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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
AS PERGUNTAS DE MAAT
Olá a tod@s!
Neste momento o Brasil inteiro está indignado com um assassinato. Uma pessoa muito influente na vida de todos nós recebe vários tiros à queima-roupa. Gostaria de dizer à vocês que a indignação refere-se ao assassinato da jovem juíza Patrícia Acioli mas não é assim que a banda toca nesta nação. Nas redes sociais, nos jornais, nos botequins e salões de beleza as pessoas querem saber quem matou Norma [leia + AQUI]. Maat, Deusa da Justiça segundo o pensamento egípcio, se pergunta: o que há com este povo?
A juíza Acioli foi morta quando chegava em casa, segundo reportagens, por causa da sua mão pesada em condenar policiais militares envolvidos com crime organizado. Seu nome estava em uma lista de jurados de morte e esta tragédia, como tantas outras que se abatem sobre o Brasil, era anunciada. A Deusa pergunta: ninguém se importa com este fato?
Seus familiares temem que o processo role na Justiça por anos e precisam fazer protestos frequentes perante as autoridades para que a lei seja cumprida. Nesses protestos vão poucas pessoas pelo que pude apurar nas imagens de televisão e acredito que a população que passa por eles, ignorante do assunto, se pergunte o que fazem aquelas pessoas de negro, amordaçadas e sentadas no chão. A crença egípcia diz que estamos mortos não quando os olhos se fecham mas quando somos esquecidos. Os parentes de Patrícia não permitirão que seu legado desapareça nas areias do tempo. A Deusa pergunta: a lei não deveria ser cumprida independente das pressões que se fazem sobre ela?
Eu acredito que quando exercemos nossa profissão com amor e dedicação, ela passa de um simples ganha-pão e adquire contornos de sacerdócio. De certa forma a morte de Patrícia foi a morte de uma sacerdotisa da Justiça que ela jurou amar e defender para o bem da sociedade. A Deusa pergunta: você ainda quer saber sobre a "morte" de um personagem ficcional?
Também acredito que não só o executor matou a juíza, mas toda a população corrupta que financia atividades ilegais e mortes, por extensão. Só há crime porque há lucro para financia-lo, conforme explica Rodrigo Pimentel [leia AQUI]. A Deusa pergunta: por quanto tempo mais vamos cuidar do ovo de Apep antes que ele finalmente ecloda e engula o Sol?
Que Maat tenha nossa corajosa juíza em seus braços emplumados, que a nação brasileira acorde de seu torpor televisivo e que a mão pesada da Justiça chegue em seus algozes.
Que Assim Seja. Que Assim se Faça.
Sergio Thot
terça-feira, 21 de junho de 2011
A MAIS ESCURA DAS NOITES
Olá a tod@s!
Como vão vocês na mais escura das noites?
Pensei muito na questão da noite escura conforme o sol descia ao horizonte. Passava um pouco das 17h20 em São Paulo e o manto de Nix avançava pelo céu com incrível rapidez. Mas nós moradores das cidades vivemos dias artificiais através das luzes elétricas, longe das florestas negras e criaturas da noite.
Então não temos a exata percepção da importância da data e de como o astro-rei nos é essencial. Só quem vive à maneira antiga, e os enclausurados, sabem o que é perder o sol. Imagino o desespero de Korê e de Deméter, cada uma vivendo a sua própria escuridão e desespero. Leia sobre minhas percepções de Korê/Perséfone/Prosérpina AQUI.
Lembrei de Korê, a Deusa Raptada, na noite de ontem assistindo a um documentário que me tirou boa parte do sono. Este falava de duas meninas russas raptadas, mantidas cativas no subsolo e seviciadas por quase quatro anos em troca de comida e água. Para elas foi o mais longo dos invernos. Leia AQUI.
"Não Sou Vítima"
Mas lá nas profundezas, entre as garras da morte elas encontraram suas forças. Primeiro em si mesmas e depois uma com a outra. Desta forma enganaram seu carcereiro, pediram socorro e foram libertadas. Seu agressor preso e mandado para Sibéria. Eu pensei "Minha Deusa, ficaram marcadas para sempre". Mas qual! Tempos depois voltaram as duas, entraram no cativeiro e perceberam que o medo que sentiram fora embora. Ambas casaram e são felizes ao que parece. "Não somos vítimas. Nunca pensei em mim como vítima", exclamou uma delas.
Hoje é a noite mais escura, e/ou fria e/ou estéril do ano e ao mesmo tempo tal data é carregada de promessas. Pois foi em uma época como essa, onde um dia nossos temores parecem mais profundos, que uma Korê raptada encontrou sua força e se transformou em Perséfone. Sabe como?
Dando um sentido à sua vida. "Sou uma Deusa, filha de uma Deusa. Quero viver e ensinar a outros o que sei. Ensinar através daquilo que vi e vivi.", ela disse. E nas profundezas da terra uma luz de seu amor para nós brilhou. E foi essa luz que não só iluminou seu caminho de volta como serviu de farol para outras almas que quiseram retornar à Roda da Vida.
Nossas meninas russas fizeram seu caminho de Perséfone também, pois amaram a Vida e uma a outra na escuridão infernal e foi esta força que as levaram para luz. Foi a lição de Yule que aprendi este ano.
Também somos filhos do Deus e da Deusa. Encontre o sentido para sua vida, algo que vá além de você mesm@ e foque nisso neste ano que se inicia. A caminhada logo se iniciará. Junte suas forças!
Saúde, amizade, liberdade!
Feliz Yule.
Sergio Thot.
Como vão vocês na mais escura das noites?
Pensei muito na questão da noite escura conforme o sol descia ao horizonte. Passava um pouco das 17h20 em São Paulo e o manto de Nix avançava pelo céu com incrível rapidez. Mas nós moradores das cidades vivemos dias artificiais através das luzes elétricas, longe das florestas negras e criaturas da noite.Então não temos a exata percepção da importância da data e de como o astro-rei nos é essencial. Só quem vive à maneira antiga, e os enclausurados, sabem o que é perder o sol. Imagino o desespero de Korê e de Deméter, cada uma vivendo a sua própria escuridão e desespero. Leia sobre minhas percepções de Korê/Perséfone/Prosérpina AQUI.
Lembrei de Korê, a Deusa Raptada, na noite de ontem assistindo a um documentário que me tirou boa parte do sono. Este falava de duas meninas russas raptadas, mantidas cativas no subsolo e seviciadas por quase quatro anos em troca de comida e água. Para elas foi o mais longo dos invernos. Leia AQUI.
"Não Sou Vítima"
Mas lá nas profundezas, entre as garras da morte elas encontraram suas forças. Primeiro em si mesmas e depois uma com a outra. Desta forma enganaram seu carcereiro, pediram socorro e foram libertadas. Seu agressor preso e mandado para Sibéria. Eu pensei "Minha Deusa, ficaram marcadas para sempre". Mas qual! Tempos depois voltaram as duas, entraram no cativeiro e perceberam que o medo que sentiram fora embora. Ambas casaram e são felizes ao que parece. "Não somos vítimas. Nunca pensei em mim como vítima", exclamou uma delas.
Hoje é a noite mais escura, e/ou fria e/ou estéril do ano e ao mesmo tempo tal data é carregada de promessas. Pois foi em uma época como essa, onde um dia nossos temores parecem mais profundos, que uma Korê raptada encontrou sua força e se transformou em Perséfone. Sabe como?
Dando um sentido à sua vida. "Sou uma Deusa, filha de uma Deusa. Quero viver e ensinar a outros o que sei. Ensinar através daquilo que vi e vivi.", ela disse. E nas profundezas da terra uma luz de seu amor para nós brilhou. E foi essa luz que não só iluminou seu caminho de volta como serviu de farol para outras almas que quiseram retornar à Roda da Vida.
Nossas meninas russas fizeram seu caminho de Perséfone também, pois amaram a Vida e uma a outra na escuridão infernal e foi esta força que as levaram para luz. Foi a lição de Yule que aprendi este ano.
Também somos filhos do Deus e da Deusa. Encontre o sentido para sua vida, algo que vá além de você mesm@ e foque nisso neste ano que se inicia. A caminhada logo se iniciará. Junte suas forças!
Saúde, amizade, liberdade!
Feliz Yule.
Sergio Thot.
terça-feira, 10 de maio de 2011
MÃE DA HUMANIDADE
Olá a tod@s.
Que maio é o mês das mães todos sabem. Mas muitos desconhecem a origem da comemoração. A data moderna foi instituída graças a um grupo de mulheres que resolveram homenagear a mãe de sua amiga, Anna Jarvis, recentemente morta.
Amor e Comércio
A intenção de Anna Jarvis e suas amigas de institucionalizar a data em nível nacional nos Estados Unidos da América foi muito boa, mas o comércio abraçou a ideia tal qual fez com outras datas comemorativas, como o natal. Afinal, todo mundo tem mãe e quanto mais filhos ela tiver mais presentes serão comprados e mais os comerciantes lucram com isso. Isso porém a entristeceu profundamente:
Amor e Comércio
A intenção de Anna Jarvis e suas amigas de institucionalizar a data em nível nacional nos Estados Unidos da América foi muito boa, mas o comércio abraçou a ideia tal qual fez com outras datas comemorativas, como o natal. Afinal, todo mundo tem mãe e quanto mais filhos ela tiver mais presentes serão comprados e mais os comerciantes lucram com isso. Isso porém a entristeceu profundamente:
Jarvis, segundo o obituário no New York Times, ficou magoada porque muitas pessoas mandavam para suas mães um cartão impresso. Dizia ela que "um cartão impresso não significa nada mais que você é muito preguiçoso para escrever para a mulher que fez mais por você que qualquer outra pessoa no mundo. E tortas! Você leva uma caixa para a Mãe - e então come tudo você mesmo. Um belo sentimento!". Fonte Wikipedia.
O dia de comemoração varia de país em país, conforme esta tabela AQUI, e espero que o ímpeto de consumo seja o menor dos motivos para se ver e estar com as mães. Para a minha, por exemplo, não dei nada material. Mas a levei para ver nossos parentes em Pirituba, São Paulo. Fazia anos que eles não se encontravam e creio que tanto para ela quanto para minha tia e primos foi um belo e mágico dia das Mães. Ao menos a minha mãe ligou no dia seguinte em meu celular e, com a voz embargada, me agradeceu pelo presente. Certas coisas não tem preço!
Mães do Mundo
Quero também homenagear as Mães do Mundo, que sacrificam seus filhos para possamos sustentar esta ingrata humanidade ou que lutaram com todas as forças para que o bem e a fartura prevalecessem: Réa, Ísis, Cibele, Deméter, Gaia, Mani, Fraya, Iansã, Isthar e outros milhares de nomes pelos quais é mundialmente conhecida.
No domingo, indo para a casa da minha mãe, passei pelo cemitério e vi os vendedores ambulantes com buquês de flores e os filhos órfãos entrando no último endereço de suas queridas genitoras. Agradeci à Ceifadora por ter me concedido mais um dia das Mães com a minha nesta existência e segui em frente.
No domingo, indo para a casa da minha mãe, passei pelo cemitério e vi os vendedores ambulantes com buquês de flores e os filhos órfãos entrando no último endereço de suas queridas genitoras. Agradeci à Ceifadora por ter me concedido mais um dia das Mães com a minha nesta existência e segui em frente.
É como está publicado no blog Mulheres & Deusas:
"É um estado de espírito onde vamos direto a ELA, a natureza, onde vamos além do que nos disseram ser a realidade para realmente SENTIR o que é a realidade.
Nós pagãos(ãs) nos sabemos parte DELA, sentimos em nós o Deus e a Deusa em seus movimentos.
Por isso um (a) pagão sente os ciclos da vida e os celebra, as luas cheias e novas, os trabalhos da crescente e da minguante, sabe quando o sol nasce, o meio dia, o crepúsculo que nos é porta e a noite escura,véu que nos permite atravessar as fronteiras e nos aventurarmos em outros mundos pelo SONHAR."
Viva a Grande Mãe!
Ps.: Leiam também o texto de Larissa Pucci, no blog Janela da Alma, sugerido pelo A Alta Sacerdotisa e se emocionem!
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
DEUSES & MADONAS
Olá à tod@s!
Tive o prazer de visitar o MASP (Museu de Arte de São Paulo) nesta semana. O fato é que fazia um curso de uma semana em Congonhas referente ao meu atual emprego na aviação civil e este termina no final da tarde, quando tem chovido diluvianamente na capital paulista. Some este fato à hora do rush na cidade que tem a maior frota de carros do país, e que querem sair todos da garagem ao mesmo tempo! Ninguém merece ficar em busão fechado, em pé, ouvindo funk daquela molecada que não compra fone de ouvido, e com janelas fechadas por conta da chuva que cai lá fora! Então decidi dar um tempo pra cabeça e adquirir cultura nessas horas críticas.
Peguei o metrô e parti para a Avenida Paulista, uma das "praias" paulistanas, título dividido com o Parque do Ibirapuera. As primeiras gotas já caíam pesadas enquanto o céu adquiria vários tons de cinza quando atravessei o Vão Livre do museu. Ingresso na mão, carpe diem!
Dispensa dizer que é gratificante contatar obras que até então só via através de reproduções. Digam o que quiserem, mas ao vivo é muito melhor, como conta Belchior. Destaque para as exposições Deuses & Madonas. Uma coletânea interessante de representações da Virgem Cristã sobre a ótica de diversos artistas, além de pinturas enaltecendo temas pagãos. Destaque para a obra de Nicolas Poussin, “Himeneu Travestido Assistindo uma Dança em Honra a Príapo”, que está acima.
Segundo os Antigos, Himineu vestiu-se de mulher para espionar sua noiva que participava das festividades ao Deus Príapo. Suponho que o quadro retrata o momento exato em que ele participa das festividades, quando cai diante da estátua do Deus. Digo isso porque é a única pessoa que não está dançando na imagem, rs!
Segundo os Antigos, Himineu vestiu-se de mulher para espionar sua noiva que participava das festividades ao Deus Príapo. Suponho que o quadro retrata o momento exato em que ele participa das festividades, quando cai diante da estátua do Deus. Digo isso porque é a única pessoa que não está dançando na imagem, rs!
Sobre o Culto ao Pênis na Antiguidade, leia o texto introdutório no Conselho de Bruxaria Tradicional, clicando AQUI.
Saibam que o MASP restaurou a pintura após a castração de Príapo feita pelos espanhóis católicos que tremeram diante da visão de ereção tão potente. O quadro fora adquirido em 1953 mas só recentemente pode ser visto em toda a sua glória.
Vou colocar o antes, o depois e não me venham com moralismos caducos, hein? Se tá no museu pode vir para o blog também. E aqui o link da notícia sobre a restauração.
Recomendo a visita.
Serviço:
Av. Paulista, 1.578, 3251-5644, metrô Trianon-MASP.
Das 11h/18h (5ª, 11h/20h; fecha 2ª).
R$15,00
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
BENDITO FRUTO!
Mesmo antes de nascer a vida de Mani estava em risco. Filha da união de sua mãe com o Divino, ela estava sujeita a lei dos homens e esta dizia que mulher grávida é mulher casada com homem. E aonde estava o pai? Não se sabe. A mãe de Mani chora dias e noites sob o olhar severo do pai, jurando que não fora à mata com ninguém da tribo para se deitar na relva e fazer amor. A tribo a despreza ou a evita como se tivesse uma doença contagiosa. Se afastam.
O que a Mãe, nossa Mãe, não sabe é que ela alimentará nações com o fruto de seu ventre que já vem até com nome: Mani. Tal-e-qual Demeter de Outras Terras, ela chorará muito por sua filha mas suas lágrimas serão lembradas para sempre enquanto o sacrifício Dela e de Sua Filha for por nós repassado. É da Casa de Mani que surge a farinha que minha mãe habilmente misturava com carne, legumes, caldo e temperos e comia com gosto. E eu, criança, lutando com o garfo e a faca achava aquela destreza o máximo, rs!
A batata salvou milhões na Europa (sendo que países inteiros dependiam de boas safras, como pode ser visto AQUI) e a mandioca outros milhões na África, onde até hoje é plantada tendo como a Nigéria um de seus maiores produtores.
Mas ainda estamos às portas do Equinócio do Outono e o fruto ainda não está maduro. Sejamos fortes e pacientes como Mani. Que a menina-Deusa nos ensine a suportar os encargos de ser o que somos, apesar de nossas origens! Feliz Lammas.
Ps.:
Vejam como são as coisas. Este texto se inspirou em outro blog, o Círculo de Gaia e agora a corrente segue adiante através do blog do amigo Saulo, o Empório da Bruxaria. Mas nosso amigo mineiro lapidou o pensamento em poesia. Segue um trecho. Aproveitem e leiam no original também, rs!
Mas ainda estamos às portas do Equinócio do Outono e o fruto ainda não está maduro. Sejamos fortes e pacientes como Mani. Que a menina-Deusa nos ensine a suportar os encargos de ser o que somos, apesar de nossas origens! Feliz Lammas.
Ps.:
Vejam como são as coisas. Este texto se inspirou em outro blog, o Círculo de Gaia e agora a corrente segue adiante através do blog do amigo Saulo, o Empório da Bruxaria. Mas nosso amigo mineiro lapidou o pensamento em poesia. Segue um trecho. Aproveitem e leiam no original também, rs!
"Uma nova esperança,
Que a tribo iria receber,
Tão bela criança,
Fruto de um bem querer,
"Da concepção divina,
O cacique duvidava da pureza,
E em seu sonho veio à confirmação,
Tupã, do ato explicou-lhe com clareza."
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
"O GRANDE PÃ MORREU!"
"Não quero saber se esta árvore é ou não amada pela Deusa. Fosse ela a própria Deusa e eu a abateria se se interpusesse em meu caminho."
Palavras de Erisíchton, antes de abater o carvalho dedicado à Ceres
Retirado d'O Livro de Ouro da Mitologia - Thomas Bulfinch
A primeira menção que li sobre a queda do Espinheiro em Glastonbury foi através da coluna Blogs Amigos, que mostra as últimas postagens de blogs com assuntos correlacionados a este. Quando li o título da postagem do amigo Rafael Noleto, pensei: não vou ler isso senão vou me chatear.
Mas o assunto era por demais relevante! Dias depois o blog Rascunhos de um Pagão, do amigo Roberto Quintas faz uma análise do mesmo assunto. Aí tive que ler ambos e realmente! O assunto me azedou a alma. Sugiro que sigam os links caso não tenham tido acesso a esta informação.
"O Grande Pã Morreu!"
Diz a lenda que no limiar do paganismo da Europa antiga, uma voz misteriosa fez ouvir gritando à plenos pulmões "O Grande Pã Morreu!" e que esta anunciaria o nascimento de um culto cujo os sacerdotes não admitiriam outras formas de espiritualidade. E assim se fez.
Leia mais sobre o assunto no blog "A Era da Filha", da autora Priscila Paixão.
De certo modo, a queda do Espinheiro de Glastonbury possui a mesma carga simbólica nos tempos atuais para as pessoas que o visitavam. Falo aqui de simbolismo porque o ato se deu às portas do solstício de inverno, o que não é pouca coisa.
Centenas de pessoas visitarão nesta época do ano sítios como Glastonbury, Stonehenge e outros para celebrar o nascimento do sol. Quem cometeu a ação o fez de caso pensado, não é possível!
Leia mais sobre o assunto no blog "A Era da Filha", da autora Priscila Paixão.
De certo modo, a queda do Espinheiro de Glastonbury possui a mesma carga simbólica nos tempos atuais para as pessoas que o visitavam. Falo aqui de simbolismo porque o ato se deu às portas do solstício de inverno, o que não é pouca coisa.
Centenas de pessoas visitarão nesta época do ano sítios como Glastonbury, Stonehenge e outros para celebrar o nascimento do sol. Quem cometeu a ação o fez de caso pensado, não é possível!
O amigo Rafael chama o fato de vandalismo e acho que ele foi muito comedido. Vandalismo seria alguém escrever no tronco da árvore "John ama Mary". Somando todas as evidências chamo isso de terrorismo.
Budas no Afeganistão e a Gruta do Bosque Maia
Muitos não se lembram mas em 2001 a humanidade viu a estupidez vencer o valor histórico no Afeganistão. Sob a desculpa de ser uma "religião pagã", os governantes da época explodiram duas estátuas gigantes do Buda, datadas de 1.500 anos! É como se dinamitassem a Esfinge no Egito, ou o Vale dos Reis!
Minha cidade também possui seus radicais. Dentro do Bosque Maia existe uma gruta artificial sobre a qual depositávamos flores e velas após os nossos sabás públicos. Se era dedicada a alguma Divindade específica não sabíamos. Mas sempre que voltávamos lá alguns dias depois víamos que as velas eram derrubadas e as flores pisadas. Pequenos nichos onde devotos depositavam suas estátuas e velas também eram vandalizados. Infelizmente temos um longo caminho a percorrer neste sentido.
E agora?
Vamos chorar? Vamos! Depois vamos enxugar as lágrimas e plantar uma nova árvore nas proximidades da antiga. Que ela testemunhe centenas de solstícios como sua antecessora e que daqui a mil anos, dois mil anos as pessoas amarrem ao seu redor fitinhas coloridas e brincarão no vento como pipas.
E que nasçam centenas delas! Saiamos as ruas para plantar em cada espaço nossa árvore sagrada. Se o propósito era derrubar um símbolo o terrorista se lascou. Ele criou milhares! E que a fúria de Ceres o encontre, pois não dá pra ser bonzinho o tempo todo. Pã deve correr pelos bosques novamente, seja em Roma ou em turismo no Brasil, junto com Curupira, Saci, Boitatá e outros companheiros.
Este é meu profundo desejo.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
DA ANTIGA EUROPA AO MORRO CARIOCA
"A ausência de evidência de violência no período neolítico é tão completa que chega a ser quase inacreditável. Nos locais em que os escavadores encontraram sepultamentos em massa, seja de grandes comunidades ou de pequenos grupos durante um longo período de tempo, virtualmente nenhum dos corpos mostra qualquer sinal de morte violenta. (...)
"A evidência da não-violência vai além das mortes individuais. A cidade neolítica escavada próximo à Çatal Hüyük, em Anatólia, na Turquia (em geral chamada simplesmente de Çatal Hüyük), é uma das cidades mais antigas do mundo, datando de 7250-6150 a. C. O arqueólogo James Melaart encontrou evidência de 800 anos de habitação contínua. Nenhuma vez o registro arqueológico mostra sinais de um saque ou de um massacre - nenhum em 800 anos."
"A evidência da não-violência vai além das mortes individuais. A cidade neolítica escavada próximo à Çatal Hüyük, em Anatólia, na Turquia (em geral chamada simplesmente de Çatal Hüyük), é uma das cidades mais antigas do mundo, datando de 7250-6150 a. C. O arqueólogo James Melaart encontrou evidência de 800 anos de habitação contínua. Nenhuma vez o registro arqueológico mostra sinais de um saque ou de um massacre - nenhum em 800 anos."
Da obra O Corpo da Deusa, de Rachel Pollack
Não é de hoje que as pessoas simples, que mourejam sob o sol sofrem na mão de hordas violentas. Segundo várias pesquisas uma civilização não violenta residia no chamado Crescente Fértil durante o período neolítico em uma área que ia dos atuais Iraque até o Egito, passando pelo litoral mediterrâneo. Saiba mais sobre a milenar cidade clicando AQUI.
Composta por fazendeiros (Pagãos? Camponeses?) foram os grandes inventores da humanidade pois a vida fixa na terra permitia a reflexão sobre as questões práticas da existência. Quando temos segurança em todos os aspectos de nossa vida ganhamos tempo ocioso. Com este tempo pensamos em modos práticos de melhorar o que já está bom: o cálculo, a escrita, a agricultura e suas ferramentas, a metalurgia, a cura. Sabe o que acontece? Mais tecnologia, mais segurança e conforto. Então surgem mais pessoas e as aldeias viram cidades.
Composta por fazendeiros (Pagãos? Camponeses?) foram os grandes inventores da humanidade pois a vida fixa na terra permitia a reflexão sobre as questões práticas da existência. Quando temos segurança em todos os aspectos de nossa vida ganhamos tempo ocioso. Com este tempo pensamos em modos práticos de melhorar o que já está bom: o cálculo, a escrita, a agricultura e suas ferramentas, a metalurgia, a cura. Sabe o que acontece? Mais tecnologia, mais segurança e conforto. Então surgem mais pessoas e as aldeias viram cidades.
Neste berço esplêndido supõe-se floresceu uma religião matrifocal, se não matriarcal, dirigida à terra e a sua manutenção. Há quem sustente que no neolítico vivemos o período da Religião da Deusa.
Mas como tudo que bom só dura algumas centenas de anos, tribos do norte, os chamados indo-europeus, ocuparam pela coerção estas regiões e se estabeleceram em definitivo. Era o fim da paz na terra entre os povos de boa vontade. Como a vida é cíclica, a gente sempre vê as coisas acontecerem de novo e de novo.
Ocupe seu lugar no espaço
Tal-qual os povos invasores da Antiga Europa, durante décadas assistimos os morros cariocas e as favelas paulistas serem tomadas por um novo tipo de conquistador no espaço deixado pelo Estado. Lembre-se que a natureza detesta espaços vazios e que se há um vácuo de poder ele TEM que ser ocupado, seja pelo poder do Estado, a organização do cidadão ou a ação criminal.
Seja no Complexo do Alemão, na praça perto de sua casa, aquele terreno baldio ou casa abandonada, o espaço nunca fica vago por muito tempo. Então cabe a uma destas três forças (O Estado, o cidadão ou o crime) a ocuparem, sendo que só duas delas possuem o monopólio da violência. A guerra de ocupação que testemunhamos pela tevê ou mesmo ao vivo (Deusa, se compadeça destas pessoas) é uma amostra do que acontece quando a organização popular deixa seu mundo à deus-dará.
Que Têmis restabeleça a ordem quando as Erínias cumprirem seu papel. Caso queira fazer um pedido especial a elas, vou lhe dar um combustível emocional.
sábado, 4 de setembro de 2010
ORDEM NA VIDA
Olá, gente!
Sabem, conversando com alguns amigos e amigas percebi uma coisa interessante. As vidas dessas pessoas estão entrando nos eixos, seja através de um novo emprego, ou compra da casa própria ou através da posse de algum outro bem mais durável. As vidas destas pessoas, como o mundo ao nosso redor, deixam finalmente a aridez do Inverno e embarcam na Primavera e suas promessas.
Mas a Primavera é isso, é a Promessa do Fruto. As flores estão aí mas elas são tão frágeis! Ainda tem muito chão pela frente e é preciso manter a mão firme no sonho. Empregos novos se sustentam através de envolvimento. Casas novas necessitam de reformas e ajustes. A vida não vem pronta, mas precisa ser trabalhada sol a sol.
Apolo
Falando em Sol, impossível não citar Apolo e sua luz que esclarece tudo, senhor da Razão e das estradas romanas que inspiraram o nascimento de cidades que ainda brilham em nossa civilização.
A manutenção do sonho do qual nascerá o fruto depende justamente desta clareza que o Deus nos oferece. Será através desta visão acertada que venceremos os obstáculos. Muitos problemas, aliás, nascidos de nossos próprios pontos obscuros. Receber as bençãos e não estar preparado para elas é desperdício. Minha experiência diz isso, sabem? Já perdi boas oportunidades simplesmente porque a chance apareceu e eu não estava preparado. Não cometam este erro.
Tire a tralha
Não é à toa que a Primavera é a época da limpeza, de dar embora o que não serve. Temos que correr leves, ter as ferramentas à mão para o momento certo. Velhos valores e amores já não nos cabem mais. A filha de Deméter que desceu ao Hades não é a mesma que sobe.
Então ponha ordem na sua vida. Abra cada porta de garagem, quarto, guarda-roupa. Cada gaveta, pasta, mochila, bolsa e carteira e se pergunte: isto ainda me serve? É uma boa recordação? É o tipo de coisa que quero ver em minha biografia? Se a resposta for não, limpe o item energeticamente, zerando-o de sua energia pessoal, e DOE! E se não for mais usável, RECICLE! Muitos lugares recebem todos os tipos de itens em bom estado como doação.
O Mercatudo das Casas André Luiz é um bom exemplo disso há anos. Conheci o lugar através de meu antigo emprego, onde consertava e vendia máquinas de escrever. Não raro encontrava lá máquinas em razoável estado de conservação que precisavam apenas de uma reforma para voltarem aos dedos dos poetas da cidade. É uma excelente opção para descartar os itens que já não lhe servem mais, mas que podem ser úteis a outras pessoas. E ainda ganhar um dinheiro!
Se vai doar ou comprar, entre em contato.
Ps: Comentei em outro texto sobre a Limpeza como elemento corretivo do ponto de visto energético. Para se combater energias negativas em um ambiente, nada como começar pela Limpeza Física: arrume, pinte, limpe!
Se vai doar ou comprar, entre em contato.
Ps: Comentei em outro texto sobre a Limpeza como elemento corretivo do ponto de visto energético. Para se combater energias negativas em um ambiente, nada como começar pela Limpeza Física: arrume, pinte, limpe!
Plutão recomenda prudência
Falando em vida financeira, e a grana? Quanto você ganha? Quanto deve? Quanto tem no banco? Gasta mais do que ganha? Com o que? Vale a pena? Dá para gastar menos ou ganhar mais? Pense! Ponha as coisas em dia. Mago é aquele que já está no lugar quando a oportunidade aparece.
Plutão, que guarda em seu reino os grandes tesouros da terra, recomenda que você seja senhor e senhora de suas riquezas, e não outras pessoas. Parece óbvio dizer isso mas países inteiros não dominam suas próprias reservas naturais. Coloque rédeas em sua carteira.
Aliás, recomendo uma leitura interessante no blog Dinheiro Consciente. Título auto-explicativo, rs!
Aliás, recomendo uma leitura interessante no blog Dinheiro Consciente. Título auto-explicativo, rs!
O novo só se estabelece quando o velho finalmente vai embora!
Recicle sua vida!
Saúde, amizade, liberdade.
sábado, 26 de junho de 2010
SELENE

Hoje foi um dia complicado no emprego. Caótico mesmo! Talvez porque fosse dia de jogo da Seleção Brasileira, que perdeu para Portugal (Como? Empatou? Jogar com Portugal em uma copa e empatar é o mesmo que perder!).
Ou talvez porque fosse Lua Cheia.
Bando Lunático
A influência da Lua sobre a Terra é profundamente conhecida aos que moram nas regiões litorâneas. E há muito as mulheres marcam ou mesmo regulam seu ciclo menstrual banhando à sua luz.
Mas contam os policiais e médicos que nas noites de Lua Cheia coisas estranhas acontecem nas cidades. Que as pessoas perdem a razão com mais facilidade, que ficam um tanto mais confusas... Lunáticas!
Será que foi isto que aconteceu hoje? Ou será que é apenas uma maneira da Lua chamar a atenção para si, nos fazendo parar por algum tempo, acalmar o coração e contempla-la?
Ciclos
Temos esta vida tão linear, apolínea, onde os dias se somam e só percebemos a diferença através de calendários e das cores de gravatas que, quando nos damos conta, já é o fim. Fim do dia, da semana, do mês, do ano, da vida.
Sem os ciclos como os da Lua, nossa vida é uma rotina.
E deve ser por isso que ela me acordou e me levou a janela para observa-la. "Ei, psiu! Vem aqui me ver", disse ela em meus sonhos.
Selene
Selene é uma Deusa antiga, antes dos olímpicos, filha de Hipérion, o Sol, e Téia, Deusa da Luz. Ela, como outras divindades lunares, é amiga dos pastores pois com sua luz noturna avisa sobre a presença de animais selvagens ou ladrões que se lançam sobre os rebanhos.
Contam os Antigos que Selene certa vez se enamorou com um deles, Endymion. Juntos tiveram muitos filhos. Mas Endymion tinha um defeito: era mortal. Para tê-lo sempre ao seu lado, Selene usou um artifício interessante, fazendo-o dormir eternamente e assim conserva-lhe a juventude e a vida. Não é lindo o amor?
E após banhar-me em sua luz e imaginar se outras pessoas também A namoraram hoje, dedico a Selene este texto na esperança dela também deixa-me dormir para que eu tenha minha beleza preservada! Rs!
Saúde, amizade, liberdade!
S. Thot.
Ps: Ah, se gostou deste, visite também outros pensamentos meus sobre a Lua.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
DE PROFUNDIS

"As portas de Durin, Senhor de Moria. Fale, amigo, e entre." Senhor dos Anéis, A Sociedade do Anel - J. R. R. Tolkien
As cavernas, assim como as florestas, são parte integrante do imaginário pagão, se não da humanidade, há muito tempo. Como a Caverna de Cristal, onde Merlin se refugiou, ou a entrada de Moria, na obra de Tolkien.
Ou a obra de Oscar Wilde, que inspirou o título desta blogagem. O livro De Profundis foi escrito durante o período em que Wilde esteve na prisão por sentir o amor que não ousa dizer seu nome.
Platão, em sua obra A República, usou-a como elemento fundamental para ilustrar o desejo dos homens de descobrir a verdade sobre si e sobre o mundo que os cerca: o Mito da Caverna.Como seria a projeção das imagens
As cavernas são vistas em muitas culturas como a saída do útero da terra, de onde a vida brota. E também são a entra dos Mundos Subterrâneos dos mortos.
Sejam naturais ou escavadas e incluindo aí os iglus, foram as nossas primeiras casas. Nelas contamos nossos sonhos, nossos mais profundos anseios. Como foram as mundialmente conhecidas pinturas de Lascaux, na França. Ou do Vale do Tejo, em Portugal. E no Brasil, no Parque Nacional da S
A cena reproduzida ao lado é uma provável ilustração de um parto, encontrado no Parque da Serra da Capivara.
Guardadas as devidas proporções, esses ambientes são parte de nossa Terra Santa. Ao menos para aqueles que não se incomodam com a vida natural, que conseguem sobreviver longe do ar-condicionado, da luz artificial e da vida moderna.
Mas soube através de um blog amigo, o Alta Sacerdotisa, de um projeto do governo em mudar as regras ambientais referentes ao manejo das cavernas do país para o benefício do desenvolvimento industrial.
Recomendo uma leitura do texto de nossa amiga Gaia Lil e tomar ciência do impacto que isso terá na relação que temos com a biodiversidade do planeta.
E como estou a recomendar blogs, leiam também o Universo Eco-Feminino, com a postagem sobre a celebração na gruta de Maria Madalena, na França. E aqui neste link uma matéria interessante disponibilizada pelo UOL Mais:
"A gruta de Santa Maria Madalena se tornou um lugar de peregrinação cristã conhecida.
Sao aproximadamente 1,5 km até a gruta, uma caminhada fantastica pela floresta de Sainte Baume."
Das profundezas a Natureza clama por ajuda.
Post scriptum
Apaixone-se vendo os vídeos do documentário feito pela BBC. São de arrepiar.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
MÁTRIA

Pátria-mãe não é um termo estranho? Se a pátria é mãe, a geradora, então devia se chamar mátria, que é muito mais coerente em termos linguísticos. Só que chama-la de mátria incorreria em alguns problemas no consciente coletivo da nação. Afinal quem mais usa o errôneo termo são militares e políticos. E pátria envolve algo de bélico, de guerreiro. De patrão.
Terra Arrasada
As pátrias são organismos curiosos na geopolítica mundial. Nasceram para expandir seu território e invadir as outras pátrias. Mas uma mãe deseja que seus filhos saiam por aí para morrer em prol de desejos expansionistas de velhos decrépitos? Ela quer nutri-los e cuidar de sua vida pacata. Não se planta e colhe numa terra devastada, e são justamente os pobres, camponeses, os caipiras que primeiro perdem na ocupação. Seja pela invasão do exército inimigo, seja pela tática de "terra arrasada" que se implementa durante a fuga da guerra.
Uma mãe deseja que seus campos se cubram de flores e grãos, não de sangue dos mais jovens. Uma mãe ama os seus e os dos outros também, e divide o prato porque conhece a fome e a privação de todos os tipos.
Uma mãe deseja que seus filhos tenham orgulho sim, mas não o que nasceu da morte e da destruição. Há batalhas onde a honra pode ser evocada e que não envolvem a morte de milhares, destruição de florestas por agente laranja ou bombas inteligentes que acertam ônibus com crianças.
Todas as Mães são Uma
Uma mãe tem interesse na vida e na continuidade dela, seja na sua casa ou na alheia. Não é à toa de a Deusa dos bretões é a própria ilha, a Bretanha. Não é à toa que Ísis é o trono, a terra, a nação. E o faraó se submetia a ela se quisesse governar. Não é à toa que na obra de Ariano Suassuna "O Auto da Compadecida", Maria intercede por todos. No final, todas as mães se reconhecem. Todas as mães se tornam uma só.
Não é à toa que se coloca a mãe no meio da pátria quando esta é atacada. Pois ninguém gosta de guerra, mas quando se mexe com a Mãe todos pegam em armas. Pais adoram uma disputa. Mães preferem sentar e bater um bom papo para resolver os problemas pois só com entendimento entre as casas é possível fazer o que é realmente útil: viver.
É por causa destes fatos que não quero pátria, quero mátria.
Na mátria não lutamos pela honra, mas para que todos tenham dignidade.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
DO ENTUSIASMO
Entusiasmo (do grego en + theos, literalmente 'em Deus') originalmente significava inspiração ou possessão por uma entidade divina ou pela presença de Deus. Atualmente, pode ser entendido como um estado de grande euforia e alegria, refletindo em uma consequente coragem. Uma pessoa estusiasmada está disposta a enfrentar dificuldades e desafios, não se deixando abater e transmitindo confiança aos demais ao seu redor. O entusiasmo pode portanto ser considerado como um estado de espírito otimista. Fonte Wikipedia
Mas a gente presta atenção demais nas coisas erradas. Dizemos por aí uma mentira: que a humanidade é essencialmente má. Isto é uma bobagem. E por conta disso perdemos o Deus Dentro de Nós, essa força incrível que vive guardada. E achamos que tudo é "assim mesmo", que o eco de nossas palavras não repercutem em nada. Então não nos animamos, não recebemos o Sopro Divino que nos faz realizar coisas extraordinárias. E, ironia das ironias! É justamente nessa hora que passamos a nos ouvir, quando não temos mais ninguém a quem recorrer. Nesta hora encontramos o Divino em nós.
Não consigo lembrar de melhor analogia para o entusiasmo que Psiquê.
Psiquê
Psiquê amava Eros mas não podia vê-lo sob a pena de coisas terríveis acontecerem. Mas contrariando a ordem e induzida pelas irmãs ciumentas ela o espia e não gosta do que vê e perde seu grande amor. Como penitência, precisa realizar diversos trabalhos inclusive o de descer ao mundo dos Mortos.
A Alma é assim: inocente até tomar noção da realidade que a cerca e então aquilo que ela tinha de mais puro se esvai como areia entre os dedos entreabertos. Como Psiquê, algo em nós precisa morrer quando percebemos o mundo como ele é.
Na nossa vida social, apesar das melhores intenções, somos expostos as mesquinharias de alguns indivíduos (as irmãs?) que nos conduzem ao abismo por conta de nossa própria curiosidade ou inexperiência. Devemos fazer disso uma oportunidade, porém, pois lamentar já não adianta.
Está na Carga da Deusa:
Mantenhais puro vosso mais elevado ideal;
empenhai-vos sempre na sua direção;
não deixais nada parar-vos ou desviar-vos.
Pois minha é a porta secreta que se abre sobre a Terra da Juventude e minha é a taça do vinho da vida e o Caldeirão de Cerridwen, que é o Graal Sagrado da imortalidade.
empenhai-vos sempre na sua direção;
não deixais nada parar-vos ou desviar-vos.
Pois minha é a porta secreta que se abre sobre a Terra da Juventude e minha é a taça do vinho da vida e o Caldeirão de Cerridwen, que é o Graal Sagrado da imortalidade.
Levanta e Luta
Mantenha viva a Divindade dentro de si. Gostaria de dizer-lhe que será fácil, que as pessoas fazem sempre boas ações e que terá uma existência tranquila. Mas seria mentira. Porém posso lhe garantir que somente o início é pesado devido a própria inexperiência. Após algum tempo e tropeços aprendemos a andar na escuridão até voltarmos novamente aos dias claros.
E nem podemos nos abster de viver, de nos arriscar, de sentir o mundo que se abre a cada dia.
A medida que os esforços são reconhecidos, ganhamos mais e mais vivência e sejamos sinceros, a Deusa dividirá a nossa carga com Ela. Seja uma pessoa simples e siga leve. Descanse enquanto trabalham e trabalhe enquanto descansam. Seja objetivo e franco.
Como as borboletas.
Sergio Thot.
sábado, 22 de agosto de 2009
DA LIMPEZA

Algumas pessoas me perguntam como realizar uma limpeza energética em suas casas. Não raro estas questões envolvem uma presença espiritual não desejada no ambiente. A primeira pergunta que eu faço é: tem bagunça? Se há bagunça no ambiente físico, por que não haveria no espiritual?
Sempre, em todos os campos de nossa vida, mesmo a espiritual, devemos lidar com a Razão & Sensibilidade para a solução de dificuldades. E até mesmo para evita-las.
Então vamos usar primeiro da Razão para solucionar o problema.
Coisas velhas
Parto primeiro do mundo físico antes de lidar com o espiritual. Então eu verifico como é a casa das pessoas em questão. Se é desorganizada, com móveis velhos/quebrados/sem uso, recomendo trocar ou reformar ou mesmo dar embora.
Ambiente caótico
Roupas pelo chão? Pia cheia de louça? Dê um jeito de manter tudo arrumado. Cada coisa em seu lugar, um lugar para cada coisa. Isso vale para coisas menores como carteiras, bolsas, mochilas. Nada de bagunça em lugar nenhum.
Mais luz!!!!
Ambientes escuros, cantos cegos, cores opacas nas paredes... Deve-se fazer o máximo para trazer luz e alegria ao ambiente com cores quentes e claras. Luminárias, abajures, pintura nas paredes ajudam bastante. Quadros com motivos alegres dão um toque especial.
Chega de mofo!
Entramos agora em coisas mais estruturais. Se há mofo então o ambiente não é ventilado ou iluminado o suficiente, e se deve buscar soluções para isso. A casa, tal qual o planeta, é um ambiente vivo para um pagão e assim deve ser tratado. A casa não pode ser insalubre pois tanto ela quanto seus ocupantes ficam doentes.
Telhas transparentes, exaustores de teto, resolução de vazamentos e infiltrações e outras soluções mais invasivas devem ser pensadas.
Limpeza pura e simples
Como quase sempre não conheço a casa e os ocupantes, quando eu chego nesta parte talvez eu fale o óbvio, mas limpeza pesada semanalmente (dependendo do número de ocupantes) e uma limpeza superficial diária não são exageros.
Lembrando que tudo isso não deve ser feito só porque é preciso. Necessita-se também que a pessoa faça ou participe destas ações com intenção, visualizando a solução deste problema mais profundo, desejando a vitória da harmonia. Sem intenção, sem fé, pode não funcionar.
Somado a tudo isso entra uma intervenção da Sensibilidade.
Você é o autor e ator
Pergunte-se: será que eu deixei a porta aberta? Como é a minha vida? É saudável? O que entra e sai de minha boca são bençãos ou maldições? Eu tenho uma perspectiva boa da realidade? Meus alimentos físicos, mentais, culturais, emocionais, religiosos me nutrem ou me minam? Qual é o meu papel nisso?
Não raro é o ocupante e não a casa o motivo da desarmonia. Nós a trazemos e a mantemos graças a pensamentos & ações nocivas. Identificar e eliminar de vez estes "focos de incêndio espiritual" é de uma urgência absurda.
Como é sua vida?
Se compararmos a presença como uma visita que demorou demais, nós demos até aqui todos os sinais de que nossas vidas devem trilhar direções separadas. Mas se a questão persiste, pedimos uma intervenção mais incisiva do Divino em um ritual apropriado. E sinto que ninguém melhor para interceder por nós que Perséfone (Salve, minha Senhora!), Rainha do Submundo.
Chame pelo Divino
Pede-se a Ela que leve consigo esta presença para o Outro Lado e que lá ela siga seu caminho. Que na casa já não há mais espaço e que a presença já se torna perturbadora. Presenteie a Deusa com seus objetos e frutos preferidos. Ore a Ela para que Seu manto cubra a casa, protegendo-a. E que quando o retirar, que leve consigo tudo o que não for de Nosso Mundo.
Chame sua Comunidade
Criou-se um mito, uma ideia errônea de que o caminho wiccano é solitário. Como pode existir uma religião de gente solitária se religião é religare? Religião se vive em comunidade e comunidade é para ajudar e se ajudar quando a coisa aperta.
Se não tiver forças para combater sozinho uma ameaça, convide sua comunidade para ajudar. Faça de sua casa um lugar sagrado, de devoção, de Amor e de Paz. Aproveita a chance e restabeleça laços rompidos com outros membros do lar. Perdoe e aceite o perdão. Solidifique os vínculos com a família e amigos. Espalhe a harmonia e peça ajuda para a Deusa nisso.
Ela atenderá! Que Assim Seja!
Um endereço interessante para se obter receitas de saúde do lar é o Casa Claridade. Eu recomendo a visita.
Outro blogue interessante é o Além do Físico. O texto em si fala de algo que esqueci de mencionar aqui: é melhor prevenir do que remediar.
Sergio Thot
Sempre, em todos os campos de nossa vida, mesmo a espiritual, devemos lidar com a Razão & Sensibilidade para a solução de dificuldades. E até mesmo para evita-las.
Então vamos usar primeiro da Razão para solucionar o problema.
Coisas velhas
Parto primeiro do mundo físico antes de lidar com o espiritual. Então eu verifico como é a casa das pessoas em questão. Se é desorganizada, com móveis velhos/quebrados/sem uso, recomendo trocar ou reformar ou mesmo dar embora.
Ambiente caótico
Roupas pelo chão? Pia cheia de louça? Dê um jeito de manter tudo arrumado. Cada coisa em seu lugar, um lugar para cada coisa. Isso vale para coisas menores como carteiras, bolsas, mochilas. Nada de bagunça em lugar nenhum.
Mais luz!!!!
Ambientes escuros, cantos cegos, cores opacas nas paredes... Deve-se fazer o máximo para trazer luz e alegria ao ambiente com cores quentes e claras. Luminárias, abajures, pintura nas paredes ajudam bastante. Quadros com motivos alegres dão um toque especial.
Chega de mofo!
Entramos agora em coisas mais estruturais. Se há mofo então o ambiente não é ventilado ou iluminado o suficiente, e se deve buscar soluções para isso. A casa, tal qual o planeta, é um ambiente vivo para um pagão e assim deve ser tratado. A casa não pode ser insalubre pois tanto ela quanto seus ocupantes ficam doentes.
Telhas transparentes, exaustores de teto, resolução de vazamentos e infiltrações e outras soluções mais invasivas devem ser pensadas.
Limpeza pura e simples
Como quase sempre não conheço a casa e os ocupantes, quando eu chego nesta parte talvez eu fale o óbvio, mas limpeza pesada semanalmente (dependendo do número de ocupantes) e uma limpeza superficial diária não são exageros.
Lembrando que tudo isso não deve ser feito só porque é preciso. Necessita-se também que a pessoa faça ou participe destas ações com intenção, visualizando a solução deste problema mais profundo, desejando a vitória da harmonia. Sem intenção, sem fé, pode não funcionar.
Somado a tudo isso entra uma intervenção da Sensibilidade.
Você é o autor e ator
Pergunte-se: será que eu deixei a porta aberta? Como é a minha vida? É saudável? O que entra e sai de minha boca são bençãos ou maldições? Eu tenho uma perspectiva boa da realidade? Meus alimentos físicos, mentais, culturais, emocionais, religiosos me nutrem ou me minam? Qual é o meu papel nisso?
Não raro é o ocupante e não a casa o motivo da desarmonia. Nós a trazemos e a mantemos graças a pensamentos & ações nocivas. Identificar e eliminar de vez estes "focos de incêndio espiritual" é de uma urgência absurda.
Como é sua vida?
Se compararmos a presença como uma visita que demorou demais, nós demos até aqui todos os sinais de que nossas vidas devem trilhar direções separadas. Mas se a questão persiste, pedimos uma intervenção mais incisiva do Divino em um ritual apropriado. E sinto que ninguém melhor para interceder por nós que Perséfone (Salve, minha Senhora!), Rainha do Submundo.
Chame pelo Divino
Pede-se a Ela que leve consigo esta presença para o Outro Lado e que lá ela siga seu caminho. Que na casa já não há mais espaço e que a presença já se torna perturbadora. Presenteie a Deusa com seus objetos e frutos preferidos. Ore a Ela para que Seu manto cubra a casa, protegendo-a. E que quando o retirar, que leve consigo tudo o que não for de Nosso Mundo.
Chame sua Comunidade
Criou-se um mito, uma ideia errônea de que o caminho wiccano é solitário. Como pode existir uma religião de gente solitária se religião é religare? Religião se vive em comunidade e comunidade é para ajudar e se ajudar quando a coisa aperta.
Se não tiver forças para combater sozinho uma ameaça, convide sua comunidade para ajudar. Faça de sua casa um lugar sagrado, de devoção, de Amor e de Paz. Aproveita a chance e restabeleça laços rompidos com outros membros do lar. Perdoe e aceite o perdão. Solidifique os vínculos com a família e amigos. Espalhe a harmonia e peça ajuda para a Deusa nisso.
Ela atenderá! Que Assim Seja!
Um endereço interessante para se obter receitas de saúde do lar é o Casa Claridade. Eu recomendo a visita.
Outro blogue interessante é o Além do Físico. O texto em si fala de algo que esqueci de mencionar aqui: é melhor prevenir do que remediar.
Sergio Thot
terça-feira, 14 de julho de 2009
DA ALMA

"(...)Andou por vários dias até alcançar uma gruta, no interior da qual descortinou-se uma fenda que conduzia ao reino de Plutão. Munida somente de sua coragem, Psiquê penetrou nos escuros labirintos da morada dos mortos."
Cupido e Psiquê, retirado da obra As 100 melhores Histórias da Mitologia, de Franchini e Seganfredo
Alma, ou psy·khé em grego, é uma palavra de infinitas significações. Uma delas nos sussurra que é graças a alma, por exemplo, que ficamos agitados, vivos... ou animados!
Quando temos alma, estamos vivos no pleno sentido da palavra, absorvendo e exalando ar, segundo após segundo. A respiração que sempre foi um dos indicadores que nós não passamos para o Outro Lado. Segundo o mito dos povos do Oriente Médio, a vida nos foi dada pelo sopro.
A simbologia que mais gosto é a da borboleta. Creio que existem poucos seres que retratam a metamorfose de maneira tão bela e clara. Primeiramente vemos um ser disforme, às vezes venenoso, cuja a vida é comer e defecar. O tempo passa e ele fica maior e mais voraz, mas nos acostumamos a tê-lo ali. É parte da paisagem.
Certo dia nos damos conta de que ele não só parou de comer como também não se movimenta mais. E que em torno de seu corpo uma fina camada de seda se forma. Se fora fácil esquecer de um ser que se movimentava e comia tudo em seu caminho, imagina então agora que ele sumiu, submergia em si mesmo? Passada uma leve curiosidade inicial, deixamos aquele casulo de lado e tocamos a vida.
Ah, mas é tudo ilusão. Se formos bons observadores veremos, em um dia quente e bonito de sol, que aquela coisinha de seda que estava no canto da janela se mexeu. E mais: Há algo que lá dentro luta para estirar suas asas à luz da manhã. E então elas saem de seus casulos aos milhares, seja para um passeio em seu quintal ou para atravessar um continente. E tudo para achar outras almas, assim como fez Psiquê.
Gosto de pensar que, periodicamente, somos esses seres, que nascem e renascem de tempos em tempos. Seres que romperam com atos inúteis, ciclos viciosos, pensamentos nocivos e acorrentadores, e se cederam ao novo e ao belo, finalmente. Para o mundo elas são jovens, recém-nascidas do casulo. Mas só a Deusa sabe o quanto elas caminharam dentro de si para ganhar asas!
E só a partir disso, quando finalmente emergem plenos em sua vitalidade e leves, é que vão em busca do Amor.
Pensem nisso.
Cupido e Psiquê, retirado da obra As 100 melhores Histórias da Mitologia, de Franchini e Seganfredo
Alma, ou psy·khé em grego, é uma palavra de infinitas significações. Uma delas nos sussurra que é graças a alma, por exemplo, que ficamos agitados, vivos... ou animados!
Quando temos alma, estamos vivos no pleno sentido da palavra, absorvendo e exalando ar, segundo após segundo. A respiração que sempre foi um dos indicadores que nós não passamos para o Outro Lado. Segundo o mito dos povos do Oriente Médio, a vida nos foi dada pelo sopro.
A simbologia que mais gosto é a da borboleta. Creio que existem poucos seres que retratam a metamorfose de maneira tão bela e clara. Primeiramente vemos um ser disforme, às vezes venenoso, cuja a vida é comer e defecar. O tempo passa e ele fica maior e mais voraz, mas nos acostumamos a tê-lo ali. É parte da paisagem.
Certo dia nos damos conta de que ele não só parou de comer como também não se movimenta mais. E que em torno de seu corpo uma fina camada de seda se forma. Se fora fácil esquecer de um ser que se movimentava e comia tudo em seu caminho, imagina então agora que ele sumiu, submergia em si mesmo? Passada uma leve curiosidade inicial, deixamos aquele casulo de lado e tocamos a vida.
Ah, mas é tudo ilusão. Se formos bons observadores veremos, em um dia quente e bonito de sol, que aquela coisinha de seda que estava no canto da janela se mexeu. E mais: Há algo que lá dentro luta para estirar suas asas à luz da manhã. E então elas saem de seus casulos aos milhares, seja para um passeio em seu quintal ou para atravessar um continente. E tudo para achar outras almas, assim como fez Psiquê.
Gosto de pensar que, periodicamente, somos esses seres, que nascem e renascem de tempos em tempos. Seres que romperam com atos inúteis, ciclos viciosos, pensamentos nocivos e acorrentadores, e se cederam ao novo e ao belo, finalmente. Para o mundo elas são jovens, recém-nascidas do casulo. Mas só a Deusa sabe o quanto elas caminharam dentro de si para ganhar asas!
E só a partir disso, quando finalmente emergem plenos em sua vitalidade e leves, é que vão em busca do Amor.
Pensem nisso.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
DO INOMINÁVEL

Existe algo dentro e fora de mim que não posso nomear. Algo que só posso sentir sem poder dar-lhe uma forma, uma voz. É o Mistério, algo a ser vivenciado antes de ser descrito ou provado. Diante deste Inominável nos sentimos minúsculos, o que geral um nó na garganta difícil de desatar. As pernas fraquejam e o coração bate tal qual um tambor dentro do peito.
Não nego que dar-lhe um rosto familiar que possa interceder entre o Absoluto e meu sentimento de assombro. Muitos querem provar ou não a existência do Divino, como se fosse possível. Pois não é. O Divino não existe. Talvez você imagine isto como heresia, mas eu vou explicar.
O que é existir?
A existência e sua comprovação é um saber cientifico. O ser existente é algo que vive em nosso real, que pode ser pesado, medido, saboreado, visto, ouvido, algo com que podemos nos relacionar diretamente e manter um comunicação. E o Divino não pode fazer nenhuma destas coisas. O Divino interage conosco em nível mais sutil.
É como estar apaixonado, sabe? Quem pode dizer ou provar que está apaixonado? Como medir o tamanho do amor? O amor não tem proporções e nem há ninguém que possa provar ou não sua existência. No entanto centenas de pessoas afirmam seguramente que o conhecem? Como é possível?
Experimente
Ter contato com o Divino é como o Amor: é preciso viver o momento. É preciso experienciar. Sem a experiência é impossível falar tanto de amor assim como do Divino. Só quem a vive sabe da dor e da delícia de estar imerso nestas sensações.
Para acessar o Divino não basta o conhecimento dos livros, mas também de fé. A fé nasce e mantém através dos ritos, dos sabás e esbás, da comunidade. Sem estes elementos a fé não se mantém, nem o grupo. Tudo está interligado.
Se você vive, você sabe.
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