Com a aproximação do Dia das Bruxas quero resgatar esse antigo companheiro de casa e de fogueira que é o gato. Ele, mais do que qualquer outro bicho, sofreu com as chamas inquisitórias europeias simplesmente por ser aquilo que ele é. Principalmente os gatos pretos.
Tive um gato preto. Preta, para ser mais exato. A chamei de Nix, deusa noturna do Egito. Era filha de Nina, uma gata da amiga Cibele. Isso foi lá pelos anos de 2000. Desde então vários passaram pela nossa casa, muitos nascidos, outros adotados.
Atualemente temos Brigite e Ágata, duas pestinhas que adoram cavar o jardim, subir na mesa, deitar no colo enquanto vejo tevê ou teclo aqui com vocês.
Ágatha, a gata
E Por Que são Sagrados?
Além da ligação involuntária com as mulheres da Idade Média, podia citar a adoração que os egipcios tinham (e tem!) pelo bichano através da Deusa Bastet (e sua versão menos humorada, Sekhmet). Além dos japoneses com seu gato de boa sorte, o Maneki Neko que atrai sorte e dinheiro, mas cujo o original, dizem, salvou a vida de um guerreiro. Ou o culto ao jaguar das Américas:
"A onça faz parte da mitologia de diversas culturas indígenas americanas, incluindo a dos maias, astecas e guarani. Na mitologia maia, apesar de ter sido cotada como um animal sagrado, era caçada em cerimônias de iniciação dos homens como guerreiros." Fonte: Wikipedia.
Para o Padre Marcelo Rossi, dizem alguns sites por aí, são animais "traiçoeiros" (Leia AQUI). Opinião típica de que nunca teve gatos pois, se os tivesse saberia que nada que temos realmente os interessa para que nasça a traição.
Mas para mim são divinos porque simplesmente deitam em meu colo, me olham com tédio e cochilam.
Quero comentar dois assuntos cujo os temas são diferentes mas partem de uma origem comum que é o medo do outro. São eles o reconhecimento do Superior Tribunal de Justiça para a união estável entre pessoas do mesmo sexo (leia AQUI a notícia) e o mal-estar causado por alguns moradores do bairro de Higienópolis, em São Paulo, por conta da construção de uma estação de metrô no bairro (leia AQUI a notícia)
O que é família?
Tenho um sobrinho que é filho do primeiro casamento da minha ex-cunhada. Apesar do casal não mais dividir o mesmo teto, o moleque e eu ainda nos chamamos de tio e sobrinho. E isto é ponto pacífico. O amor não deve ser medido pela genética ou pela quantidade de melanina na pele das pessoas. O amor é algo a mais, que não é mensurável. Os valores que ainda norteiam a família hoje são orientadas para se acumular bens. É por isso que é tão importante saber de quem é a criança. É uma sagrada instituição voltada para o acúmulo de capital. Ou para manter a honra do macho-alfa.
A Wikipedia dá uma boa dica a este respeito:
"Existem também famílias com uma estrutura de pais únicos ou monoparental, tratando-se de uma variação da estrutura nuclear tradicional devido a fenómenos sociais, como o divórcio, óbito, abandono de lar, ilegitimidade ou adopção de crianças por uma só pessoa.
A família ampliada ou extensa (também dita consanguínea) é uma estrutura mais ampla, que consiste na família nuclear, mais os parentes directos ou colaterais, existindo uma extensão das relações entre pais e filhos para avós, pais e netos.
Para além destas estruturas, existem também as denominadas de famílias alternativas, sendo elas as famílias comunitárias e as famílias homossexuais."
E dada as notícias que vejo ultimamente (leia AQUI), não sei se o exemplo dos casais heteroafetivos (que palavrão) podem ser tidos como exemplos a serem seguidos. Espero que estas decisões não sejam tomadas em púlpitos de igrejas ou tribunais. A família é sagrada por conta dos laços de amor que possui. É o amor que sacraliza a palavra escrita e nunca o inverso.
Muitas pessoas confundem direito civil com casamento religioso. Os desavisados acham que se a lei que estende os benefícios do matrimônio ao casais homo fará com que gays entrem de mãos dadas na igreja. Não é disto que se fala, mas sim de conceder cidadania a este tipo de núcleo familiar. Gosto da explicação dada no blog Rascunhos de um Pagão:
"Os casais homo e hetero são diferentes, sem dúvida, mas à luz da lei e da justiça não pode, não deve, nem há diferenciação, pois em um Estado legítimo de direito, onde a todos [e não apenas para priviliegiados] são garantidos a proteção da lei e da justiça, não cabe nem a discriminação, nem a intolerância, nem o preconceito, por gênero, por raça ou por opção sexual."
O que é Gente Diferenciada?
Também ficou a incógnita no ar. Parece que o metrô atrai tudo o que é ruim para seu entorno: mendigos, drogados e essa tal gente diferenciada. Não entendi bem o que essa tal gente diferenciada. Parece que são pessoas que não se encaixam no status quo das novelas globais: o mendigo, o negro, a prostituta, a mãe solteira, o bêbado, o moleque de rua. Bem, todos estes elementos existem na cidade. A questão é se podemos erguer guetos, bunkers, e nos escondermos neles ou se podemos aceitar a verdade dos fatos e reagir a eles tal qual fez o Bonsonaro, que tornou pública sua homofobia (leia AQUI). Bons inimigos são aqueles que se podem reconhecer à distância.
Li em algum lugar que quando as pessoas viajam a Paris ou Nova Iorque comentam o metrô destas cidades abrangem vários bairros, sua extensão é grande etc. Pois é: quando a chance surge em terras de Pindorama as pessoas não-diferenciadas oferecem resistência. Curioso isso!
Enquanto isso, na minha cidade a gente deseja a anos uma estação de trem para integrar Guarulhos a malha da CPTM. O projeto da linha Jade já existe e os governos aguardam pela última hora antes da Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil para iniciarem as obras. Uns com tanto e não querem.Outros sem nada e precisando. Mas será o Benedito?
Resumo da Ópera
Bem, como faço parte desta turma da Gente Diferenciada, temo um pouco pelo futuro. É verdade que a net tem feito uma revolução nas coisas. Afinal nada mais está oculto neste tempos. Esses dias um colega meu de trabalho comentava sobre os "bichas que se beijam em público". Até 40 anos atrás seriam os casais multirraciais. Creio que esse tsunami de informação anda pegando muita gente de surpresa e não deu tempo para digerir tudo. Disse ao meu colega: "O fato é que todas essas pessoas diferenciadas, com suas crenças, preferências, aparências e atitudes sempre estiveram por aí. Só que agora estamos prestando mais atenção."
Sim, desde o início dos tempos, viemos para ficar e temperar a realidade.
Na sessão de ontem, Garotinho já havia sugerido a ameaça: "Hoje em dia, o governo tem medo de convocar o Palocci. Temos de sair daqui e dizer que, caso o ministro da Educação não retire esse material de circulação, todos os deputados católicos e evangélicos vão assinar um documento para trazer o Palocci à Câmara”, afirmou à Agência Câmara.
Legal né o toma-lá-dá-cá da política... Vai aprendendo que sem participação política não existe nova sociedade. Incrível como eles usam a palavra família, como se os casais héteros fossem exemplos de sociedade. No telejornal que assistia ontem (26/05) após a notícia da derrota do kit anti-homofobia, o âncora anunciava a notícia de que um homem matou e enterrou a esposa no piso da própria casa, forjando depois seu desaparecimento, e na sequência o caso do jornalista Pimenta Neves, que matou a namorada e está preso junto com o Nardoni, o pai hétero que matou a filha, e o animal que matou a menina Eloá. Olha a galera!
A suposta necessidade de ir à um templo, é apenas a forma dos pastores exercerem o seu sacerdócio imaginário, pelo qual são bem pagos. Não há nenhuma outra necessidade real de cristãos se encontrarem lá, senão essa... Se você admite que é correto diante de Deus que uma pessoa receba sustento sem trabalhar, certamente você já está pronto a aceitar qualquer outra coisa que inventarem, por mais diabólica que seja.
*extraido do Blog Verdades Especiais
domingo, 20 de dezembro de 2009
Atual Inquisição - Matem as Bruxas!
Pastores de igrejas evangélicas na Nigéria estão acusando crianças de serem bruxas, levando ao abuso, e a crueldade indescritíveis, as crianças inocentes.
Elas estão sendo abandonadas pelos pais para morrerem, isso quando não são mortas, espancadas, queimadas, envenenadas, enterradas vivas, amarradas a árvores, entre outras crueldades.
Estima-se que cerca de 5.000 crianças foram abandonadas desde 1998, e que de cada 5 crianças abandonadas, uma acaba morrendo, e as que sobrevivem ficam em estado de choque.
Os pastores que promovem tais crueldades fazem parte das denominações evangélicas, justamente os que se dizem missionários, e recebem dinheiro para estarem lá.
Pastores estes que dizem que as crianças estão enfeitiçadas, e eles prometem fazer um exorcismo para curar as bruxas mediante pagamento, que pode custar de 3 a 4 meses de trabalho (o salário mínimo na Nigéria é equivalente a US$ 42,80 ). Como a grande maioria das pessoas não podem pagar, elas preferem abandonar ou se livrar das crianças, ou utilizam outros métodos para tentar “curá-las”.
De fato, é uma grande inquisição que está ocorrendo na Nigéria.
Onde estão os missionários que ganham uma grana preta na América e na Europa pregando a teologia da prosperidade?
Totalmente, os “pastores” no mundo inteiro se tornaram lobos perversos e gananciosos, mais do que nunca foram!
Qualquer bruxo pagão estará em situação infinitamente mais confortável no Juízo do que essa pastorada do diabo!
Quando o paganismo atual (cristianismo) se soma ao materialismo, o resultado é esse: Prega-se o medo a fim de arrancar até as unhas das pessoas!
Até a Idade média ainda era sofisticada perto do que está acontecendo agora. Aqui, neste caso, no entanto, a situação é muito mais grave; infinitamente mais maligna;
Posto que não apenas os “pastores” induzam o povo a entregar seus filhos à morte, como também se ofereçam para resolver o problema desde que esses pais pobres e miseráveis paguem pela libertação.
Pague ou Morra!
Matéria Oficial:
A estação chuvosa é longa e Delta do Níger é exuberante e úmido.
Esta margem sul da África Ocidental, onde são bombeadas da Nigéria a riqueza do petróleo e gás, é ignorado milhões de seus povos mais pobres
No estado delta, na pequena e agitada de Akwa Ibom, a tensão e a pobreza emitiu uma oportunidade para um fenômeno novo e terrível, que está levando ao abuso e assassinato de centenas, talvez milhares, de crianças.
E isso está sendo feito em nome do cristianismo. Quase todo mundo vai para a igreja aqui.
Dirigindo pela cidade de esit Eket, a sinais de transito enferrujados, lonas penduradas entre as árvores e cartazes sobre pedregulhos, a anunciar igrejas, com três ou quatro nomes diferentes, na beira do caminho
Atrás das portas pintados, pastores espertos ganham a vida com 'libertações' - exorcismos - para as pessoas assoladas por feitiçaria, algo que é visto para causar qualquer coisa, de divórcio, doença, acidente ou perda de empregos.
Com tantas igrejas, é um mercado competitivo para os padrões locais. Mas uma situação de exploração tem crescido agora em algo muito mais sinistra, com pregadores que estão voltando suas atenções para as crianças - nomeando-as como bruxas.
Em um estado enlouquecido de terror, os pais e aldeias inteiras, atacam as crianças. Elas são queimadas, envenenadas, cortadas, acorrentados a árvores, enterrados vivas, ou simplesmente espancadas e expulsas para a morte no mato. Alguns possuem os pais com montantes necessários para pagar por uma libertação - o valor de três ou quatro meses de salário médio - Apesar disso, o pastor vai explicar que a bruxa poderia voltar e uma segunda libertação será necessário. Mesmo que o pai quer manter a criança protegida, seus vizinhos podem atacá-la na rua. Este não é apenas um número reduzido de casos. Isso está se tornando comum.
Em Esit Eket, no meio das ruas esburacadas, é um barraco recheadas de concreto para vigas, com cerca de beliches dentro. Aqui, as crianças vão para a cama como galinhas, as vítimas do sono dos pastores cristãos e as suas horas de duração e serviços noturnos. Repudiadas e abandonadas, estas são as crianças de uma comunidade inteira, que acredita fervorosamente que são bruxas. Sam Ikpe-Itauma é uma das poucas pessoas nesta área que não acredita que os evangélicos "profetas" estão a pregar. Ele abriu sua casa para alguns sem-abrigo que encontrou, e agora, ele tenta o seu melhor, para conseguir cuidar de 131 delas. Os vizinhos não estavam felizes comigo e me dizem " você está apoiando as bruxas".
Este projeto foi um acidente, eu vi crianças sendo abandonadas e que era muito preocupante. Eu comecei com três, então cada dia é aumentado até 15, então tivemos que abrir este novo local.
Para cada cinco crianças talvez nós vemos nas ruas, nós acreditamos que um foi morto, embora pudesse ser mais, por que os vizinhos "fecham os olhos" quando uma criança-bruxa desaparece. É bom que temos esse abrigo, mas ele está sob ataque constante.
E, enquanto ele fala dois aldeões caminhada passado, no final do pátio, puxando a roupa sobre os seus olhos, para esconder as "bruxas" de sua visão. Elizabeth, a mulher de Ikpe-Itauma, atua como enfermeira para as crianças feridas e que têm chamado este lugar dos Direitos da Criança e Rede de Reabilitação, um grande nome para um pequeno refúgio.
Foi encontrado o apoio de uma instituição de caridade correndo de uma escola na área, Stepping Stones Nigéria, que está tentando ajudar com dinheiro para alimentar as crianças, mas os números estão transformando tudo aqui em um grande desafio.
Marry Sudnad, 10 anos, faz caretas quando seu cabelo é puxado para as linhas de milho por Agnes, 11 anos, mas o couro cabeludo apenas acima de sua testa é careca é empolado. Marry conta sua história rápida, no idioma local, olhando fixamente para o chão. Meu irmão mais novo morreu. O pastor disse à minha mãe, que foi porque eu era uma bruxa. Três homens chegaram à minha casa. Eu não sabia quem eram estes homens. Minha mãe saiu de casa. E estes homens me pegaram. Eles me bateram.
Ela empurra seus punhos sob o queixo para mostrar como seu pai estava, estendido de bruços no chão da cabana, à observando ser espancada. Após o ocorrido, houve uma visita à igreja para "uma libertação". Um dia depois, houve uma caminhada no mato com a sua mãe. Eles escolheram as bagas venenosas 'isinma" que foram metidos goela abaixo de Marry. Se isso não à matá-la, advertiu a mãe dela, então seria uma suspensão feita de arame farpado. E finalmente, a mãe jogou água fervente e soda cáustica sobre sua cabeça e corpo dela, e seu pai deixou sua filha gritando no meio de um campo.
Andando dentro e fora da consciência, ela ficou perto da casa por um longo tempo antes de finalmente ir embora. Mary tinha sete anos. Ela diz que ainda não se sente segura. Ela diz: "Minha mãe não me ama." E, finalmente, uma lágrima listras no seu rosto bonito.
Gerry foi escolhido por uma 'profetisa' em uma noite de oração, e taxada como uma bruxa. Sua mãe a amaldiçoou, seu pai puxou a gasolina do tanque da moto dele, e cuspiu-a sobre o rosto de oito anos de idade. Com bolhas faciais, Gerry é tão visível como o trauma em seus olhos embaciados. Ele pede a todos os adultos que ele vê, se eles vão levá-lo para casa para seus pais: "Não é deles, é a profetisa, estou com medo dela." Nwaeka é de cerca de 16 anos. Ela senta-se na lama com seus olhos revirados, arranhando-se com seus braços finos. As outras crianças são surpreendentemente pacientes com ela. O ferimento na cabeça com um prego enfiado está se curando e parece estar bem.
Etido, também de 9 anos, tinha unhas quebradas e toda a coroa da cabeça moída. Sua difícil dizer o dano que já foi feito.
Udo, agora com 12 anos, foi espancado e abandonado por sua mãe. Ele quase perdeu o braço depois de aldeões, encontrá-lo à procura de alimentos na beira da estrada, viam-no como uma bruxa e tentaram cortá-lo com facões. Magrose tem sete anos. Sua mãe cavou um buraco, e tentaram enterrá-la viva.
Michael foi encontrado por um agricultor, jogado num fosso, morrendo de fome e incapaz de estar de pé com as pernas, que havia sido açoitadas.
Ekemini Abia tem a aparência de alguém em um profundo estado de choque. Ambos os tornozelos são circundados com feridas horríveis e ela se move em um dolorosamente. Chamada de bruxa, seu pai e os anciãos da igreja a amarraram em uma árvore, cortando-lhe a corda até o osso, e deixou a menina de 13 anos, sozinha lá por mais de uma semana. Há grupos de irmãos, tais como Prince (4 anos) e Rita (9 anos). Rita disse à sua mãe que ela tinha sonhado com uma linda festa, onde havia muito para comer e beber. A crença é que uma bruxa voa para a caverna de noite enquanto o corpo dorme - o tão doce sonho de Rita foi uma prova bastante: Ela era uma bruxa e porque ela tinha comida compartilhada com seu irmão no sonho, ambos foram abandonados.
Victoria, atrevido e divertido, de quatro anos, e sua irmã de Helen de sete anos, uma menina pouco serena. Deixada por seus pais no interior de um barraco, as meninas não se atreveu a mover de onde tinham sido abandonados e comia folhas e grama. O mais novo aqui é um bebê. As meninas mais velhas tomá-lo, e Ikpe-Itauma chamou-a de Amélia, o nome de sua avó.
Ele estima que cerca de 5.000 crianças foram abandonadas nesta área desde 1998 e diz que muitos corpos apareceram no rio ou na floresta.Muitos nunca mais são encontradas.
Quanto mais crianças, o pastor declara bruxas, o mais famoso que ele recebe e quanto mais dinheiro ele pode fazer. Os pais são convidados para dar tanto dinheiro, que eles ter de pagar em prestações ou talvez vender sua propriedade. Isso não é o que as igrejas deveriam fazer, ele diz.
Apesar das antigas crenças tribais em feiticeiros já não são tão profundamente arraigadas na memória das pessoas, e embora tivesse havido nativos cristãos na Nigéria desde o século 19, são missionários americanos e escocêses pntecostais dos últimos 50 anos, que moldaram essas crenças fanáticas.
O pastor Joe Ita é o pregador numa igreja em Eket
Baseamos a nossa fé na Bíblia, somos conduzidos pelo Espírito Santo e temos um programa de expor a religião falsa e feitiçaria
De voz leve e em seu terno e gravata inteligente, sua igreja está sendo pintada e ele pede desculpas por ter de se sentar fora, perto de seu reluzente Audi novo para falar.
Há quase 60 filiais da igreja dele em todo o Delta do Níger. Ele foi iniciado por uma mulher local, Helen Ukpabio, cuja casa luxuosa e branco caro Humvee são muito admirados na cidade de Calabar, onde ela vive. Muitas pessoas nesta área dão crédito popular à DVDs evangélicos, que ela produz e com atores, para ajudar a espalhar a crença de bruxa infantil. Ita nega cobrança de exorcismos, mas reconhece sua congregação é pobre e tem que trabalhar duro para tirar as doações até a igreja espera.
Para dar mais do que você pode pagar é abençoada. Nós somos os únicos que realmente conhecem os segredos das bruxas. Os pais não vêm aqui com a intenção de abandonar seus filhos, mas quando uma criança é uma bruxa, então você tem a dizer "o que é que tem? Não é seu filho." Os pais vêm até nós quando vêem as manifestações. Mas o segredo é que, mesmo se você abandonar o seu filho, a maldição ainda está em cima de você, mesmo se você matar o seu filho a maldição permanece. Então você tem que vir aqui para ser entregue posteriormente, bem como"ele explica pacientemente. Nós sabemos como eles funcionam. A bruxa vai colocar um feitiço no sutiã de sua mãe e a mãe vai ter câncer de mama. Mas não podemos atribuir todas as coisas para as bruxas, elas trabalham em inclinações também, então não criam o HIV, mas se você é promíscua, então a bruxa lhe dará o HIV.
Quando entardece, ele apresenta uma pilha de DVDs Ukpabio's. Engano pensar que eles são um presente, estou firmemente à corrigir.
Mais tarde naquela noite, em outra parte da cidade, à meia-noite, a umidade do dia é selada dentro da igreja sem janelas e o toque de tambores juntamente com os gritos do pregador encharcado de suor. 'Não às bruxas, òh Senhor ", ele grita para o microfone. "Como este se aproxima a hora, salvar-nos, ó Senhor!" Sua congregação dança, as palmas das mãos no alto, as mulheres se contorcer e gritar em línguas. Um grupo avança à pastorear cinco filhos, um bebê, e se ajoelham no chão de concreto e o pastor vem entre eles, apertando as mãos sobre a cabeça de cada criança - por sua vez elas tentam se esconder nas saias das mulheres.
Esta é a noite de libertação na Igreja, e enquanto o serviço vai continuar por algumas horas, o evento principal - para o qual os pais vão ter pagar em dinheiro - é longo. Andando a pé de noite, os tambores e o canto de outras igrejas soam como tais cenas são repetidas em toda a vila. É difícil encontrar pessoas para falar contra a brutalidade. a lider tribal Joe Inuaesiet, é uma delas.
Ela não só fala contra as "igrejas caça-níqueis", mas que também fez o impensável, e levou uma "bruxa" para sua própria casa.
A sobrinha da lider tribal, Mbet, foi declarada uma bruxa quando ela tinha oito anos. Sua mãe, Ekaete, fê-la beber azeite, e em seguida, as bagas de veneno, e depois, convidou os homens locais para bater nela com paus. O pastor acorrentou-à uma árvore, mas ela foi escapou quando a sua mãe não conseguiu encontrar o dinheiro para uma libertação. Mbet fugiram. Mbet, agora com 11 anos, diz que não viu a mulher, pois, acrescentando: "Minha mãe é uma mãe má." Nossa equipe rastreou a mãe de Mbet em sua barraca de roupas na estrada, onde ela brincava nervosamente com seu telefone celular, e nos contou como a sua filha (atravez da suposta bruxaria) havia dado a ela o que soava muito parecido com todos os sintomas de malária.
Eu tinha o calor interno, diz ela, indicando seu estômago. Foi a minha filha que tinha causado isso, ela inflamou toda a água do meu corpo. Eu não podia fazer nada. Era teimoso, muito teimoso.Mas e se a filha morreu no mato? Ela deu as costas: Isso é vontade de Deus. É nas mãos de Deus. Chefe Victor não tem tempo para sua irmã Hoje, quando uma criança torna-se teimoso, então todos os chama de bruxas. Mas é geralmente a partir dos 10 anos para baixo, eu nunca vi ninguém tentar jogar um homem adulto na rua. Essa criança se torna um incômodo, por isso eles dão à um cachorro um mau nome, e eles podem pendurá-lo. É preocupante porque nenhuma família é intocável. Mas é a ganância dos pastores, a condução em torno de Mercedes, que faz com que eles escolham os mais vulneráveis. Em uma aldeia próxima a equipe de reportagem se deparou com gêmeos de 5 anos de idade, Itohowo e Kufre. Eles estão jogados em torno do barraco, perto da sua mãe, mas estão obviamente desnutridos e em trapos sujos.
Aproximando-se dos meninos, traz uma multidão de moradores que estão em volta e uma mensagem: "Leve-os para longe de nós, elas são bruxas. Tome-los antes que eles matem todos nós. " As "bruxas". A mulher que deu à luz a estas maltrapílhos, desculpando-se, está um pouco distante da multidão, de braços cruzados.
Iambong Etim Otoyo não tem intenção de assumir qualquer responsabilidade pelos seus filhos. "Eles são bruxas", diz ela com firmeza e vai embora. E ao anoitecer, há 133 crianças amontoadas na casa de concreto, em Esit Eket.
Ps.: Indaga-se sobre o que podemos fazer. Talvez não deixa que as chamas do fanatismo consumam nossa terra. Prestem atenção aos sinais de fumaça como mostrado no vídeo abaixo. Primeiro, queima-se livros e quebram-se estátuas. Depois são carne e ossos. Vigiemos!
Por esses dias visitei o Museu Afro-Brasil, que se localiza dentro do Parque do Ibirapuera. Fora a primeira vez que fazia tal viagem cultural e realmente fiquei sem palavras. Não só pelas dimensões do museu, mas também pela diversidade de nossa história enquanto povo. Apesar do título, arrisco dizer que o acervo é bastante democrático e mereceria o nome de Museu do Povo Brasileiro. Polêmicas à parte, quero comentar com vocês coisas que senti enquanto caminhava pelas galerias.
Como pessoa de etnia negra que sou, visitar o museu serviu como parte da consolidação de minha identidade cultural, pois sou filho de uma Diáspora que durou 200 anos entre várias regiões africanas e o Brasil, e que terminou se maneira irresponsável. Há uma certa dívida que não pode ser cobrada em dinheiro ou pedido oficial de desculpas. É um vazio que só Thot, Senhor do Tempo, saberá curar.
Olhando os guilhões e correntes, as gravuras, os anúncios de época de negros fugidos, fiz um link com outro grupo que sofreu perseguições por ser o que é: os bruxos. Também sou um filho desta cultura que adotei no final da década de 90 e a comparação para fim foi óbvia e inevitável.
Liberdade de Presente
Hoje em nosso país temos a liberdade de nos expressar de maneira livre mas nem sempre foi assim. As chamas da Inquisição também aportaram nesta terra trazendo outras formas de violência, como nos fala o historiador Rainer Sousa, no Mundo Educação:
"Em vários documentos de época, possuímos o registro de algumas situações onde homens e mulheres apelavam para os saberes místicos de alguns feiticeiros. Geralmente, essa opção era ativada quando os remédios e ações litúrgicas cristãs não surtiam o esperado efeito em alguém que sofria com alguma enfermidade física ou emocional. Muitas vezes, até mesmo alguns padres eram denunciados aos seus superiores por recomendar a ação desse tipo de prática religiosa. "Para frear esse costume, os dirigentes da Igreja fizeram o requerimento das chamadas visitações do Tribunal do Santo Oficio. Essa instituição, criada nos fins da Idade Média, tinha por função combater qualquer tipo de manifestação que representasse uma ameaça contra a hegemonia dogmática católica. Em 1591, o clérigo Heitor Furtado Mendonça foi o primeiro a estabelecer essas visitações que investigavam os casos de heresia ocorridos no Brasil."
Hoje o máximo da perseguição que as bruxas sofrem hoje é muitas vezes o corte da mesada da mamãe.
Em minha visita ao Museu Afro-Brasil, parei diante de correntes e enforcadores penduradas na parede. O sol da tarde iluminava o corredor enquanto crianças passavam entre risos e brincadeiras, alheias aos instrumentos de dor ali presentes. Será que será tudo isso é coisa do passado mesmo? No Brasil, talvez sim. Em alguns países as perseguições continuam, pelos mais variados motivos e meios. A escravidão também.
As pessoas negras e as pessoas bruxas desta terra tiveram perseguidores, períodos e motivações diferentes. Mas a dor e o medo das pessoas não são iguais a todos? Nossa liberdade é um presente dado por centenas de pessoas que viveram, soluçaram, gritaram e morreram por serem o que são. Somos gratos por isso?
Convido vocês a visitarem o Museu Afro-Brasil, se vierem a São Paulo, e responder a esta e outras perguntas.
Ps: segue a Dispara, com Jair Rodrigues. Os mais mocinhos nem vão assistir um vídeo em preto e branco, mas tinha que colocar este material, pois a época em que ele foi gravado é embremática, haja visto a presença de políciais em cima do palco e na platéia. Em 60's, as bruxas a serem caçadas eram outras.
"Ó poderosa Mãe de todos nós, portadora de toda fertilidade, dá-nos o fruto e o cereal, rebanhos e manadas, e crianças para a tribo, para que nos seja permitido ser poderosos. Pela rosa de teu amor, desce sobre o corpo de teu servo e da sacerdotisa presente."
Trecho de Oito Sabás para Bruxas, dos Farrar
Qual é a força de suas palavras e ações? Já pensou nisso? O que você faz ou diz tem a ver com aquilo que pensa, com aquilo que é? Você é fiel a si mesmo?
Já citei aqui e torno a fazê-lo. É uma obra chamada "O Corpo Fala". Ela diz o óbvio: a fonte de todas as nossas alegrais é o equilíbrio interior. E devo acrescentar, da magia também. Veja que nós trabalhamos com Feitiços&Encantos. Ou seja, usamos as Ações&Palavras para mover nossas emoções e nossa vontade.
Isto é importante pois aquilo que fazemos e dizemos carrega o que levamos de dentro para fora. É um parto. Então temos que expor nosso melhor, aquilo que temos de mais verdadeiro, profundo e puro. Mas isso é abrir o peito ao mundo, é derrubar a carapaça de falsidades e mentiras que usamos para sobreviver em meio as pessoas, digamos, comuns.
Não é fácil
Mostrar o que somos, nossos equilíbrios e escorregadas interiores é uma afronta as pessoas. Quando criança eu assistia aos programas do tipo Namoro na Tevê e via um desfile de obviedades. Quando o apresentador pergunta o que procurava no par ideal, o perguntado respondia que queria alguém sincero e blábláblá... É lógico que ninguém quererá casar com um marginal, é evidente. Mas quem deseja a verdade nua e crua? Se uma mulher pergunta ao marido estou gorda, que resposta ele deve dar? Há, pense duas vezes!
Não raro somos assediados para nos negarmos, e afirmar esta mentira com um sorriso nos lábios, pois é preciso manter as aparências, o estático, é preciso conservar para ganhar tempo e elaborar um plano B. E é isso que mina o poder daquilo que falamos e fazemos, o fato de estarmos em profundo desacordo interno.
A fonte de todo o poder
A fonte de todo poder vem do conhecimento. O conhecimento produz a previsão do evento. A previsão do evento antecipa a ação. Quem tem conhecimento se antecipa.
O Poder Pessoal tem a ver com isso, com uma "corrente de energia" que segue por você sem bloqueios ou interrupções. Em Eletricidade isto se chama Fator de Resistência, onde todo material é capaz de conduzir corrente elétrica, mas uns melhor do que outros. Quanto menor esta capacidade, mais o material se aquece, com possibilidade de derreter e se partir com o calor gerado.
Canalizar este poder significa sermos nós mesmos. Mas isso implica na selvageria, na incompreensão do outro que se nega a ver o ciclo, o quadro todo. Implica na nossa marginalização da sociedade, na perca do status quo.
Em outras vidas e outras terras
Mal sabe esta sociedade exclusora que nosso banimento fortalece-nos. Isso porque estamos isolados daqueles que se escondem em meio a cortinas de fumaça e véus, fazendo então nos destaquemos mais. E este mesmo banimento nos obriga a sermos mais fortes para sobreviver.
E há um dado adicional: sempre encontramos outros "segregados", mais experientes, verdadeiros mestres de si mesmos.
Uma imagem me veio à cabeça agora... de homens e mulheres caminhando para a morte. Não os pobres coitados que foram vítimas de mentiras e traições, inocentes que só faziam simpatias para curar seu gado ou dar saúde às crianças. Mas eu falo de bruxos e bruxas de verdade, que foram pegas e não negaram o que eram e por isso pagaram com a vida. Eu penso nestas pessoas que viveram e morreram sendo o que eram... íntegras. E como isto é tão difícil hoje como foi a centenas de anos. As fogueiras mudaram, é verdade. E há lugares mais perigosos do que outros... Mas os ataques ao que somos verdadeiramente, e não só bruxos, mas pessoas também, cheias de contradições e defeitos que buscamos melhorar mas que não será do dia para a noite... ah... esses ataques continuam.
Se você quer que suas Palavras&Ações sejam fortes, precisam estar dispostos à sair da zona de conforto.
Já se publicou neste blog, com tema PRECONCEITO, um texto sobre o direito constitucional de reunião religiosa. Segue uma coletânea mais abrangente sobre o assunto que encontrei em outro blog sobre paganismo.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
Inciso VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
Inciso VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;
Inciso VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
Inciso XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;
Inciso XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar;
Inciso XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado;
Inciso XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei.
ANTEPROJETO DE LEI DO CÓDIGO PENAL(Cópia do DOU-I , de 25 DE MARÇO DE 1998 - Internet)
TÍTULO VDOS CRIMES CONTRA O SENTIMENTO RELIGIOSO E CONTRA O RESPEITO AOS MORTOSCAPÍTULO IDOS CRIMES CONTRA O SENTIMENTO RELIGIOSO
Ultraje a culto
Art. 226. Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; vilipendiar, publicamente, ato ou objeto de culto religioso:Pena - Detenção, de um a nove meses, ou multa.Impedimento ou perturbação de culto
Art. 227. Impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso:Pena - Detenção, de um a nove meses, ou multa.
Aumento de pena
Parágrafo único - A pena é aumentada até a metade, se o crime é praticado mediante violência ou grave ameaça, além da correspondente à violência.
Um ponto interessante é a questão do porte de armas. Temos o athame e não podemos levar a um parque público por conta da lei federal, pois athame é um punhal e este, uma arma branca. Vale uma pesquisa maior sobre esse assunto e verificar se há exceções à regra.
É interessante ver, vez após vez, que a tradução para pagão, do latim paganus seja camponês. Ou o bom e velho caipira. Já devo ter escrito aqui e ali sobre a dicotomia que existia (existe?) entre o morador civilizado da cidade e o morador do campo. Mas sempre gosto de repetir isso porque é uma verdade fundamental.
Convesando pelo MSN com um amiga virtual, "interessada em coisas esotéricas", perguntei se ela tinha visto a Lua Cheia, esses dias. E ela disse que não, que tais eventos sempre passavam batido. Temos um povo tão mergulhado em livros e teorias que não percebem a realidade básica: o segredo salta aos nossos olhos.
Se não pudermos olhar para a Lua Cheia e nos maravilharmos, ou ver nas nuvens se choverá ou não, ou sentir no vento as mudanças de temperatura que se aproximam, não seremos paganus de verdade. Vários sítios arqueológicos encontrados possuem entre suas construções observatórios astronômicos, onde os solstícios e equinócios eram demarcados. Isto porque o sagrado e o comum estavam entrelaçados. Era uma questão de sobrevivência. O caipira sabia dessas coisas. Ele tinha que saber pois sua vida econômica dependia destas informações.
O lance é deixar de olhar a terra como um lugar para extrair para ser o lugar onde vamos nos encaixar. Apesar de termos construído um mundo sobre a terra, essas duas partes não tem conversado muito bem. Mas estamos dando grandes passos nessa direção, vide a agricultura orgânica e dos telhados verdes. São soluções tímidas, mas toda caminhada começa com um passo pequeno.
E a questão da terra nunca foi tão discutida no país, desde as Ligas Campesinas, passando por alimentos transgênicos, até o atual MST. São coisas do campo que afetam as vidas das cidades. Afinal, contrariando a ideia das crianças um pouco mais ingênuas, a comida não vem do supermecado...
Agora é diminuir o ritmo das coisas, porque não dá para prover todo mundo de tudo que existe por aí. Esse negócio de modernidade, desta corrida louca pela última novidade... isso tá acabando com a gente! Precisamos repensar os modelos que temos e preparar o futuro que nos aguarda amanhã, quando acordarmos.