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domingo, 8 de julho de 2007

DOS CÍRCULOS & COVENS






Será que basta uma química perfeita na realização dos rituais para que um círculo ou coven sobreviva? Nós acreditamos que é necessário mais do que isto.



Acreditamos que o coven ou círculo são corpos, entidades vivas dos quais seus membros são os órgãos vitais.


Se um dos elementos não está bem, o conjunto não vai bem. Então, como pode dar errado? E como fazer para dar certo? Como ter um coven forte e atuante?

Dizer que cada membro imagina seu grupo funcionando a sua maneira é certo, mas não só isto. Em um coven forte, seus membros apesar de possuírem ideias diferentes, estabelecem termos comuns, uma base de acordo para que o grupo funcione com harmonia. Como num corpo, onde os rins e o coração são órgãos diferentes, mas que trabalham juntos pela manutenção do sangue precioso.

Esta harmonia só é conseguida quando os pensamentos básicos de todos são comuns, tanto no passado como no presente e para o futuro. É o pensamento com metas comuns que mantém o coven unido.


E não importa se falamos de coven ou time de futebol, universidade ou multinacional, banda de rock ou grupo familiar: se não se sabe de onde se veio nem o que se está fazendo, dificilmente se definirá para onde se vai. É aonde o grupo naufraga.

Podemos estabelecer como base para este acordo o traçado formado por três pontos: o caráter, os princípios e os objetivos.

*O caráter:
é aquilo que o grupo vê refletido ao olhar no espelho social. É a resposta a pergunta "quem somos nós?".

*Os princípios:
é a fonte onde o grupo bebe, seus fundamentos filosóficos e a origem de todas as regras que os regem. É a resposta a pergunta "de onde viemos?".

* Os objetivos:
é aquilo que o grupo deseja em longo prazo, seu norte. É a resposta a pergunta "para onde iremos?".

Todo o agrupamento humano precisa responder com sinceridade a estas perguntas e atingir o consenso. Os que conseguem trarão dentro de si o poder de mil sóis. Isto se dá porque agem ao mesmo tempo de forma livre e coesa. Gente junta não porque foram subjugados, mas porque se amam e precisam realizar tarefas que sozinhos não conseguiriam.

São detalhes como esses que tornam os grupos poderosos!


Sugestão de Leitura:


A Dança Cósmica das Feiticeiras, de Starhawk!


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