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terça-feira, 10 de agosto de 2010

CONSAGRANDO OBJETOS MÁGICOS

Em complemento da postagem A Arte de Manejar o Pêndulo, escrevo sobre a Consagração de Objetos Mágicos. Mas antes vamos à conceitualização.


O que é Consagração?

Consagração é tornar algo ou alguém sagrado. É retirar um objeto, animal ou pessoa do estado mundano e oferecer seus serviços ao Divino. Tenho para mim que, se quero tornar algo sagrado, eu e minha vida também têm que sê-lo. É sobretudo a minha crença e a minha autoridade no agir e falar que tornam algo ou alguém sagrados. Percebe isso?


O que é Limpeza?

Limpeza é discriminação, é fazer o julgamento do que serve e do que não serve em nossa vida e descartar, separar o que não presta de modo eficaz.


O que são Objetos Mágicos?

São objetos limpos e consagrados que usamos em rituais e práticas de cunho espiritual. Podem ser bastões (cajados), punhais (espadas), cálices (caldeirões), pratos, pêndulos, castiçais, livros, pequenas mesas, incensários, vestes etc. Não só a consagração torna algo mágico, mas também (e principalmente) o uso constante do objeto; e a nossa crença de que um pouco da Essência Divina mora nele através de nossa manipulação.


No blog Além do Físico, o ciberamigo Hudson oferece os conceitos básicos dos Objetos Mágicos. Sugiro uma visita.




A Ferramenta no Imaginário


Os Objetos Mágicos de hoje nada mais são que ferramentas que usamos para nos contactar com o Divino. Desde o início dos tempos usamos de objetos para nossa sobrevivência física e intelectual. Primeiro para afastar os animais, promover segurança e conforto, como as pontas de flecha do povo Clóvis. Depois, para invocar e simbolizar autoridade sobre os homens, e até nos defender deles.


Mesmo os Deuses são representados usando ferramentas, como o martelo de Thor das terras do Norte e Hermes com seu caduceu. Sobre o caduceu e sua simbologia, mais uma vez recomendo o blog Além do Físico, do ciberamigo Hudson.

Os Deuses "modernos" também não abrem mão delas, como provam Batman e seu cinto de utilidades, e Capitão América com seu escudo. Para escrever este texto eu uso diversas ferramentas, como um sistema operacional e um computador ligado a internet.


As ferramentas que sustentam nossa vida também podem nos dar grandes dores de cabeça se mal usadas.


Quem Avisa Amigo É

Toda ferramenta possui um manual de uso e no mundo mágico isso não é diferente. Vejam o vídeo do Aprendiz de Feiticeiro que postei aí embaixo. É uma alegoria do que pode acontecer quando usamos nossas ferramentas de maneira inconsequente. Conheço algumas pessoas que ficam fascinadas com as tais "brincadeiras do copo" e abrem portas que não conseguem mais fechar sem ajuda.


Crer é essencial para um ritual de consagração funcionar. Se você tem dúvidas no ritual, terá dúvidas no uso de seu instrumento. Não adianta duvidar. Se é para fazer, decida-se e faça. Se chegou até esta linha com dúvidas, esqueça. Feche a página e procure outra coisa. Não é para você a informação que vem abaixo.

Ainda aqui? Certo. Se está decido, tudo bem. Então continuemos.


O Ritual

O ritual começa antes do ritual, costuma-se dizer. Sabe por que? Porque quando você imagina, coloca tudo para funcionar dentro de você. A busca de informação, a procura dos instrumentos, a escolha do local, sua limpeza, a visualização do ritual... O Universo já iniciou seu giro para lhe auxiliar em seu intento se sua vontade for forte.

Bem, todo o processo que vou lhe explicar dura cerca de 30 dias. Ah, pensou que seria fácil, um fast magic? Hahahahahahahahaha! Lamento! Esses dias serão divididos em quatro partes seguindo as lunações:

  • Lua nova: fase de descanso e ponderação sobre o que você fará. Exercícios de respiração e meditação são aconselháveis.
  • Lua crescente: elaboração do ritual, busca dos utensílios que serão consagrados, escolha do lugar a ser usado e realização de alguma preparação prévia como limpeza física.
  • Lua cheia: realização do ritual em si.
  • Lua minguante: data final para a eliminação de quaisquer resíduos do ritual e para registro dos acontecimentos caso tenha um Livro das Sombras. Nesta fase sonhos incomuns podem acontecer. Preste atenção neles!


Os passos principais de um ritual são:

A Limpeza Ritual varia conforme o material do qual é feito o objeto. Se são instrumentos de madeira por exemplo, pode-se usar defumação com varetas de incensos com propriedades purificadoras, como o beijoim.

Sente-se diante de um incenso aceso e segure o objeto acima da fumaça que dele é expelida. Mentalize que juntamente com a fumaça ascendem também energias indesejáveis que por ventura estariam no seu instrumento. Peça ao Divino, seja com palavras criadas antecipadamente ou nascidas do momento que interceda ao seu favor. 


A Consagração pode ser feita apresentando os objetos aos Deuses, pedindo-lhes que derramem sobre ele suas bençãos. Faça um voto de usa-lo corretamente e dar-lhe um fim honrado se o momento chegar. Saiba e sinta que neste momento a peça que tem nas mãos possui uma ligação íntima com você e que esta relação só aumentará à medida que ambos trabalharem juntos. 

Se trabalha em coven, peça aos demais membros do grupo que individualmente, ofereçam preces e boas-vindas ao item, seja com palavras previamente ensaiadas ou nascidas do momento.

Uma vez seguindo estes passos, considere seu Objeto Mágico consagrado.


Perceba que tão incluí textos sobre o como conduzir suas falas. Não acredito em "receitas de bolo", em modelo prontos onde o celebrante somente copia e cola a ideia. Então eu deixo para que você preencha esta lacunas com sua sensibilidade.


Leia também um excelente texto no blog Santuário Wicca, da ciberamiga  Hyvi, sobre o mesmo tema clicando AQUI.


A partir de outubro, aproveitando a maré mágica do mês das bruxas, farei uma série de textos sobre o assunto. Siga o link.

Dúvidas, comente!


Saúde, amizade, liberdade.

Sergio Thot.



Ps.: um assunto pouco comentado é o descarte de objetos consagrados, algo infelizmente comum entre alguns pagãos que, por motivos diversos, estão deixando a fé.


Recorro a história do Rei Arthur, no momento em que ele já não podia mais empunhar sua Excalibur. Sob suas ordens, ele pediu que a mágica espada fosse devolvida a Senhora do Lago. Um fim honrado a um instrumento que serviu ao seu propósito, não acha?


Usando este exemplo, e após uma limpeza energética de seu instrumento, minhas propostas são:


  • presentear outro pagão com o/os itens
  • enterra-los, queima-los ou devolve-los à água em um território que considere consagrado
Lógico que a segunda opção passa por diversas questões ambientais. Portanto vale calcular o tamanho de sua pegada ecológica para tomar a melhor decisão. E espero que tome decisões mais acertadas na sua vida na próxima vez antes de adquirir qualquer coisa.




sábado, 22 de agosto de 2009

DA LIMPEZA


Algumas pessoas me perguntam como realizar uma limpeza energética em suas casas. Não raro estas questões envolvem uma presença espiritual não desejada no ambiente. A primeira pergunta que eu faço é: tem bagunça? Se há bagunça no ambiente físico, por que não haveria no espiritual?

Sempre, em todos os campos de nossa vida, mesmo a espiritual, devemos lidar com a Razão & Sensibilidade para a solução de dificuldades. E até mesmo para evita-las.


Então vamos usar primeiro da Razão para solucionar o problema.



Coisas velhas

Parto primeiro do mundo físico antes de lidar com o espiritual. Então eu verifico como é a casa das pessoas em questão. Se é desorganizada, com móveis velhos/quebrados/sem uso, recomendo trocar ou reformar ou mesmo dar embora.


Ambiente caótico

Roupas pelo chão? Pia cheia de louça? Dê um jeito de manter tudo arrumado. Cada coisa em seu lugar, um lugar para cada coisa. Isso vale para coisas menores como carteiras, bolsas, mochilas. Nada de bagunça em lugar nenhum.


Mais luz!!!!

Ambientes escuros, cantos cegos, cores opacas nas paredes... Deve-se fazer o máximo para trazer luz e alegria ao ambiente com cores quentes e claras. Luminárias, abajures, pintura nas paredes ajudam bastante. Quadros com motivos alegres dão um toque especial.


Chega de mofo!

Entramos agora em coisas mais estruturais. Se há mofo então o ambiente não é ventilado ou iluminado o suficiente, e se deve buscar soluções para isso. A casa, tal qual o planeta, é um ambiente vivo para um pagão e assim deve ser tratado. A casa não pode ser insalubre pois tanto ela quanto seus ocupantes ficam doentes.

Telhas transparentes, exaustores de teto, resolução de vazamentos e infiltrações e outras soluções mais invasivas devem ser pensadas.


Limpeza pura e simples

Como quase sempre não conheço a casa e os ocupantes, quando eu chego nesta parte talvez eu fale o óbvio, mas limpeza pesada semanalmente (dependendo do número de ocupantes) e uma limpeza superficial diária não são exageros.


Lembrando que tudo isso não deve ser feito só porque é preciso. Necessita-se também que a pessoa faça ou participe destas ações com intenção, visualizando a solução deste problema mais profundo, desejando a vitória da harmonia. Sem intenção, sem fé, pode não funcionar.


Somado a tudo isso entra uma intervenção da Sensibilidade.


Você é o autor e ator


Pergunte-se: será que eu deixei a porta aberta? Como é a minha vida? É saudável? O que entra e sai de minha boca são bençãos ou maldições? Eu tenho uma perspectiva boa da realidade? Meus alimentos físicos, mentais, culturais, emocionais, religiosos me nutrem ou me minam? Qual é o meu papel nisso?

Não raro é o ocupante e não a casa o motivo da desarmonia. Nós a trazemos e a mantemos graças a pensamentos & ações nocivas. Identificar e eliminar de vez estes "focos de incêndio espiritual" é de uma urgência absurda.


Como é sua vida?

Se compararmos a presença como uma visita que demorou demais, nós demos até aqui todos os sinais de que nossas vidas devem trilhar direções separadas. Mas se a questão persiste, pedimos uma intervenção mais incisiva do Divino em um ritual apropriado. E sinto que ninguém melhor para interceder por nós que Perséfone (Salve, minha Senhora!), Rainha do Submundo.


Chame pelo Divino

Pede-se a Ela que leve consigo esta presença para o Outro Lado e que lá ela siga seu caminho. Que na casa já não há mais espaço e que a presença já se torna perturbadora. Presenteie a Deusa com seus objetos e frutos preferidos. Ore a Ela para que Seu manto cubra a casa, protegendo-a. E que quando o retirar, que leve consigo tudo o que não for de Nosso Mundo.



Chame sua Comunidade

Criou-se um mito, uma ideia errônea de que o caminho wiccano é solitário. Como pode existir uma religião de gente solitária se religião é religare? Religião se vive em comunidade e comunidade é para ajudar e se ajudar quando a coisa aperta.

Se não tiver forças para combater sozinho uma ameaça, convide sua comunidade para ajudar. Faça de sua casa um lugar sagrado, de devoção, de Amor e de Paz. Aproveita a chance e restabeleça laços rompidos com outros membros do lar. Perdoe e aceite o perdão. Solidifique os vínculos com a família e amigos. Espalhe a harmonia e peça ajuda para a Deusa nisso.


Ela atenderá! Que Assim Seja!

Um endereço interessante para se obter receitas de saúde do lar é o Casa Claridade. Eu recomendo a visita.


Outro blogue interessante é o Além do Físico. O texto em si fala de algo que esqueci de mencionar aqui: é melhor prevenir do que remediar.


Sergio Thot

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

DA CANDELÁRIA




"Estou dando a você a liberdade. Antes rompo o saco de água. Depois corto o cordão umbilical. E você está vivo por conta própria."


Do livro "Água Viva", de Clarice Lispector

Então chegou o tempo do retorno. A terra está fértil dos restos do Samhain e descansada após o Inverno. A semente que dormia agora retorna, animada pelo calor e pela umidade. Ela força a terra envolta mas ainda está na escuridão. Seu movimento em parafuso na noite do Submundo é prova de força.

Atravessamos a escassez e sobrevivemos novamente.

Neste dia rejubilamos com as Divindades, conosco e com a comunidade. E trocamos e dividimos comida e presentes. Porque a madrugada fria anuncia o sol, porque as nuvens se tornam cada vez mais pesadas, porque a fertilidade promete voltar a terra.


É tempo do regresso.


O Divino retorna da escuridão. Ele segue pelos portões e resgata suas vestes mágicas e recupera sua identidade. Mas depois de mergulhar no turbilhão renovador, no Caldeirão onde o Fim e Início se misturam, algo a mais vem com Ele.

Sua mente fervilhando. Existe agora um universo de direções. Neste terreno fértil suas ideias raízes se fixam e sugam com avidez os nutrientes do solo. É tempo de buscar a liberdade e experiências. Todas as ferramentas aguardam por este momento. Mas é preciso planejar bem!

Esteja preparado(a)!!!

Saúde, amizade, liberdade.


Ps.: E aqui estamos nós, comemorando a Candelária!

domingo, 21 de junho de 2009

DO YULE


Arquivo Pessoal


"É um mundo emaranhado de cipós, sílabas, madressilvas, cores e palavras - limiar da entrada de ancestral caverna que é o útero do mundo e dele vou nascer."


Do livro "Água Viva", de Clarice Lispector

Então chegou o tempo do descanso. Os vermes fizeram seu trabalho e tudo está desagregado. Amorfo, o solo recebe de volta os nutrientes tirados e aproveita a pausa entre as colheitas.

Nunca a fé fora tão necessária que agora. É tempo de resignação, de poupar energia, de racionamento. Exceto por um dia.

Neste dia renovamos os votos com as Divindades, conosco e com a comunidade. E trocamos e dividimos comida e presentes. Porque mesmo apesar da seca, do frio ou da fome, nossa esperança permanece, vela solitária na escuridão a iluminar o caminho.


É tempo do retorno ao Escuro.

O Divino mergulha na escuridão. Sua identidade ficou para trás e agora só resta o esquecimento, a pausa, o ponto mais baixo do pêndulo. Ele mergulha no turbilhão renovador, no Caldeirão onde o Fim e Início se misturam.

Sua mente está limpa e preparada. Existe agora um universo de possibilidades. O terreno onde elas podem nascer está fértil, pois está livre dos medos, dúvidas e ideias preconcebidas. Em breve novos planos nascerão deste terreno fértil onde a capacidade e a necessidade se encontram.

Esteja preparado(a)!!!

Saúde, amizade, liberdade.



Sergio Thot
Ps.: E aqui estamos nós, celebrando o Yule.

domingo, 26 de abril de 2009

DO SAMHAIN


"Na minha viagem aos mistérios ouço a planta carnívora que lamenta tempos imemoriais: e tenho pesadelos obscenos sob ventos doentios. Estou encantada, seduzida, arrebatada por vozes furtivas.

As inscrições cuneiformes quase ininteligíveis falam de como conceber e dão fórmulas sobre de como se alimentar da força das trevas. Falam de fêmeas nuas e rastejantes.

E o eclipse do sol causa terror secreto que no entanto anuncia um esplendor no coração. Ponho sobre os cabelos o diadema de bronze."


Do livro "Água Viva", de Clarice Lispector

Então chegou o tempo do caos. Sob a terra os talos e frutos não colhidos são devorados pelos vermes. A desordem impera nos campos. As formas se perdem, misturando à terra, ao útero.

Todos se perguntam: o que foi colhido será suficiente para os tempos que se seguem? Durará muito o período de seca? Quando éramos camponeses, este era um período de incertezas, onde só sabíamos que estávamos a mercê da Natureza a nossa volta.

Mas também era (e é) um tempo de fé, de entrega, de afirmação, de uma alegria dos corajosos que cantam em volta das fogueiras, batendo forte o pé no solo enquanto dançam para que saibam que ainda estão vivos e que lutarão para assim permanecer.


É tempo do retorno ao Escuro.


O Divino irromperá pelos portões da Noite Eterna e, a cada passo, se perderá de si mesmo, de sua identidade de seu ser, para mergulhar no turbilhão onde Fim e Início finalmente se misturam.

Então limpe sua mente das coisas passadas, olhe para dentro de sua casa e descarte o que não serve mais, finalize de uma vez suas pendências, comece a arrumar suas coisas pois estamos todos de partida.

Estamos sempre de partida para algum lugar, não?

Saúde, amizade, liberdade.

Ps.: E aqui estamos nós, celebrando o Samhain.



Saúde, amizade, liberdade.



S. Thot



sexta-feira, 13 de março de 2009

DA REUNIÃO



Após um longo período de reclusão temos a alegria de informar que nossos encontros periódicos voltarão a acontecer no Bosque Maia. Sempre aos domingos no Espaço Gilmar Lopes, às 14h00.

Nosso calendário, e links interessantes:

Os eventos são públicos e com autorização da prefeitura Municipal de Guarulhos. Lembrando que sempre pedimos um quilo de ração para cão ou gato aos participantes, afim de reverter a ONG de defesa animal Deixe Viver.

Menores, sempre com autorização escrita dos pais para participação. Se eles vierem, melhor ainda: é mais uma parede que se quebra!

Entrem em contato para maiores detalhes!

Saúde, amizade, liberdade!


S.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

DO INOMINÁVEL





Existe algo dentro e fora de mim que não posso nomear. Algo que só posso sentir sem poder dar-lhe uma forma, uma voz. É o Mistério, algo a ser vivenciado antes de ser descrito ou provado.
Diante deste Inominável nos sentimos minúsculos, o que geral um nó na garganta difícil de desatar. As pernas fraquejam e o coração bate tal qual um tambor dentro do peito.

Não nego que dar-lhe um rosto familiar que possa interceder entre o Absoluto e meu sentimento de assombro.
Muitos querem provar ou não a existência do Divino, como se fosse possível. Pois não é. O Divino não existe. Talvez você imagine isto como heresia, mas eu vou explicar.


O que é existir?

A existência e sua comprovação é um saber cientifico. O ser existente é algo que vive em nosso real, que pode ser pesado, medido, saboreado, visto, ouvido, algo com que podemos nos relacionar diretamente e manter um comunicação. E o Divino não pode fazer nenhuma destas coisas. O Divino interage conosco em nível mais sutil.

É como estar apaixonado, sabe? Quem pode dizer ou provar que está apaixonado? Como medir o tamanho do amor? O amor não tem proporções e nem há ninguém que possa provar ou não sua existência. No entanto centenas de pessoas afirmam seguramente que o conhecem? Como é possível?



Experimente

Ter contato com o Divino é como o Amor: é preciso viver o momento. É preciso experienciar. Sem a experiência é impossível falar tanto de amor assim como do Divino. Só quem a vive sabe da dor e da delícia de estar imerso nestas sensações.

Para acessar o Divino não basta o conhecimento dos livros, mas também de fé. A fé nasce e mantém através dos ritos, dos sabás e esbás, da comunidade. Sem estes elementos a fé não se mantém, nem o grupo. Tudo está interligado.

Se você vive, você sabe.

sábado, 20 de outubro de 2007

BELTANE

De Cecília Meirelles

"A VIDA só é possível
reinventada.

Anda o sol pelas campinas
e passeia a mão dourada
pelas águas, pelas folhas...
Ah! tudo bolhas
que vem de fundas piscinas
de ilusionismo... — mais nada.

Mas a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada.

Vem a lua, vem, retira
as algemas dos meus braços.
Projeto-me por espaços
cheios da tua Figura.
Tudo mentira! Mentira
da lua, na noite escura.

Não te encontro, não te alcanço...
Só — no tempo equilibrada,
desprendo-me do balanço
que além do tempo me leva.
Só — na treva,
fico: recebida e dada.

Porque a vida, a vida, a vida,
a VIDA só é possível
reinventada."


O Grupo Semente Sagrada lhe convida a participar de mais esta celebração.

Época de fazer alianças, juntar amigos, misturar a massa, ver pronta a obra.

O calor nos agita, com o Sol alto no céu, trazido pela carruagem dourada e seus cavalos selvagens! Na terra as plantas recebem suas primeiras chuvas, ainda tímidas.

No espiritual, Aqueles que se Foram Antes vivem suas primeiras aventuras em sua nova existência. Demeter e Perséfone encontram-se novamente e muitas são suas lágrimas de felicidade. Tantas que lavam a terra da aridez da solidão.

O fim não é real, mas a oportunidade de um novo começo, um melhor começo.

Para celebrar e render culto nós os convidamos novamente!

Não esqueçam de trazer um prato de doce ou salgado, um tecido para sentar, o cartão de pedidos e um item de seu ato mágico.

Usem uma peça da roupa nas cores Laranja, Verde ou Amarela para nos harmonizarmos com o período.

Bosque Maia - Espaço Gilmar Lopes

Domingo, 28 de outubro de 2007.
14h00

Encontro sob a Tenda do Bosque 15 minutos antes!!!

SEJAM BEM VINDOS!!!

Anne, Branwen, e S. Thot - Grupo Semente Sagrada
Visite nossa página no Orkut!

Este é um clássico da MPB, na voz da Gal, para cantar debaixo de chuva!

sábado, 22 de setembro de 2007

DO RITUAL PÚBLICO

Por S. Thot

Era uma tarde quente do início de março. O sol ardia sobre a pele e o ar, seco enquanto descia a rua Mãe dos Homens e cruzava a avenida Salgado Filho. Ao longe eu avistava árvores e ansiava por sua proteção. Meu rumo era o Bosque Maia, afim de preparar o encontro do dia 25, um domingo.

Cruzo o portão lateral e sinto a brisa fresca que traz cheiros de madeira e outros perfumes. Lavo o rosto, pescoço e braços no bebedouro do parque. Chego a administração e converso com os responsáveis, já velhos conhecidos. Tudo ok na documentação, faltando somente a assinatura do secretário de meio-ambiente. Há tempo hábil e não me preocupo.

Por curiosidade, olho a agenda de eventos do espaço Gilmar Lopes, local de nossos encontros há alguns anos, e constato que está quase vazia. Somente o Semente Sagrada usaria o espaço em março.

Ao sair, me encaminho até lá e subo os degraus de cimento, no mesmo lugar onde concentramos, onde posicionamos nosso altar. Observo as pessoas que descansam na pequena arquibancadas, com as árvores atrás e o céu nos protegendo. Então rápidas lembranças surgem.

Lembranças de rituais passados, de pessoas que sempre vejo e outros que desaparecem nas brumas do tempo. Lembranças de calores sufocantes ou ventos gélidos, de dias de chuva ou de céu limpo. Faz tantos anos... Lembrei de meus temores em expor aquilo que fazíamos entre quatro paredes ali, para o escrutínio público. Lembro do coração acelerado e do "seja o que a Deusa quiser", quando meus argumentos não surtiam efeito. Se fosse para dançar, que dancemos todos então. É curioso ver agora que somos parte da paisagem de tempos em tempos.

Penso nos pagãos que se reuniam no mesmo dia em outros locais do mundo. Penso nos que não podiam e não podem, por doença ou incapacidades de várias ordens (e oro por eles). Penso naqueles que o faziam à noite e em segredo, enquanto eu tenho apoio de minha cidade (e oro por eles). Penso naqueles que pegarão o bastão quando já não pudermos mais. Orarão por nós?

A barca solar ruma ao horizonte, levando consigo minhas orações. Que alcancem a todos.

"Sempre que um local tenha tido orações e desejos concentrados direcionados à ele, formasse um vértice elétrico que atrai para si uma força e que se torna por um tempo um corpo coerente que pode ser utilizado pelo ser humano.

É ao redor desses corpos de força que templos, locais de culto e, posteriormente, igrejas são erguidos; são cálices que recebem um derramamento cósmico focalizado em cada local específico."

Dion Fortune,
Aspectos do Ocultismo

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

BRUXOS NO MUNDO

Religião: sf. 1. crença na existência de uma força ou forças sobrenaturais. 2. manifestação desta crença por meio de doutrina e rituais próprios. 3. devoção, piedade.

Uma explicação menos acadêmica para definir o termo religião é dizer que, qualquer que seja ela, se trata de uma estrada que leva o humano a divindade. Independente de seu nome ou propósito, se ela conseguir este feito possui um culto sincero.

Como são as estradas que conduzem ao divino, existem para todos os gostos: retas, tortuosas, fáceis, difíceis, largas ou estreitas. Apesar de tudo que dizem, nós que a construímos, sinalizamos, policiamos, cuidamos e nos servimos delas como motoristas.

Dentre todas, há uma que nos interessa: a autoestrada do Paganismo. Nela, entramos na alça de acesso rumo a avenida da Arte, ladeada por ruas chamadas Tradições. Então temos a Eclética, Celta, Diânica, Saxônica, Alexandrina, Gardneriana entre outras. Em cada uma dessas ruas moram as Divindades. E todas estão em casa, é só bater.

A avenida da Arte é nova: suas faixas de segurança ainda cheiram a tinta, e estranhamos um pouco ainda seu trajeto. Suas ruas arborizadas e o córrego que murmura ao longe nos convidam a reflexões. Mas sob o novo asfalto, como os caminhos de Roma, a uma estrada mais antiga de terra batida e pedra.

Graças a verdadeiros arquitetos da palavra como Margareth Murray (O Culto à Feitiçaria na Europa), Charles Leland (Aradia), Robert Graves (A Deusa Branca), Gerald Gardner (A Feitiçaria Moderna), Margot Adler (Atraindo a Lua), Starhawk (A Dança Cósmica das Feiticeiras), Janet e Stewart Farrar (Oito Sabás), temos hoje um culto que não estagna nos alicerces, mas se regenera num trajeto em espiral rumo ao infinito.


Muitas pessoas optam por este caminho por cansarem-se dos buracos, taxas, policiamento, congestionamentos e estreitamento das chamadas Estradas Oficiais. Então nos lembramos que somos os motoristas e co-autores de nossa estrada da vida. Que segue pelo caminho da Arte sabe que tem de cuidar dos que vem atrás, assim como os da frente cuidam da gente.

Os caminhantes seguem regras simples e claras. Existe uma regra básica e um aviso para que o fluxo flua bem: desde que não faça mal a nada nem a ninguém, faça o que quiser; e tudo o que fizemos retornará três vezes.

É claro que os motoristas das Estradas Oficiais ficam loucos quando sabem destas coisas. Acham que estamos nos matando, colocando-nos em perigo quando confiamos no outro sem uma lista enorme regras e punições. Mas tenho que discordar, pois quando se sabe que a nossa vida e a do outro dependem de nós e ajamos de acordo, ficamos mais cuidadosos. E isto nada tem a ver com medo ou premiação, mas com ética. O Caminho da Arte faz-se dos seguintes princípios:

* reconhecem-se as Divindades em rituais associados ao Sol e a Lua
* reverencia-se a Terra como manifestação da energia divina
* a Magia é vista como parte natural e prazerosa da Religião, usada para fins positivos
* as atividades como o proselitismo são consideradas tabus
* não aceitamos o conceito de mal absoluto
* não somos anti cristãos ou satanistas
* usamos instrumentos como oráculos, pedras, cores, aromas e símbolos gráficos, mas reconhecemos sua inutilidade se a força que existe dentro de todos nós não se manifesta.

Durante milênios cruzamos estes mesmos Caminhos: na terra batida dos xamãs, na estrada de pedra dos pagãos medievais ou no pavimento moderno da Religião da Deusa. Em todas estas épocas sempre chegamos à casa das Divindades com diferentes agrados: de estatuetas de barro à renas, trazíamos aquilo que nos era mais caro, de sacro ofício. Éramos recebidos com um sorriso sem jeito, cientes os Deuses que uma recusa seria uma afronta.

Com o tempo, descobriu-se o óbvio, que nossa presença já bastava. Se os relembrarmos, levarmos nossos amigos, um pouco de bebida, comida e música, tivermos cuidado com os restos, fôssemos simples e honestos em nossas vidas e cuidássemos da vida em nosso entorno, os Deuses sorririam, satisfeitos.


Este Caminho nos parece novo, mas é só ilusão. Novo somente é nossa percepção e este corpo que carregamos, pois o espírito continuamente emerge da Fonte Universal, e a Ela retorna ao final.


Abençoados sejam.


Gosta de Rita Lee?

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

SOBRE O CULTO





Começo este texto com uma estorinha que vivi em uma sexta-feira dessas. Ia eu trabalhar quando recebi uma carona de uma colega de trabalho, seu marido e um amigo deles. Acomodado no veículo, seguimos viagem. Como de costume, tentei me "aclimatizar" com o ambiente (adaptei este termo para afirmar quando chego em algum lugar estranho e observo as pessoas para definir quem são e o que pensam). Fiquei quieto e observei as pessoas conversando para saber qual seria o tom do assunto. Saber ouvir é tão importante quanto saber falar!

Descobri que o amigo era evangélico, assim como o casal, e que a carona interrompera uma conversa sobre dedicação aos cultos por parte de outros irmãos. O tal amigo indignara-se pelo fato de muitos frequentadores de sua denominação religiosa iam à igreja somente uma vez por semana! Para ele, igreja aberta é um convite ao culto. Ah, ele não conhece os wiccanos!


Hedonismo?

Viajando pelo Orkut, deparo-me com depoimentos onde as pessoas se queixam de falta de tempo para realizar rituais, mesmo que solitários, ou participar de grupos de estudo ou encontros, mesmo que esses eventos sejam mensais, semestrais ou anuais.

O que me faz pensar: será mesmo a falta de tempo a grande vilã pelo vácuo de constância nos cultos aos Deuses?

Quando dizemos que não temos tempo, afirmamos que algum aspecto de nossas vidas faz com que evitamos cultuar nossas Divindades como se deve. A questão aqui é saber se nosso estilo de vida é danoso ou não a nossa vida espiritual. E avaliar se o que fazemos é o que queremos para nós. E qual é o papel da Religião nisso tudo.

Sim, sabemos que a Wicca tem como base fundamental o livre-arbítrio, porém, ela é uma Religião como outra. Um culto não se mantém de pé sozinho, mas necessita de pessoas que o sustentem. E isso só acontece através do culto regular. Não são os cursos, os livros, blogs ou os sites que formam um pagão, mas a prática daquilo que sabe, assim como não é a CNH que diz se sou ou não um motorista, mas também o fato de dirigir um veículo com alguma regularidade, habilidade e responsabilidade.

Se após uma verificação sincera, você descobrir que não possui tempo pra o culto, é melhor observar seu modo de vida. Pois você leva uma rotina escrava ou distraída do culto.

E será preciso a tomada de posições.




Saúde, amizade, liberdade.


Sergio Thot

quarta-feira, 4 de julho de 2007

EQUILÍBRIO E AÇÃO





A cena é comum: rios já sufocados pelo concreto e pelo esgoto de casas, comércio e fábricas, uma pessoa jogando seu saco plástico de lixo nele. Longas ruas e poucas árvores ardendo ao sol tropical. Pessoas adultas e bem-educadas lavando suas calçadas ou carros com mangueiras e usando água potável. Falam para mim que o problema é cultural, mas eu discordo. Cultura da preservação do meio ambiente todos temos. O que nos falta é a aplicação daquilo que é aprendido.


Perto de minha casa existe uma viela chamada Alagoinha. Vez após vez a prefeitura recolhe de lá toneladas de lixo e entulho e vez após vez a população local emporcalha o lugar com mais sujeira, apesar das leis municipais que proíbem essa prática, da existência do Ponto de Entrega Voluntária (PEV) mantido pela prefeitura e do bom senso de não se jogar animais mortos e lixo ôrganico por onde passam crianças em idade escolar.


"Em Guarulhos, a multa é de R$ 600 por metro cúbico de entulho despejado. Quando o volume de lixo é maior que dois metros cúbicos, o valor da multa dobra: cada metro, passa a equivaler a R$ 1.200. Além disso, os caminhões que são utilizados na operação são apreendidos pela Guarda Ambiental e os motoristas, assim como os responsáveis pela contratação do serviço são presos.


Fonte: Site da Cidade de Guarulhos



Se você, como nós, é sensível a relação que a humanidade tem com a Mãe Terra, já sentiu a impotência de presenciar tais fatos e não poder fazer muito. Apesar de nossa separação do lixo, do reuso que fazemos dos materiais e da redução de embalagens que nos comprometemos a fazer, das campanhas pessoais, públicas e governamentais, dos alertas de secretarias e ministérios, das escolas e do supremo grito vindo da consciência, tais ações não parecem repercutir muito nas pessoas comuns.


Existe por exemplo a campanha Limpa Brasil que...


"pretende-se disseminar uma consciência ambiental para que as cidades sejam limpas e se mantenham limpas. Assim, o primeiro passo é despertar o interesse das pessoas e organizações para que a realidade da sua cidade possa ser mudada de fato, conquistando-as em prol de um objetivo comum: limpar as cidades e mudar a atitude da população."


Visite o site por AQUI



E a perspectiva mostra que as mudanças serão lentas. Mas porque?






Está desperto?



Um livro conhecido por mestres nas artes cênicas, chamado "O Corpo Fala (Pierre Well&Roland Tompakow)" oferece algumas indicações. É material interessante e por vezes divertido, recomendável para quem inicia a busca do autoconhecimento através da linguagem corporal.



Afirmando que o ser humano é divido em três partes distintas e inter-relacionadas, os autores usam a analogia da Esfinge, distinguindo a Mente, os Sentimentos e os Instintos como Águia, Leão e Boi respectivamente. O corpo nos fala constantemente através destes três personagens, porém nós não os ouvimos.


E mais: eles também não se ouvem constantemente, entretidos em numa batalha dentro de nós onde a perda de um dos bichos se reflete em doenças de origem psíquica, as chamadas doenças psicossomáticas. O reequilíbrio, segundo os autores,só é conquistado através da interpretação e convivência com estes três bichos, tendo o Eu, já desperto, como seu condutor.



O livro chama este fio condutor por um nome bem simples: Amor.



Sabemos que o equilíbrio pessoal não é uma das virtudes humanas mais comuns. Se as pessoas não conseguem manter a "ecologia" interna, como manter a externa? Como respeitar o corpo exterior se seu corpo interior vive em dicotomia constante? Como amar o que está fora de nós, se não amamos aquilo que somos?



Bem, não dá para esperar que a humanidade dê este salto rumo ao amor próprio para que, a partir disso, passe a amar as coisas ao seu redor, não é?

O fato é que nós e o resto da raça humana fazemos a coisa por interesses em alguns casos. 


Há quem economize água ou recicle lixo por questões econômicas (para obter renda ou não gasta-la futilmente) ou educacionais (campanhas em fábricas, escolas etc). Não há garantias em longo prazo de quê continuarão contribuindo com o equilíbrio do planeta.






O que fazer?



O ideal que buscamos precisa ser duradouro. Portanto o trabalho que está a caminho pede que identifiquemos o desequilíbrio em nós, no outro e no corpo social em que pertencemos. Um projeto ecológico sério não se baseia somente em propaganda, mas em ações práticas e viáveis, que possuam a cara das pessoas envolvidas. Nós, por exemplo, podemos inserir a questão dentro da magia ritual. Como wiccano ver a natureza como o corpo da Deusa me é muito natural. Portanto é natural meu engajamento nesta luta.



Quantos encantamentos e feitiços não podem ser feitos através do plantio de ervas e árvores nativas? Não possui o Deus o Seu aspecto vegetal? Muitas árvores no Norte possuem finalidades mágicas e/ ou religiosas, e a Ele são identificadas. São locais de culto, onde a Terra, o Céu e o Submundo se encontram. Aqui em nosso hemisfério pode ocorrer o mesmo.



Magias poderosas podem nascem do ato de observar as mudas nascendo de sementeiras na Candelária, plantadas em vasos simples na Primavera, transplantadas para seu lugar definitivo no Beltane, cuidadas nas chuvas de Verão, observadas no Lammas, ver ser seus frutos amadurecerem no Mabon, as folhas amarelarem no Samhain e a vida hibernar em nosso seco e brilhante Inverno. Ato mágico que não se reserva a pedidos simples, mas a coisas que pedem tempo e longa, longa paciência.


Nota: encontrei anos depois de escrever este trecho uma ideia semelhante vinda de um padre de Goiás que ao invés de ministrar orações para as doenças e aflições espirituais dos fiéis, estes são incentivados a plantar árvores! Veja a notícia AQUI.



A Roda do Ano indo e voltando, onde nossas vidas se confundem, onde temos a impressão que ela sempre esteve lá a nos observar, repleta de sombra, seiva, frescor, frutos, amor, magia.



E existe a ação localizada, pontual. Conhecidos ou estranhos, ao ver atitudes não-ecológicas, avalie as possibilidades e faça a abordagem. Não vale apenas querer a mudança se não se luta por ela..






Busque apoio

  • A Secretaria do Meio-Ambiente de muitas cidades fornecem  mudas de árvores nativas e cursos periodicamente.
  • Há centros de formação para pessoas que queira montar ONGs de reciclagem.
  • Professores são receptivos a realizações de palestras nas escolas por parte de especialistas e interessados no assunto.
  • Faça a separação e destinação do seu lixo como forma de dar o exemplo.
  • Dependendo do contexto, aborde pessoas cuja as atitudes não se alinham com esta forma de pensamento ecológica.
  • Colabore com as diversas campanhas existentes como a Limpa Brasil. Clique AQUI!
Permita, enfim, que a Deusa te guie. Ela dirá o que fazer. Leia também este texto com Soluções de simples aplicação.



E faça somente o que sua mão alcança. São as centenas de pequenas ações que constroem o mundo em que vivemos, lembre-se disso!




Fiquem em Paz, Abençoados(as) Sejam.


Sergio Thot.






Post scriptum



Um vídeo legal sobre compostagem.