumando, oxigenando e umidificando seu espaço de trabalho.

E se houver espaço na calçada, plante uma árvore nativa do Brasil nela pelos motivos já citados. Ipês são boas escolhas, já que são a árvore-símbolo do país e dão flores lindas no inverno. A pata-de-vaca também é uma opção, pois seu tamanho é ideal para ambientes urbanos e tem propriedades de cura.

Pense nisso.
Saúde (cof, cof), amizade, liberdade!


domingo, 23 de dezembro de 2007

DA CRISTALOTERAPIA







Por Demerson Venditti


A cristaloterapia, ou gemoterapia, consiste no uso da energia contida nos cristais ou “pedras” com finalidades específicas. Alguma dessas finalidades são:

*Cura (física, mental ou espiritual)

*Energização, que pode ser feita em pessoas ou ambientes)
*Reequilíbrio, que assim como energização, pode ser feita em pessoas ou ambientes, e restabelecer o equilíbrio.
*
O tempo de cada tratamento varia de acordo com o paciente e suas condições individuais, e é determinado normalmente de acordo com a avaliação inicial do terapeuta.

Como sua forma de uso é variada, a cristaloterapia ou terapia de cristais, tem sua origem nos primórdios dos tempos, tendo-se evidências de uso entre os povos egípcio, hindu, povos nativos das Américas, monges tibetanos, cristãos e outros.

Trata-se de um tratamento indolor e em geral tópico, no qual o paciente se beneficia da energia dessas pedras e todos efeitos que elas trazem.

Convém antes de iniciarmos nossa conversa apresentar algumas definições afim de sanar duvidas com respeito aos termos aqui empregados.

Conceitos Técnicos
Mineral é um corpo homogêneo, formado de um elemento ou composto químico resultante de processos inorgânicos. Possui composição química definida, arranjo atômico interno ordenado e é encontrado naturalmente na crosta terrestre. Geralmente apresenta-se como um sólido, com exceção da água e do mercúrio. Ex.: quartzo, mica, berilo etc.

Rochas são agregados naturais de um ou mais minerais, incluindo o vidro vulcânico. Ex.: basalto, granito, ardósia etc.


Mineralóide ou substância amorfa é qualquer sólido ou líquido que não possui arranjo atômico interno ordenado, podendo ser de origem orgânica ou inorgânica, ocorrendo naturalmente na crosta terrestre. Alguns são considerados rochas. Ex.: vidro vulcânico (obsidiana), âmbar, pérola, carvão.

Escórias formam-se a partir de resíduos industriais, como usinas siderúrgicas, de cana-de-açúcar, de vidro etc.

Cristal é um sólido homogêneo, que possui arranjo atômico interno tridimensional, refletido externamente, apresentando formas geométricas. São suas propriedades:

Transparência
Subdivididos em transparente, onde consegue-se ver através, como o diamante, cristal de quartzo; translúcido, onde somente a luz atravessa, como a comalina; Opaco, ou seja, nem a luz o atravessa. Ex.: amazonita.

Dureza
Visto que, quanto mais fortes são as ligações atômicas mais duro é o mineral, então pode-se dizer que a dureza de um mineral é a possibilidade dele ser riscado por outro material. A dureza é organizada em uma escala de ordem crescente conhecida por Escala de dureza de Mohs.

Limpeza e Energização
Existem vários métodos de limpeza de cristais, aplicáveis a quase todos as pedras. Veja alguns
exemplos:

*Água corrente (cachoeira, mar, rio)
*Incenso
*Drusa
*Chuva

*Água & Sal grosso

São os métodos de energização de gemas:

*Exposição ao Sol, Lua, tempestades
*Incenso
*Terra
*Drusa
*Energização com as mãos
*Locais específicos para este fim

Lembrando que é muito importante fazer a limpeza e energização de cristais ao adquirir a gema para fins terapêuticos. A limpeza dos cristais, aliás, deve ser periódica.

Programação e formato

Um cristal pode ser programado para funções específicas, a fim de auxiliar em certas atividades como cristais de uso pessoal, para cura, energização de ambientes, uso com plantas, banhos, meditação, transmissão etc.

A programação de cristais é um processo mental e energético, não existindo apenas um método especifico
.

Dependendo do formato, os cristais possuem funções pré-determinadas, sendo mais fácil programa-los. O formato, porém não é determinante em sua programação. São alguns exemplos de programações de cristais:

*Geradores
*Biterminados
*Drusa (imagem à direira, uma drusa de ametista)

*Tabulares
*Arquivistas
*Arco-íris

*Canalizadores
*Transmissores

*Dow
*Janela
*Elo do tempo
*Ísis

*Celestial
*Laser
*Catedral (biblioteca)
*Templo dévico
*Gêmeos tântricos
*Guardião da terra
*Fantasma


Nota: tanto os formatos quanto a sua programação referem-se aos cristais de quartzo. A medição energética consiste em captar ou detectar campo de energia num determinado local ou pessoa. Para isto é usado um pêndulo.

Medição energética
Nas pessoas detecta-se problemas de saúde de ordem física, mental ou espiritual, bloqueios energéticos, desequilíbrio nos chacras ou campo áurico. Esse tipo de medição é normalmente feito na palma da mão através de um pêndulo, sendo a variação e intensidade determinantes para o conhecimento do grau da enfermidade.

Determinam também quais cristais a serem usados. Cada palma da mão possui um ponto específico para medição. Obviamente, a medição realiza-se antes de cada terapia com pedras ou energização.


Campo áurico e chacras
O campo áurico é um campo eletromagnético situado ao redor do corpo humano. Na energização e aplicação dos cristais, usamos muito este campo afim de estabelecer seu reequilíbrio, ou eliminar resquícios de energias residuais resultantes das aplicações anteriores.

Os chacras são pontos energéticos situados no corpo. Normalmente é necessário que sejam "alinhados" ou reequilibrados, e que estejam "abertos" ou energizados antes de iniciar o tratamento.

São sete os Chacras:

*Coronário

*Frontal
*Laríngeo
*Cardíaco
*Plexo Solar
*Sexual
*Básico

Em uma sessão a terapia com pedras é feita quase todos os chacras, com várias pedras diferentes,dependendo da necessidade do paciente. O único chacra que trabalhamos com menor regularidade em uma sessão é o coronário e, quando o fazemos, usa-se poucos cristais. Com chacras, usa-se cristais como quartzo, diamante, selenita, florita, diamante herkimer, ametista.

Principais pedras
Quando iniciante, as principais pedras usadas são as da família do quartzo (azul, verde, rosa, ametista, citrino) e da turmalina (rosa, verde, negra). Veja abaixo algumas definições básicas sobre elas, e outras pedras, na tabela a seguir:

*Citrino: estimulante mental, imunodeficiência leve
*Ametista: problemas espirituais, desintoxicação
*Quartzo fumê: limpeza áurica, centralização no plano físico
*Turmalina negra: bloqueio de energias negativas
*Turmalina verde: cura em geral, reequilíbrio da saúde
*Turmalina rosa: amor próprio, autoconfiança
*Turmalina azul: acalma a mente, consciência elevada, problemas genéticos
*Água marinha: clareza de visão, inspiração espiritual
*Turquesa: clareza na comunicação, coragem
*Amazonita: expressão pessoal, sistema nervoso
*Sodalita: sabedoria, sistema linfático
*Hematita: rim, sistema digestivo

Estas são apenas definições básicas, podendo alterar-se de acordo com a necessidade e habilidade (prática) do terapeuta. Consulte outras opiniões AQUI, no Blog Cantinho da Bruxa.

Disposição das pedras
Pode-se basear o posicionamento das pedras em tres formas distintas:

*De acordo com os chacras
*De acordo com os pontos onde situam-se os problemas (enfermidades)
*Através de triangulações (campos energéticos)

Nota: pode-se usar mais de uma forma de disposição ou mesmo as três ao mesmo tempo.

Cristais de quartzo
Existem métodos de trabalho que usam somente cristais de quartzo em suas sessões. Individualmente usa-se um cristal de cura (programado exclusivamente para essa função), e campos energéticos ao redor do corpo ou sobre o corpo do paciente. Recomenda-se que iniciantes utilizem estes métodos em locais de muita calma e harmonia e de preferência, tanto paciente como terapeuta, com os chacras em equilíbrio.

Atuação
Quando dispomos as pedras em cima do paciente para que seu efeito seja aplicado inúmeras vezes, temos que ativa-los. Os métodos mais comuns são: bastões, reiki, cristais de quartzo etc. No uso de cristais de quartzo, a ativação não se faz necessária.

Além de ativar as pedras, aconselha-se ativar as triangulações, principalmente aquelas sobre o paciente, lembrando que os chacras são ativados da mesma forma.

Triangulações ou campos de energia
As triangulações ou campos de energia são formas avançadas de uso de pedras e cristais para alcançarmos objetivos específicos. Damos o nome de triangulação porque suas formas são ou baseiam-se em triângulos, podendo-se usar triângulos entrelaçados e outras formas geométricas neles baseados. Nas triangulações pode-se usar várias pedras ou somente um tipo, podendo ser também cristais.

Quando ativas, as pedras trabalham em conjunto, ampliando o seu potencial, e muitas vezes gerando uma energia diferente entre si. É um dos métodos mais poderosos, e um dos mais aplicados e difundidos na cristaloterapia.

Leituras indicadas
*A Bíblia dos Cristais
*ABC dos Cristais – Antônio Ducan – Nórdica
*As Propriedades Curativas dos Cristais e das Pedras Preciosas – Katrina Raphaell – Pensamento
*Terapia pelo Cristal – Brett Bravo – Pensamento
*A Luz dos Cristais para a Cura e a Meditação – Phillips Burbutes – Pensamento
*O Poder dos Cristais – Ingrid Erjautz – Best Jeller
*Uso Mágico das Pedras Preciosas – W. B. Crow – Hemus
*Bíblia Sagrada
*Enciclopédia de Cristais, Pedras Preciosas e Metais - Scott Cunningham - Editora Gaia

*A Linguagem Secreta das Pedras - Don Robins - Siciliano

Os amigos de Portugal vão gostar deste vídeo!




Ps.: prestigiem o autor deste texto deixando seus comentários!



quarta-feira, 14 de novembro de 2007

DA CURA






Nada morre, tudo se transforma. O Espírito vaga, vindo ora cá, ora acolá, e ocupo qualquer forma que deseje. De animais, passa a corpos humanos, e de corpos para animais, mas jamais perece.


Pitágoras, Metamorfose XV.

Vez ou outra nós pagãos recebemos pedidos para confecção de rituais curativos, afim de dar cabo de doenças que atingem o corpo físico das pessoas. São netos, filhos, maridos, mães, irmãs, namoradas, amigos desejosos de ver seus entes queridos restabelecidos. E isto quando a magia pedida não se dirige ao próprio solicitante.

Muito escreve-se em livros wiccanos, em comunidades e "sites" sobre rituais e práticas de cura usando técnicas originárias desde o distante oriente e centro-europeu aos povos nativos das Américas e África: homeopatia, cromoterapia, aromaterapia, pedras quentes, acupuntura, massagens, bençãos, passes e afins. Mesmo aqueles que pouco ou nada crêem submetem-se as mãos diversas práticas afim de retomar a saúde quando todas os tratamentos tradicionais se esgotaram.


E é muito estranho falar de tratamento tradicional para métodos de cura que só têm poucas centenas de anos de existência! Durante milênios o tradional era a consulta ao mago da aldeia, à parteira e mesmo os ferreiros e outros mestres de ofícios. Os medicamentos eram menos sintéticos e a cura vinha quase que diretamente da Natureza. Aliás, falando nisto, convido vocês a passarem pelo blog Cura pela Natureza, que trata especificamente deste assunto.



Preparando o Caminho

Como religiosos, deve-se salientar que as práticas rituais de cura dentro de uma estrutura religiosa visa, principalmente, a cura interna, espiritual. Em essência, lidamos com o intangível, com aquilo que não é material e não pode ser tocado pelo bisturi ou alopatia. As doenças em seu aspecto físico são melhor curáveis, deste modo, com a medicina tradicional.

Para ilustrar, é senso comum dizer que é mais fácil e eficaz levantar uma caneta da mesa simplesmente pegando-a que juntar em torno dela dezenas de sensitivos para faze-la levitar.

Há muito a ciência alopata tem salvo vidas das doenças que hoje são de simples cura ou prevenção, como gripes ou paralisia infantil, mas que a pouco mais de cem anos ceifavam vidas independentemente de sua posição social ou dinheiro no bolso. Não há imposição de mãos que sare melhor uma perna quebrada do que o gesso, convenhamos.

Lógico, temos os milagres: impossíveis de provar, porém há centenas de relatos que ultrapassam fronteiras religiosas não podem estar errados. Mas a quantidade destes homens e mulheres santas é insuficiente para o atendimento efetivo da população humana.

Para tudo existe um limite, e nossa ciência que quase dobrou nossa expectativa de vida, unida é certo a alimentação balanceada, exercícios físico e uma boa dose de felicidade periódica não pode nos livrar das mãos da Ceifadora.

Então, não há esperança? Estamos à mercê da morte?


Esperança

Doenças psicossomáticas, de hábitos alimentares deficientes, de vidas sedentárias modernas, vícios vários em geral respondem por boa parte dos casos que chegam aos hospitais. Isto sem contar a violência em suas mais diversas formas e origens.

Mas não raro vemos ou lemos sobre líderes religiosos que, baseados em suas interpretações de textos sagrados, transmitem a idéia de o corpo (humano, animal, da Terra) é sujo, naturalmente pervertido, falho, e passível de abandono. Para os escolhidos, resta uma vida incorpórea num paraíso celeste ou terreno. Este, todavia, pasteurizado.

Quem cai na malha deste pensamento ruma assim ao sentido oposto: ao invés do auto-conhecimento, o abandono. A doença deixa de ser o aviso que algo em nosso estilo de vida está errado para tornar-se um flagelo divino, um ato vingativo.


A Roda Gira

A Wicca, através da obediência, percepção e consciência da Roda do Ano, propõe a seus membros não só a correta avaliação de seus potenciais e deficiências, vícios e necessidades, mas também sua abstenção, cura ou tratamento. Quando nos identificamos com a Divindade que morre e retorna, renovada, algo em nós "desce e retorna" também.

A Roda do Ano também nos ensina o conceito da infinitude das coisas: não a do indivíduo, mas da Vida em parcela que ele contém, e que se transmite ao outro nas mais diversas formas: numa palavra, num gesto, numa criação material, artística, conceitual, em um filho uma árvore ou livro (familiar isso, não?).

A Roda nos diz que viver não é respirar, comer, defecar, morrer, procriar apenas, mas que em maior ou menor escala estamos aqui para algo que é maior que nós. E que há um tempo para realização, um tempo para descanso e um tempo para o retorno.


Pausa

A doença nos fornece uma pausa, ainda que forçada, para esta reflexão: o que fiz até agora de minha vida? E, se sobreviver a ela, o que farei de extraordinário?

Em muitos casos a cura não depende só dos Deuses, dos remédios ou médicos. A peça principal é o doente, e dele parte a firme decisão de viver ( e para quê) ou morrer (e porquê).

Então, qual a sua decisão?

Toda vez que leio o texto acima, a música do Lulu Santos ecoa em minha cabeça! Veja se ela se encaixa!



Sergio Thot


segunda-feira, 30 de julho de 2007

GARRAFAS DA FARTURA

Também chamadas de Garrafas da Prosperidade são uma variante das já conhecidas Garrafas de Bruxa já citadas neste blog (veja AQUI), com o diferencial que estas visam trazer e manter no lar alimentos e bênçãos. Sua confecção é simples como as garrafas de proteção da postagem anterior.

Minhas garrafinhas, rs!
Segue abaixo minha indicação para a criação de uma Garrafa da Fartura:

* Para começar, logicamente, uma garrafa. Vidro é um bom material, daquelas bonitas, de azeite. Com tampa ou rolha. Lave e separe.

* Sementes em geral: arroz, feijão dos mais diversos tipos, milho, canjica etc. Q. S. P.

* Sal grosso


Execução:

* Na primeira Lua Nova, se usar algum oráculo, peça aos Deuses orientação sobre a necessidade ou não da confecção do feitiço. Se a resposta for positiva, prossiga.

* Nos dias que antecedem a Lua Crescente, encontre e recolha os elementos citados e os coloque em um lugar especial, à sua vista. Peça aos Deuses inspiração para criação de uma prece a ser realizada durante a confecção da Garrafa.

* Três dias antes da Lua Cheia, escolha local e momento em que não será interrompido para encher sua garrafa. No fundo, sal grosso. Adicione pequenas quantidades de sementes depois, enquanto faz a prece. Um efeito interessante é fazer níveis com as sementes, alternando cores e formas. Terminado, tampe-a e coloque de volta no lugar reservado.

* Durante a Lua Minguante, guarde-a em um lugar visível em sua cozinha e faça pela última vez a prece. Limpe quaisquer vestígios do feitiço.

* Na Lua Nova, retorne ao oráculo para saber a reposta do Divino.


Bem, segue agora algumas dicas e toques

  • Perceba que lhe passei um feitiço que dura um mês. Não acredito em magia fast-food. Se necessita, tem que ser profundamente.
  • Prece não é algo exclusivo de religiões judaico-cristãs. Pagãos também oram as suas Divindades.
  • De preferência, não compre os itens somente para o feitiço. Recolha os elementos em sua casa, já que possuem sua energia pessoal. As sementes são sobretudo alimentos, então compre-as não só para o feitiço, mas prepare com elas pratos sagrados para sua família ou amigos.
  • As garrafas não são só mágicas, mas também decorativas. Faça algumas de tamanho menor e presenteie. ou convide amigos simpáticos à magia e faça um ritual coletivo, que é mais forte e estimulante que trabalhar só.
  • Oráculos são ideais, mas se sonhar com os resultados será melhor. Preste atenção aos sinais que a Deusa lhe sussurra nos ouvidos, diretamente!
  • Você perceberá que há lacunas no procedimento. São propositais, visando a colocação de seus próprios elementos para que isto não seja uma receita-de-bolo mas algo que compartilhamos.
    Feitiços não raro são usados para solucionar problemas. O ideal em sua vida é você não os tenha. Mas como não ter é difícil, ao menos não seja VOCÊ o causador de suas dificuldades. Prove que tem maturidade espiritual e não se meta em apuros. Poupe dinheiro no tempo das vacas gordas e gaste com sabedoria.
  • Estude. Desde o limiar da Humanidade o ser humano usa de diversas ferramentas para sobreviver. E para usa-las ou fazê-las é preciso estudar.
  • Trabalhe. As coisas não surgem do nada, mas são o fruto de um esforço coletivo. Se você não trabalha não tem. Veja o exemplo de vários Deuses, como Vulcano, Thot, Wayland... Todas divindades que suavam a camisa. Em honra a eles, a sua nação, sua equipe de trabalho e a você, sue a sua também.

Saúde, amizade, liberdade.
S. Thot.

sábado, 28 de julho de 2007

GARRAFAS DE BRUXA




Os Antigos de outras terras afirmavam que as garrafas de bruxa eram basicamente elementos de proteção. Composta de um recipiente cheio de pregos, tachas, alfinetes e outros itens, sua presença atrai para si forças hostis que iriam ao morador da casa, como a inveja, mal-olhado e outras violências.

Estas forças ou pessoas são obrigadas a encontrar, destampar e contar cada um dos elementos nela contidos. Elas se embaralham, caem em dúvidas sobre a conclusão ou não de suas intenções. Logo, quanto maior a quantidade destes itens na garrafa, melhor! Pois isto daria chance de reação ou fuga.

Certa vez ensinei a confecção desta garrafa de bruxa para uma pessoa para que deixasse de ser importunada por uma pessoa inconveniente. E funcionou!

Segue abaixo minha indicação para a criação de uma Garrafa de Bruxa:

* Para começar, logicamente, uma garrafa. Vidro é um bom material, daquelas bonitas, de azeite. Com tampa ou rolha. Lave e separe.

* Pregos, tachinhas, parafusos, alfinetes, bolinhas de aço. Q. S. P.

* Pequenos pedaços de hematita

* Água e sal grosso


Execução:

* Na primeira Lua Nova, se usar algum oráculo, peça aos Deuses orientação sobre a necessidade ou não da confecção do feitiço. Se a resposta for positiva, prossiga.

* Nos dias que antecedem a Lua Crescente, encontre e recolha os elementos citados e os coloque em um lugar especial, à sua vista. Peça aos Deuses inspiração para criação de uma prece a ser realizada durante a confecção da Garrafa.

* Três dias antes da Lua Cheia, escolha local e momento em que não será interrompido para encher sua garrafa. Adicione pequenas quantidades enquanto faz a prece. Terminado, tampe-a e coloque de volta no lugar reservado.

* Durante a Lua Minguante, enterre-a junto a sua porta ou portão e faça pela última vez a prece. Limpe quaisquer vestígios do feitiço.

* Na Lua Nova, retorne ao oráculo para saber a reposta do Divino


Bem, segue agora algumas dicas e toques

* Perceba que lhe passei um feitiço que dura um mês. Não acredito em magia fast-food. Se necessita, tem que ser profundamente.

* Prece não é algo exclusivo de religiões judaico-cristãs. Pagãos também oram as suas Divindades. Leia mais sobre as orações pagãs AQUI.

* De preferência, não compre os itens somente para o feitiço. Recolha os elementos em sua casa, já que possuem sua energia pessoal. Os pregos ou parafusos, por exemplo, não precisam ser novos e água salgada limpará energeticamente os que conseguir por outros meios.

* Água salgada, se for do mar, melhor.

* Se não puder cavar o buraco, coloque sua garrafa em um vaso e plante algo nele, como rosas ou morangos. Mas aí a sua garrafa terá que ser menor, como aqueles que vendem óleo de dendê.

* Oráculos como o tarot são ideais
para se obter uma resposta satisfatória do Divino, mas se sonhar com os resultados será melhor. Preste atenção aos sinais que a Deusa lhe sussurra nos ouvidos, diretamente!

* Você perceberá que há lacunas no procedimento. São propositais, visando a colocação de seus próprios elementos, suas próprias ideias e experiências, para que isto não seja uma receita-de-bolo mas algo que compartilhamos.


Mais um conselho

Feitiços não raro são usados para solucionar problemas. O ideal em sua vida é você não os tenha. Mas como não ter dificuldades na vida é difícil, ao menos não seja VOCÊ o causador de suas pedras de tropeço. Prove que tem maturidade espiritual e não se meta em apuros. Escolha bem as pessoas que levará até a sua casa para que coisas como esta não se repitam.

Saúde, amizade, liberdade.


Uma curiosidade

Segue um link sobre uma garrafa de bruxa encontrada na Inglaterra. Há algumas diferenças nos ingredientes...

S. Thot


Leia também o post sobre Garrafas da Fartura